{"id":1076,"date":"2014-11-19T17:29:50","date_gmt":"2014-11-19T17:29:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=1076"},"modified":"2014-11-19T17:29:50","modified_gmt":"2014-11-19T17:29:50","slug":"homem-enganado-consegue-cancelar-registro-de-paternidade-reconhecida-voluntariamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/homem-enganado-consegue-cancelar-registro-de-paternidade-reconhecida-voluntariamente\/","title":{"rendered":"Homem enganado consegue cancelar registro de paternidade reconhecida voluntariamente"},"content":{"rendered":"<table width=\"100%\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td id=\"TituloNoticia\">\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td><b>Homem enganado consegue cancelar registro de paternidade reconhecida voluntariamente<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"10\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"top\">\n<table width=\"100%\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"left\" width=\"110\"><a>\u00a0<\/a><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"60\"><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td id=\"itemNoticia\">Um homem conseguiu na Justi\u00e7a o direito de alterar o registro civil de suposto filho seu, para retirar a paternidade voluntariamente reconhecida. Por maioria de tr\u00eas votos a dois, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) considerou que houve v\u00edcio de consentimento no ato da declara\u00e7\u00e3o do registro civil, pois ele foi induzido a acreditar que era o pai do beb\u00ea.<\/p>\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ entende que a aus\u00eancia de v\u00ednculo biol\u00f3gico n\u00e3o \u00e9 suficiente, por si s\u00f3, para afastar a paternidade. Os magistrados analisam outras circunst\u00e2ncias do caso, como a forma\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo socioafetivo com o menor e as eventuais consequ\u00eancias dessa ruptura. Para que seja poss\u00edvel desfazer uma paternidade civilmente reconhecida, \u00e9 preciso que haja v\u00edcio de consentimento na forma\u00e7\u00e3o da vontade.<\/p>\n<p>No caso, o autor da a\u00e7\u00e3o alegou que teve uma \u00fanica rela\u00e7\u00e3o sexual com a m\u00e3e do garoto antes da not\u00edcia da gravidez e somente ap\u00f3s certo tempo passou a desconfiar da paternidade. O autor disse que chegou a viver com a m\u00e3e da crian\u00e7a e a pagar pens\u00e3o aliment\u00edcia ao suposto filho, mas n\u00e3o se sentia obrigado a manter essa situa\u00e7\u00e3o depois de constatar que n\u00e3o \u00e9 o pai biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Erro ou coa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, que ficou vencida no julgamento, defendeu que, uma vez reconhecida a paternidade, s\u00f3 a comprova\u00e7\u00e3o de v\u00edcio de consentimento fundado em erro ou coa\u00e7\u00e3o poderia desfazer a situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica estabelecida. A ministra considerou que n\u00e3o havia erro no caso, pois era de se presumir que o suposto pai, ao tomar conhecimento da gravidez, tivesse alguma desconfian\u00e7a quanto \u00e0 paternidade que lhe foi atribu\u00edda.<\/p>\n<p>Em novembro do ano passado, ela foi relatora de um processo sobre situa\u00e7\u00e3o semelhante. A Terceira Turma, na ocasi\u00e3o, decidiu que o registro n\u00e3o poderia ser anulado, pois o erro capaz de caracterizar o v\u00edcio deve ser grave, e n\u00e3o basta a declara\u00e7\u00e3o do pai de que tinha d\u00favida quanto \u00e0 paternidade no momento do reconhecimento volunt\u00e1rio.<\/p>\n<p>No \u00faltimo processo julgado, no entanto, prevaleceu o voto do ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, para quem, no caso analisado, o erro \u00e9 \u00f3bvio e decorre do fato de o autor da a\u00e7\u00e3o ter sido apontado pela m\u00e3e como pai biol\u00f3gico da crian\u00e7a, quando na verdade n\u00e3o o era. Al\u00e9m da ocorr\u00eancia de erro essencial, capaz de viciar o consentimento do autor, teria ficado patente no processo a inexist\u00eancia tanto de v\u00ednculo biol\u00f3gico quanto de v\u00ednculo afetivo entre as partes.<\/p>\n<p>Noronha afirmou que o registro civil deve primar pela exatid\u00e3o, e \u00e9 de interesse p\u00fablico que a filia\u00e7\u00e3o se estabele\u00e7a segundo a verdade da filia\u00e7\u00e3o natural. A flexibiliza\u00e7\u00e3o desse entendimento, segundo ele, \u00e9 admitida para atender \u00e0s peculiaridades da vida moderna e ao melhor interesse da crian\u00e7a, mas em situa\u00e7\u00f5es de exce\u00e7\u00e3o \u2013 o que n\u00e3o \u00e9 o caso dos autos analisados, em que deve haver a desconstitui\u00e7\u00e3o do registro por erro.<\/p>\n<p>O n\u00famero deste processo n\u00e3o \u00e9 divulgado em raz\u00e3o de segredo judicial.<\/p>\n<p>Fonte &#8211; STJ<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homem enganado consegue cancelar registro de paternidade reconhecida voluntariamente \u00a0 Um homem conseguiu na Justi\u00e7a o direito de alterar o registro civil de suposto filho seu, para retirar a paternidade voluntariamente reconhecida. 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