{"id":111,"date":"2013-08-14T14:44:03","date_gmt":"2013-08-14T14:44:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=111"},"modified":"2013-08-19T18:41:22","modified_gmt":"2013-08-19T18:41:22","slug":"justica-condena-banco-a-indenizacao-milionaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/justica-condena-banco-a-indenizacao-milionaria\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a condena banco a indeniza\u00e7\u00e3o milion\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Justi\u00e7a condena banco a indeniza\u00e7\u00e3o milion\u00e1ria<!--more--><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div style=\"text-align: justify;\">O juiz Agnaldo Rodrigues Pereira, em atua\u00e7\u00e3o pela 24\u00aa Vara C\u00edvel de Belo Horizonte, condenou o banco BMG ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o de <span style=\"text-decoration: underline;\">R$ 1,05 milh\u00e3o<\/span> em virtude de uma a\u00e7\u00e3o ajuizada por um consumidor c<span style=\"text-decoration: underline;\">ujo ve\u00edculo, que j\u00e1 estava quitado, foi alvo de busca e apreens\u00e3o propostas pelo banco<\/span>. Desse valor, R$ <strong><span style=\"text-decoration: underline;\">50 mil v\u00e3o para o propriet\u00e1rio do ve\u00edculo como compensa\u00e7\u00e3o por danos morais<\/span> <\/strong>e R$ 1 milh\u00e3o ser\u00e1 destinado aos cofres do <span style=\"text-decoration: underline;\">Fundo Estadual de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa do Consumidor<\/span>, criado para prevenir e reparar danos causados aos consumidores.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O autor da a\u00e7\u00e3o afirmou ter quitado, em 2008, o financiamento do carro junto ao banco Ita\u00fa, que retirou o impedimento sobre o bem. No entanto, no mesmo ano ele foi surpreendido com o lan\u00e7amento irregular de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria sobre o ve\u00edculo por parte do BMG, sendo que nunca firmou qualquer neg\u00f3cio com este banco. Afirmou que foi necess\u00e1rio acionar o Judici\u00e1rio para provar que jamais teve rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica com o BMG e, mesmo com a a\u00e7\u00e3o julgada procedente em Primeira Inst\u00e2ncia e ainda pass\u00edvel de recurso, em novembro de 2010 um oficial de justi\u00e7a e um representante do BMG foram a sua casa para cumprir liminar de processo de busca e apreens\u00e3o, o que chamou a aten\u00e7\u00e3o de vizinhos e rendeu-lhe a fama de mau pagador. Por esses motivos, pediu indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 50 mil pelos danos morais sofridos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O BMG contestou alegando que o autor n\u00e3o apresentou provas de suas alega\u00e7\u00f5es. Disse que o impedimento de transfer\u00eancia do autom\u00f3vel n\u00e3o \u00e9 suficiente para gerar dano moral. Afirmou que n\u00e3o praticou ato il\u00edcito e que os fatos narrados n\u00e3o revelam qualquer conduta capaz de provocar les\u00e3o \u00e0 honra ou \u00e0 dignidade do autor. Alegou ainda que n\u00e3o h\u00e1 liga\u00e7\u00e3o entre a conduta do banco e o dano alegado pelo requerente. N\u00e3o concordou com o valor da indeniza\u00e7\u00e3o e finalizou pedindo que a a\u00e7\u00e3o fosse julgada improcedente.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O juiz, analisando documentos do processo, considerou indiscut\u00edvel que o autor \u00e9 o leg\u00edtimo propriet\u00e1rio do ve\u00edculo financiado junto ao banco Ita\u00fa e j\u00e1 quitado. Outros documentos comprovaram que, em dezembro de 2008, mesmo ano da quita\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel, o BMG incluiu no prontu\u00e1rio do carro a aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, o que obrigou o autor a ajuizar a\u00e7\u00e3o para provar que nunca teve rela\u00e7\u00e3o com o banco. Segundo a decis\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria agiu dessa forma motivada pela exist\u00eancia de um contrato de financiamento firmado por outra pessoa em maio de 2007, tendo como garantia o ve\u00edculo do autor. \u201cMas, apesar de tudo, o Banco continuou \u2013 e, muito mais grave, ainda continua \u2013 a defender os seus atos e atitudes, tendo-os como \u2018leg\u00edtimos\u2019\u201d, completou.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ainda de acordo com a senten\u00e7a, o BMG, mesmo ap\u00f3s ser condenado em processo movido pelo autor para provar que jamais teve rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica com o banco, informou endere\u00e7o para cumprimento de busca e apreens\u00e3o do carro que coincidiu com o local onde ele morava. O juiz ressaltou que a institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria, \u201cn\u00e3o reconhecendo a autoridade das decis\u00f5es judiciais e tampouco da coisa julgada\u201d, entrou com outro pedido de busca e apreens\u00e3o levando o autor a recorrer \u00e0 Justi\u00e7a novamente e sair mais uma vez vitorioso contra o BMG.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u201cO dano moral sofrido pelo autor est\u00e1 patente, pois adquiriu um ve\u00edculo e experimentou, sem fazer jus, o constrangimento de receber oficiais de justi\u00e7a para apreender o bem que, para todos (parentes, amigos, vizinhos, etc&#8230;), \u00e9 de sua propriedade\u201d, argumentou o magistrado. Ele fixou o valor da indeniza\u00e7\u00e3o considerando-a como suficiente para compensar o dano e reprimir fatos semelhantes. Sobre o montante deve incidir juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A decis\u00e3o \u00e9 do \u00faltimo dia 7 de agosto e, por ser de Primeira Inst\u00e2ncia, est\u00e1 sujeita a recurso.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Processo n\u00ba: 0024.11.101.590-5<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: TJMG (https:\/\/www.magisteronline.com.br\/mgstrnet\/lpext.dll?f=templates&amp;fn=main-j.htm)<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Justi\u00e7a condena banco a indeniza\u00e7\u00e3o milion\u00e1ria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[306,81,36,311,312,78,307,315,301,66,304,72,309,310,313,302,20,303,308,305,314,60],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=111"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":114,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/111\/revisions\/114"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=111"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=111"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=111"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}