{"id":1250,"date":"2015-04-11T01:20:15","date_gmt":"2015-04-11T01:20:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=1250"},"modified":"2015-04-11T01:20:15","modified_gmt":"2015-04-11T01:20:15","slug":"1250","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/1250\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<div id=\"containerTitulo\">\n<header>\n<h1 id=\"titulo\">H\u00f3spede infiel dedurado por hotel receber\u00e1 indeniza\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p id=\"resenha\">Recepcionista forneceu informa\u00e7\u00f5es sobre estadia do autor que foram utilizadas como prova em processo de separa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/header>\n<\/div>\n<div id=\"bloco_conteudo\">\n<div id=\"texto\">\n<article>\n<p align=\"justify\"><span>Um hotel localizado no interior paulista dever\u00e1 pagar R$ 5 mil por danos morais a um homem casado que se hospedou no local com outra mulher e teve informa\u00e7\u00f5es pessoais sobre sua estadia divulgadas a terceiro.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>Os dados, solicitados por telefone por um falso &#8220;delegado de pol\u00edcia&#8221;, teriam sido utilizados como prova em a\u00e7\u00e3o judicial contra o h\u00f3spede, em processo de separa\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o pela indeniza\u00e7\u00e3o foi mantida pela 4\u00aa c\u00e2mara de Direito Privado do TJ\/SP.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span><strong>Hospedagem<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>O autor narra nos autos que fez check in no hotel em 20 maio de 2011, \u00e0s 23h30, e permaneceu no estabelecimento at\u00e9 o dia seguinte. Durante sua estadia, um homem teria solicitado \u00e0 recepcionista o envio de informa\u00e7\u00f5es sobre o pernoite do autor no local, com indica\u00e7\u00e3o de datas, hor\u00e1rios e da ent\u00e3o acompanhante.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>Sentindo-se coagida, conforme alegou a pousada em contesta\u00e7\u00e3o, a funcion\u00e1ria enviou as informa\u00e7\u00f5es por e-mail ao &#8220;delegado de pol\u00edcia&#8221;. Nos autos, o hotel afirmou que a pessoa j\u00e1 tinha conhecimento da hospedagem do autor no local, fazendo com que a empregada cedesse \u00e0 press\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>O ju\u00edzo de 1\u00ba grau julgou procedente o pedido, sob o argumento de que o hotel n\u00e3o agiu com a devida cautela e divulgou informa\u00e7\u00e3o indevidamente. Ainda segundo o ju\u00edzo, houve viola\u00e7\u00e3o \u00e0\u00a0<a href=\"http:\/\/www.migalhas.com.br\/Quentes\/17,MI216632,41046-Hospede+infiel+dedurado+por+hotel+recebera+indenizacao\" target=\"_self\">CF<\/a>, que determina a inviolabilidade \u00e0 intimidade e \u00e0 vida privada.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span><strong>Intimidade e privacidade<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>No TJ bandeirante, o relator do recurso do hotel, desembargador Natan Zelinschi de Arruda, destacou que n\u00e3o cabe ao estabelecimento dar ci\u00eancia a quem quer que seja sobre a qualifica\u00e7\u00e3o dos h\u00f3spedes, exceto quando houver requisi\u00e7\u00e3o policial ou do Poder Judici\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman';\"><em>&#8220;A conduta irregular do requerido fez com que o polo ativo sofresse enorme ang\u00fastia e profundo desgosto, ante a divulga\u00e7\u00e3o de peculiaridades de sua vida \u00edntima, o que tamb\u00e9m contribuiu para a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria.&#8221;<\/em><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\"><span>O magistrado optou por manter o valor da indeniza\u00e7\u00e3o por considera-la equilibrada, levando em conta a razoabilidade e a proporcionalidade.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span><strong>Majora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>Por entender, contudo, que a quantia arbitrada seria irris\u00f3ria e sem correspond\u00eancia com a gravidade do fato, o revisor, desembargador \u00canio Santarelli Zuliani, votou no sentido de majorar para R$ 10 mil a indeniza\u00e7\u00e3o a ser concedida ao autor.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span>Segundo o magistrado, porque escolheu local reservado para pernoitar, o casal contava n\u00e3o s\u00f3 com a seguran\u00e7a que \u00e9 inerente ao servi\u00e7o, como, igualmente, com o sigilo, que \u00e9 pr\u00f3prio de tais situa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: 'Times New Roman';\"><em>&#8220;O fato \u00e9 constrangedor e repercutiu de forma negativa na vida do sujeito que ficou exposto a todos os questionamentos poss\u00edveis a partir da declara\u00e7\u00e3o emitida pelo hotel. Houve ofensa ao art. 5\u00aa, V e X, da CF e a indeniza\u00e7\u00e3o, de R$ 5 mil, n\u00e3o ameniza os dissabores e sequer serve para desest\u00edmulo de recidivas.&#8221;<\/em><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p align=\"justify\"><span>O entendimento, entretanto, n\u00e3o foi acompanhado pelos demais membros da c\u00e2mara julgadora.<\/span><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"font-size: 1rem; line-height: 1.714285714;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<\/article>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00f3spede infiel dedurado por hotel receber\u00e1 indeniza\u00e7\u00e3o Recepcionista forneceu informa\u00e7\u00f5es sobre estadia do autor que foram utilizadas como prova em processo de separa\u00e7\u00e3o. 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