{"id":1319,"date":"2015-09-30T00:53:29","date_gmt":"2015-09-30T00:53:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=1319"},"modified":"2015-09-30T00:53:29","modified_gmt":"2015-09-30T00:53:29","slug":"tempo-em-que-servidor-fica-afastado-indevidamente-conta-para-a-aposentadoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/tempo-em-que-servidor-fica-afastado-indevidamente-conta-para-a-aposentadoria\/","title":{"rendered":"Tempo em que servidor fica afastado indevidamente conta para a aposentadoria"},"content":{"rendered":"<p><b>Tempo em que servidor fica afastado indevidamente conta para a aposentadoria<\/b><\/p>\n<p><b>Data de publica\u00e7\u00e3o: 29\/09\/2015<\/b><\/p>\n<p>Tempo em\u00a0que servidor ficou afastado indevidamente do cargo deve ser contado para fins de aposentadoria. Com esse entendimento, a 1\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (SP e MS) negou provimento a recurso do Instituto Nacional do Seguro Social e garantiu a contagem a um funcion\u00e1rio p\u00fablico. A demiss\u00e3o dele foi anulada por decis\u00e3o judicial, e ele,\u00a0reintegrado ao servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n<p>O recurso buscava impugnar liminar que obrigou a autarquia a expedir certid\u00e3o de tempo de contribui\u00e7\u00e3o que inclu\u00edsse o per\u00edodo de afastamento do autor do mandado de seguran\u00e7a, servidor p\u00fablico do INSS. Ele foi demitido em agosto de 2002 e reintegrado ao cargo de agente administrativo em mar\u00e7o de 2006.<\/p>\n<p>O INSS alegava que, em decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, foi declarada a nulidade do ato administrativo de demiss\u00e3o do servidor e determinada a sua reintegra\u00e7\u00e3o ao cargo. Todavia, para o instituto, por n\u00e3o ter constado expressamente da decis\u00e3o o direito ao c\u00f4mputo do per\u00edodo em que esteve afastado, n\u00e3o h\u00e1 direito l\u00edquido e certo do servidor ao c\u00f4mputo do afastamento.<\/p>\n<p>Ao analisar o caso, o desembargador federal Luiz Stefanini, relator do recurso, destacou que, \u201cmesmo que o STJ n\u00e3o tenha abordado de forma expressa os eventuais efeitos decorrentes do ato de anula\u00e7\u00e3o da demiss\u00e3o, \u00e9 consequ\u00eancia l\u00f3gica da decis\u00e3o que o servidor faz jus a todos os consect\u00e1rios legais referentes ao per\u00edodo em que ficou indevidamente afastado do cargo p\u00fablico\u201d. Para ele, a invalida\u00e7\u00e3o do ato tem efeito retroativo.<\/p>\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o explica que a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o legal do ato de reintegra\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 no artigo 28 da Lei 8.112\/90, permite essa conclus\u00e3o, j\u00e1 que se trata da reinvestidura do servidor est\u00e1vel no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transforma\u00e7\u00e3o, quando invalidada a sua demiss\u00e3o por decis\u00e3o administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens.\u00a0Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TRF-3.<\/p>\n<p>Processo 0002940-88.2015.4.03.0000<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: CONJUR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tempo em que servidor fica afastado indevidamente conta para a aposentadoria Data de publica\u00e7\u00e3o: 29\/09\/2015 Tempo em\u00a0que servidor ficou afastado indevidamente do cargo deve ser contado para fins de aposentadoria. 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