{"id":1386,"date":"2015-11-09T22:51:35","date_gmt":"2015-11-09T22:51:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=1386"},"modified":"2015-11-09T22:51:35","modified_gmt":"2015-11-09T22:51:35","slug":"taxista-autonomo-nao-consegue-vinculo-com-proprietario-do-veiculo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/taxista-autonomo-nao-consegue-vinculo-com-proprietario-do-veiculo\/","title":{"rendered":"Taxista Aut\u00f4nomo N\u00e3o Consegue V\u00ednculo Com Propriet\u00e1rio do Ve\u00edculo"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Taxista Aut\u00f4nomo N\u00e3o Consegue V\u00ednculo Com Propriet\u00e1rio do Ve\u00edculo<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"justify\">Um taxista procurou a Justi\u00e7a do Trabalho alegando que trabalhou como motorista de pra\u00e7a para o propriet\u00e1rio do ve\u00edculo por quase seis anos, com todos os requisitos da rela\u00e7\u00e3o de emprego, embora sem o registro da CTPS. Requereu o reconhecimento do v\u00ednculo e as verbas trabalhistas decorrentes, inclusive horas extras. O caso foi analisado pelo juiz Hitler Eust\u00e1sio Machado Oliveira, titular da Vara do Trabalho de Manhua\u00e7u-MG, que, no entanto, n\u00e3o deu raz\u00e3o ao trabalhador. Na senten\u00e7a, ele analisou os fatos apurados e a legisla\u00e7\u00e3o vigente sobre a mat\u00e9ria. A conclus\u00e3o final foi de que o reclamante prestava servi\u00e7os com autonomia. Assim, a rela\u00e7\u00e3o que existiu entre as partes n\u00e3o poderia ser considerada de emprego.<br \/>\nO reclamado, pessoa f\u00edsica, negou o v\u00ednculo empregat\u00edcio pretendido pelo reclamante, sustentando que ele lhe prestou servi\u00e7os como &#8220;condutor aut\u00f4nomo de ve\u00edculo rodovi\u00e1rio&#8221;, em regime de colabora\u00e7\u00e3o\/parceria, nos termos da Lei 6.094\/1974, sem qualquer subordina\u00e7\u00e3o. Disse que o motorista estabelecia seu pr\u00f3prio hor\u00e1rio de trabalho, tinha independ\u00eancia na capta\u00e7\u00e3o de clientes e n\u00e3o lhe prestava contas, recebendo \u00e0 base de 25% do faturamento l\u00edquido das corridas de t\u00e1xi. E, ao examinar as provas, o magistrado concluiu que a tese do r\u00e9u era verdadeira e rejeitou a tese de exist\u00eancia de v\u00ednculo empregat\u00edcio.<br \/>\nIsso porque, em depoimento pessoal, o pr\u00f3prio reclamante reconheceu que era substitu\u00eddo por outro taxista quando precisava viajar, sem qualquer obje\u00e7\u00e3o do reclamado. Segundo o magistrado, tal situa\u00e7\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com a rela\u00e7\u00e3o de emprego, pois demonstra a aus\u00eancia da pessoalidade na presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os.<br \/>\nAl\u00e9m disso, o motorista reconheceu que n\u00e3o tinha jornada de trabalho pr\u00e9-determinada pelo r\u00e9u, nem mesmo hor\u00e1rio fixo de intervalo para refei\u00e7\u00f5es, dizendo, ainda, que podia se ausentar do servi\u00e7o para resolver problemas particulares sem necessidade de comunicar previamente ao reclamado, circunst\u00e2ncias que, na vis\u00e3o do julgador, revelam aus\u00eancia da subordina\u00e7\u00e3o jur\u00eddica indispens\u00e1vel ao contrato de emprego.<br \/>\nAs declara\u00e7\u00f5es das testemunhas tamb\u00e9m revelaram que o reclamante exercia suas atividades com autonomia, em regime de parceria, o que, conforme ponderou o juiz, \u00e9 comum na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de t\u00e1xi com ve\u00edculos pertencentes a terceiros, sem submiss\u00e3o a uma jornada de trabalho ou a ordens diretas do propriet\u00e1rio desses ve\u00edculos, ou seja, sem qualquer cobran\u00e7a ou fiscaliza\u00e7\u00e3o nesse aspecto.<br \/>\n&#8220;Nessa modalidade de trabalho, n\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o de emprego, tratando-se somente de regime de colabora\u00e7\u00e3o mediante recompensa, nos termos da Lei 6.094\/74&#8221;, finalizou o magistrado, indeferindo todos os pedidos do reclamante. Houve recurso, que se encontra em tr\u00e2mite no TRT de Minas.<br \/>\nProcesso n\u00ba 00429-2015-066-03-00-7-RO. Data de publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o: 31\/08\/2015<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte:\u00a0TRT 3<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Taxista Aut\u00f4nomo N\u00e3o Consegue V\u00ednculo Com Propriet\u00e1rio do Ve\u00edculo Um taxista procurou a Justi\u00e7a do Trabalho alegando que trabalhou como motorista de pra\u00e7a para o propriet\u00e1rio do ve\u00edculo por quase seis anos, com todos os requisitos da rela\u00e7\u00e3o de emprego, embora sem o registro da CTPS. 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