{"id":157,"date":"2013-08-31T14:44:07","date_gmt":"2013-08-31T14:44:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=157"},"modified":"2013-08-31T14:44:35","modified_gmt":"2013-08-31T14:44:35","slug":"enfermidade-degenerativa-pode-ser-classificada-como-doenca-ocupacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/enfermidade-degenerativa-pode-ser-classificada-como-doenca-ocupacional\/","title":{"rendered":"Enfermidade degenerativa pode ser classificada como doen\u00e7a ocupacional"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: justify;\">Enfermidade degenerativa pode ser classificada como doen\u00e7a ocupacional<!--more--><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"justify\">\n<div style=\"text-align: justify;\">As doen\u00e7as degenerativas indicam o desgaste anormal dos diversos tecidos humanos. Elas podem ocorrer em qualquer idade, sendo err\u00f4neo relacion\u00e1-las exclusivamente ao processo natural de envelhecimento das pessoas. Quando s\u00e3o desencadeadas por determinadas condi\u00e7\u00f5es existentes nas atividades desenvolvidas pelo trabalhador ou nos ambientes de trabalho s\u00e3o classificadas como doen\u00e7as de origem ocupacional. Adotando esse entendimento, expresso no voto do desembargador C\u00e9sar Machado, a 3\u00aa Turma do TRT-MG, deu provimento parcial ao recurso do empregado, n\u00e3o s\u00f3 para manter a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais deferida, mas tamb\u00e9m para aumentar o seu valor para R$10.000,00.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ao ajuizar a a\u00e7\u00e3o, o reclamante alegou que adquiriu doen\u00e7a ocupacional em raz\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es em que exercia o seu trabalho, o que lhe causou danos de ordem moral e material. Ele pleiteou indeniza\u00e7\u00f5es e pens\u00e3o vital\u00edcia. J\u00e1 a r\u00e9 se defendeu, negando a exist\u00eancia de qualquer ato il\u00edcito, por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o, que pudesse causar les\u00e3o \u00e0 sa\u00fade do empregado. Afirmou que ele n\u00e3o foi v\u00edtima de qualquer acidente de trabalho ou doen\u00e7a ocupacional, n\u00e3o tendo a doen\u00e7a dele qualquer rela\u00e7\u00e3o com as atividades desenvolvidas na empresa. Mas, para o juiz de 1\u00ba Grau, houve sim a ocorr\u00eancia de acidente t\u00edpico de trabalho e falha no dever da empregadora de zelar pela sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalhador. \u00c9 que ela deveria adotar as medidas necess\u00e1rias para impedir o adoecimento ou les\u00e3o \u00e0 sa\u00fade do empregado. Como falhou nessa miss\u00e3o, foi condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, no valor de R$4.000,00.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Tanto o empregado quanto a empresa recorreram da senten\u00e7a, o primeiro pleiteando o aumento da indeniza\u00e7\u00e3o e a segunda, a exclus\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o de pag\u00e1-la.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ao confirmar a condena\u00e7\u00e3o, o relator destacou que o fato de a doen\u00e7a ser considerada degenerativa n\u00e3o exclui a possibilidade de que venha a ser classificada como doen\u00e7a do trabalho, pois ela pode ser desencadeada por condi\u00e7\u00f5es especiais existentes nas atividades e\/ou nos ambientes de trabalho. Ele frisou que a express\u00e3o doen\u00e7a degenerativa, por possuir v\u00e1rias causas, n\u00e3o deve ser utilizada de forma gen\u00e9rica para afastar a liga\u00e7\u00e3o entre o que a causou e o trabalho desenvolvido pelo empregado. At\u00e9 porque a doen\u00e7a degenerativa indica o desgaste anormal dos diversos tecidos humanos, podendo ocorrer em qualquer idade, inclusive em crian\u00e7as.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para o magistrado o perito agiu com acerto ao estabelecer o nexo causal indireto e concausa para o caso da doen\u00e7a do reclamante. E, mesmo que ele n\u00e3o esteja incapacitado para o trabalho, houve redu\u00e7\u00e3o em sua capacidade laboral, pois, para que voltasse a atuar como operador de empilhadeira, haveria necessidade de adaptar a m\u00e1quina \u00e0 sua nova condi\u00e7\u00e3o ergon\u00f4mica. Al\u00e9m disso, a reclamada n\u00e3o apresentou qualquer documento assinado pelo reclamante atestando que ele tenha recebido treinamento sobre o risco ergon\u00f4mico referente a posturas espec\u00edficas na linha de produ\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Diante da natureza das les\u00f5es e do descaso da r\u00e9 em oferecer um ambiente de trabalho sadio, o relator entendeu ser necess\u00e1ria a eleva\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais para R$10.000,00. Acompanhando esse entendimento, a Turma deu provimento parcial aos recursos da reclamada e do reclamante, mantendo a decis\u00e3o de 1\u00ba Grau quanto ao pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais, que foi aumentada para R$10.000,00.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">( 0000212-11.2011.5.03.0104 RO )<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: TRT 3<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enfermidade degenerativa pode ser classificada como doen\u00e7a ocupacional<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":158,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[424,44,37,432,433,36,393,392,25,431,434,430,429,396,332,428,250,435,26,72,436,437,422,423,394,427,438,425,20,426,119],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=157"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":163,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/157\/revisions\/163"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}