{"id":1576,"date":"2016-11-25T12:52:13","date_gmt":"2016-11-25T12:52:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=1576"},"modified":"2016-11-25T12:52:13","modified_gmt":"2016-11-25T12:52:13","slug":"aposentada-da-petrobras-que-voltou-a-trabalhar-consegue-complementacao-paga-a-quem-recebe-auxilio-doenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/aposentada-da-petrobras-que-voltou-a-trabalhar-consegue-complementacao-paga-a-quem-recebe-auxilio-doenca\/","title":{"rendered":"Aposentada da Petrobras que voltou a trabalhar consegue complementa\u00e7\u00e3o paga a quem recebe aux\u00edlio-doen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<div>\n<div id=\"rt-mainbody\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h1 id=\"frmPrincipal_h1TituloDoc\">Aposentada da Petrobras que voltou a trabalhar consegue complementa\u00e7\u00e3o paga a quem recebe aux\u00edlio-doen\u00e7a<\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<p>A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Petr\u00f3leo Brasileiro S.A. &#8211; Petrobras a pagar a uma assistente administrativa que se aposentou voluntariamente, mas retornou \u00e0s atividades, as diferen\u00e7as entre a sua remunera\u00e7\u00e3o mensal e o valor que receberia a t\u00edtulo de aux\u00edlio-doen\u00e7a, em caso de afastamento superior a 15 dias. A complementa\u00e7\u00e3o estava prevista em norma coletiva, mas a empresa se recusou a conced\u00ea-la aos aposentados, porque eles n\u00e3o podem receber aux\u00edlio-doen\u00e7a. Os ministros, no entanto, classificaram a conduta como discriminat\u00f3ria, por considerarem que a restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o afasta a efetividade do acordo coletivo.<\/p>\n<p>O documento assinado em 2009 com o Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e Alagoas previa o complemento do benef\u00edcio para os empregados por at\u00e9 quatro anos. Segundo a trabalhadora, ap\u00f3s o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a concess\u00e3o da aposentadoria volunt\u00e1ria n\u00e3o implica automaticamente a extin\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo de emprego (ADI 1721), a Petrobras deixou de aplicar a cl\u00e1usula normativa para os aposentados que retornaram ao servi\u00e7o. A assistente, ent\u00e3o, ajuizou reclama\u00e7\u00e3o trabalhista pleiteando a diferen\u00e7a entre o aux\u00edlio-doen\u00e7a pago pelo INSS e sua remunera\u00e7\u00e3o integral, caso se afastasse das atividades por mais de 15 dias.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo da 3\u00aa Vara do Trabalho de Aracaju (SE) julgou procedente o pedido, mas determinou que o pagamento correspondesse \u00e0 diferen\u00e7a entre o valor do aux\u00edlio-doen\u00e7a e o do provento da aposentadoria. Para o juiz, essa f\u00f3rmula de c\u00e1lculo evita que a assistente fique \u00e0 margem da norma coletiva, cuja interpreta\u00e7\u00e3o tem de ser mais ben\u00e9fica aos trabalhadores, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. Nos termos da senten\u00e7a, a Petrobras criou uma discrimina\u00e7\u00e3o injustificada entre os aposentados que continuam a prestar servi\u00e7os e os demais empregados.<\/p>\n<p>Contudo, o Tribunal Regional do Trabalho da 20\u00aa Regi\u00e3o (SE) reformou a decis\u00e3o, com base no artigo 124, inciso I, da Lei 8.213\/1991, que impede o recebimento cumulativo de aposentadoria e aux\u00edlio-doen\u00e7a pagos pela Previd\u00eancia Social. Segundo o TRT, por n\u00e3o poder receber o aux\u00edlio, o aposentado que continua em atividade n\u00e3o tem direito \u00e0 complementa\u00e7\u00e3o prevista no acordo coletivo.<\/p>\n<p>A assistente recorreu ao TST, e o ministro Mauricio Godinho Delgado, relator, lhe deu raz\u00e3o, por entender que o \u00f3bice da cumula\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios n\u00e3o impede o usufruto da complementa\u00e7\u00e3o, pois se trata de vantagem garantida em norma coletiva a todos os empregados em exerc\u00edcio, inclusive a trabalhadora em quest\u00e3o. &#8220;Desse modo, a decis\u00e3o do Regional deve ser reformada a fim de se conferir observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio constitucional da isonomia&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A Terceira Turma, no entanto, concluiu de forma diversa da senten\u00e7a, determinando que o c\u00e1lculo da diferen\u00e7a tenha como fatores o valor do aux\u00edlio-doen\u00e7a e a remunera\u00e7\u00e3o mensal da assistente administrativa.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>Processo: RR-2058-38.2010.5.20.0003<\/p>\n<div id=\"frmPrincipal_fonteDoc\">Fonte: Tribunal Superior do Trabalho<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<div id=\"frmPrincipal_EspacoLoginSite1_UpdatePanel1\">\n<div id=\"frmPrincipal_EspacoLoginSite1_divCamposLoginDeslogado\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"rt-main\">\n<div>\n<div id=\"frmPrincipal_EspacoLoginSite1_UpdatePanel1\">\n<div id=\"frmPrincipal_EspacoLoginSite1_divCamposLoginDeslogado\">\n<div id=\"frmPrincipal_EspacoLoginSite1_divMsgErroLogin\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aposentada da Petrobras que voltou a trabalhar consegue complementa\u00e7\u00e3o paga a quem recebe aux\u00edlio-doen\u00e7a A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Petr\u00f3leo Brasileiro S.A. &#8211; Petrobras a pagar a uma assistente administrativa que se aposentou voluntariamente, mas retornou \u00e0s atividades, as diferen\u00e7as entre a sua remunera\u00e7\u00e3o mensal e o valor que receberia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":457,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[947,3770,442,33,3783,3784,3772,3779,3767,3771,2762,3775,3773,3776,2289,3778],"tags":[1464,1463,1568,42,41,6487,517,516,82,1842,6482,25,459,2084,460,617,622,2874,2875,530,13,14,5929,1054,2058,2057,28,1053,1064,2059,1569,7,2882,5,1563,2056,2061,2060,1573,30,2450,1465,90,32,2873,365,1029,2126,31,11,1047,2877,2879,874,18,2077,2079,2876,877,17,2878,872,1040,1039,1037,879,2078,1041,2880,871,875,873,878,876,1036,29,20,2934,233],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1576"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1576"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1576\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1577,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1576\/revisions\/1577"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/457"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}