{"id":167,"date":"2013-09-03T20:08:37","date_gmt":"2013-09-03T20:08:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=167"},"modified":"2013-09-03T20:08:37","modified_gmt":"2013-09-03T20:08:37","slug":"professora-recebera-intervalo-intrajornada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/professora-recebera-intervalo-intrajornada\/","title":{"rendered":"Professora receber\u00e1 intervalo intrajornada"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"text-align: justify;\">\n<h1>Professora receber\u00e1 intervalo interjornada<!--more--><\/h1>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u00c9 firme a jurisprud\u00eancia do Tribunal Superior do Trabalho sobre a aplicabilidade do intervalo interjornada, previsto no artigo 66 da CLT \u00e0 categoria dos professores, na falta de previs\u00e3o espec\u00edfica nas normas legais que disciplinam o exerc\u00edcio do magist\u00e9rio. Com esse fundamento, a Primeira Turma do Tribunal acatou recurso de uma professora e dessa forma condenou a Associa\u00e7\u00e3o Sergipana de Administra\u00e7\u00e3o S\/C Ltda. a pagar-lhe como horas extras a supress\u00e3o do intervalo interjornada.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A autora entrou no quadro da Associa\u00e7\u00e3o em fevereiro\/1995 para exercer a fun\u00e7\u00e3o de professora universit\u00e1ria e, ap\u00f3s dez anos foi demitida sem justa causa. Relatou que no decorrer do contrato de trabalho e na rescis\u00e3o n\u00e3o recebeu diversas verbas trabalhistas, o que a motivou a ingressar com a\u00e7\u00e3o trabalhista.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Entre outros pedidos, requereu pagamento das diferen\u00e7as salariais decorrentes da redu\u00e7\u00e3o do valor da hora trabalhada, no per\u00edodo de 2002\/03, no turno da tarde, quando exercia a fun\u00e7\u00e3o de revisora de texto, em raz\u00e3o da elevada qualifica\u00e7\u00e3o (mestre e doutoranda em l\u00edngua portuguesa) fora convidada pela dire\u00e7\u00e3o da Unit para realizar a referida tarefa, mas a remunera\u00e7\u00e3o n\u00e3o era paga com base no valor da hora-aula.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m pediu indeniza\u00e7\u00e3o pelo uso indevido do nome na Internet, diferen\u00e7as salariais (tutoria do Nead) e pagamento pela supress\u00e3o do intervalo intrajornada, em desacordo com o previsto no artigo 66 da CLT, pois em determinados per\u00edodos lecionava at\u00e9 as 22 horas (turmas diurnas e noturnas) de um dia e no dia seguinte voltava a lecionar \u00e0s 7 horas, sem o necess\u00e1rio intervalo de 11 horas previsto no referido artigo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O recurso da professora chegou ao TST depois de o Tribunal Regional do Trabalho da 20\u00aa Regi\u00e3o (SE) ter provido recurso da Associa\u00e7\u00e3o para excluir da condena\u00e7\u00e3o o pagamento de horas extras decorrentes da supress\u00e3o do intervalo interjornada, determinado pelo ju\u00edzo.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Para o Regional, o fato da professora lecionar at\u00e9 as 22 horas de uma dia e no dia seguinte retornar \u00e0s 7 horas, ocasionando em dois dias da semana, por alguns semestres, supress\u00e3o de 1 hora do seu intervalo interjornada, n\u00e3o provocou desgaste f\u00edsico e emocional capazes de prejudicar sua sa\u00fade e bem estar.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Manter diferentes professores, para diferentes turmas, de modo que, aqueles que lecionam \u00e0 noite jamais pudessem lecionar no dia seguinte pela manh\u00e3, poderia inviabilizar a manuten\u00e7\u00e3o de turmas e cursos, em preju\u00edzo a todo corpo discente, avaliou o Regional.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">A professora sustentou no recurso ao TST que o empregado professor tem direito a descanso m\u00ednimo de 11 horas interjornada, na falta de norma espec\u00edfica da categoria que determine o intervalo inferior e indicou viola\u00e7\u00e3o do artigo 66 da CLT.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Ao analisar o recurso, o relator, ministro Walmir Oliveira da Costa, disse que o entendimento adotado pelo Regional encontra-se superado pela jurisprud\u00eancia do TST, uma vez que os artigos 317 e 323 da CLT, disciplinando o regime de trabalho do professor, n\u00e3o excluem a categoria do direito ao intervalo interjornada m\u00ednimo de 11 horas previsto no artigo 66 da CLT. Nesse sentido o ministro citou precedentes do Tribunal.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O desrespeito ao referido intervalo acarreta, por analogia, os mesmos efeitos previstos no \u00a7 4\u00ba do artigo 71 da CLT e na S\u00famula n\u00ba 110\/TST, devendo ser paga a integralidade das horas suprimidas do intervalo, acrescidas do respectivo adicional, conforme entendimento pacificado na OJ n\u00ba 355\/SBDI1, justificou o ministro para concluir que o regional violou o artigo 66 da CLT e prover recurso da professora.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Processo: RR\u2013120640-33.2006.5.20.0004<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: TST<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professora receber\u00e1 intervalo interjornada<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":168,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[82,415,451,269,394,453,452,455,457,450,239,454,20,448,449,458,143,456],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=167"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":170,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/167\/revisions\/170"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/168"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=167"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=167"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=167"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}