{"id":1724,"date":"2018-03-27T00:26:50","date_gmt":"2018-03-27T00:26:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=1724"},"modified":"2018-03-27T00:26:50","modified_gmt":"2018-03-27T00:26:50","slug":"trabalhador-que-ficou-com-incapacidade-multiprofissional-apos-acidente-restabelece-indenizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/trabalhador-que-ficou-com-incapacidade-multiprofissional-apos-acidente-restabelece-indenizacao\/","title":{"rendered":"Trabalhador que ficou com incapacidade multiprofissional ap\u00f3s acidente restabelece indeniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div>\n<h1 id=\"frmPrincipal_h1TituloDoc\">Trabalhador que ficou com incapacidade multiprofissional ap\u00f3s acidente restabelece indeniza\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<p>A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito de um auxiliar de topografia da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) a receber indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 60 mil em decorr\u00eancia de acidente em que teve a m\u00e3o e o bra\u00e7o direito esmagados por uma rocha durante uma inspe\u00e7\u00e3o. De acordo com a per\u00edcia, as les\u00f5es levaram \u00e0 incapacidade multiprofissional.<\/p>\n<p>Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, ajuizada na Vara do Trabalho de Concei\u00e7\u00e3o do Coit\u00e9 (BA), o empregado culpou a empresa pelo acidente, ocorrido em outubro de 1995. Segundo o processo, uma calota rochosa se deslocou da parede no momento em que ele inspecionava galerias para constatar a exist\u00eancia de blocos inst\u00e1veis.<\/p>\n<p>O auxiliar alegou neglig\u00eancia da Vale ao permitir detona\u00e7\u00f5es perto do local onde estava, motivo que, segundo ele, causou o deslocamento da rocha. &#8220;A empresa n\u00e3o teve todos os cuidados quando da realiza\u00e7\u00e3o da atividade, j\u00e1 que deveria isolar a \u00e1rea da detona\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A Vale, em sua defesa, sustentou que o empregado \u00e9 que teve culpa pelo acidente, pois era fun\u00e7\u00e3o dele, antes de iniciar os trabalhos topogr\u00e1ficos na galeria, inspecionar o local para averiguar se havia algum fragmento de rocha que pudesse desprender-se durante a execu\u00e7\u00e3o das tarefas. Conforme a defesa, ap\u00f3s a inspe\u00e7\u00e3o o auxiliar concluiu que o local era seguro e que n\u00e3o havia risco iminente. &#8220;Foi a pr\u00f3pria neglig\u00eancia do trabalhador que deu causa ao acidente, uma vez que deixou de desempenhar direito a tarefa que lhe competia&#8221;, alegou.<\/p>\n<p>Multiprofissional<\/p>\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau condenou a empresa ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral e material no valor de R$ 120 mil. Segundo a senten\u00e7a, a empresa adotou conduta imprudente e negligente e foi respons\u00e1vel pelo acidente que incapacitou definitivamente o empregado.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo levou em considera\u00e7\u00e3o o laudo pericial, que constatou &#8220;incapacidade laborativa total indefinida, multiprofissional&#8221;. A per\u00edcia avaliou a incapacidade com base em tr\u00eas n\u00edveis: uniprofissional, que alcan\u00e7a uma atividade espec\u00edfica; multiprofissional, incapacidade que alcan\u00e7a diversas atividades; e omniprofissional, quando abrange toda e qualquer atividade.<\/p>\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 5\u00aa Regi\u00e3o (BA) considerou que se tratava de acidente de trabalho t\u00edpico resultante da m\u00e1 conduta do empregador, que n\u00e3o proporcionou &#8220;um ambiente laboral saud\u00e1vel&#8221;, mas afastou a responsabilidade da Vale por entender que era do empregado o \u00f4nus de provar n\u00e3o apenas o dano e o nexo de causalidade, mas tamb\u00e9m a ocorr\u00eancia de culpa em sentido amplo da empresa. &#8220;O ocorrido com o empregado no momento da execu\u00e7\u00e3o dos seus servi\u00e7os em prol da empresa n\u00e3o deixa d\u00favida quanto \u00e0 exist\u00eancia do dano e do nexo de causalidade, restando se perquirir acerca da culpa do empregador&#8221;, registrou o ac\u00f3rd\u00e3o, concluindo n\u00e3o haver prova neste sentido.<\/p>\n<p>TST<\/p>\n<p>No julgamento do recurso de revista do auxiliar ao TST, o relator, ministro Alexandre Agra Belmonte, reportou-se aos fatos registrados pelo TRT e entendeu estar configurada a exist\u00eancia de danos morais indeniz\u00e1veis em raz\u00e3o do acidente, que, segundo a per\u00edcia, deixou les\u00f5es definitivas e irrevers\u00edveis, &#8220;comprometendo a pr\u00e1tica das atividades habituais do dia a dia de uma pessoa comum&#8221;. Ele lembrou que tanto a doutrina quanto a jurisprud\u00eancia afirmam que a configura\u00e7\u00e3o do dano moral independe de comprova\u00e7\u00e3o da sua exist\u00eancia e da sua extens\u00e3o, sendo presum\u00edvel a partir da ocorr\u00eancia do fato danoso.<\/p>\n<p>O ministro observou ainda que o Tribunal Regional deu decis\u00e3o em sentido contr\u00e1rio, embora tenha evidenciado a m\u00e1 conduta da empresa e sua rela\u00e7\u00e3o com o acidente. Por unanimidade, a Turma deu provimento ao recurso de revista para restabelecer a senten\u00e7a quanto \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n<p>Processo: RR-142400-56.2007.5.05.0251<\/p>\n<div id=\"frmPrincipal_fonteDoc\">Fonte: Tribunal Superior do Trabalho<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trabalhador que ficou com incapacidade multiprofissional ap\u00f3s acidente restabelece indeniza\u00e7\u00e3o A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito de um auxiliar de topografia da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) a receber indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 60 mil em decorr\u00eancia de acidente em que teve a m\u00e3o e o bra\u00e7o direito esmagados por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":288,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[947,3770,442,33,3783,3784,3772,3782,3779,3771,1213,3773,3776,3778],"tags":[424,44,6089,6090,6091,16,139],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1724"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1724"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1724\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1725,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1724\/revisions\/1725"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/288"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1724"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}