{"id":1762,"date":"2018-08-02T00:13:39","date_gmt":"2018-08-02T00:13:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=1762"},"modified":"2018-08-02T00:13:39","modified_gmt":"2018-08-02T00:13:39","slug":"atraso-de-um-dia-na-liquidacao-de-acordo-enseja-multa-proporcional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/atraso-de-um-dia-na-liquidacao-de-acordo-enseja-multa-proporcional\/","title":{"rendered":"Atraso de um dia na liquida\u00e7\u00e3o de acordo enseja multa proporcional"},"content":{"rendered":"<div>\n<h1 id=\"frmPrincipal_h1TituloDoc\">Atraso de um dia na liquida\u00e7\u00e3o de acordo enseja multa proporcional<\/h1>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<p>A 2\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 6\u00aa Regi\u00e3o (TRT-PE) considerou justa a aplica\u00e7\u00e3o de multa a empresa que atrasou o pagamento de acordo judicial em um dia. Mas, ponderou que a penalidade fosse proporcional ao tempo de demora. A decis\u00e3o teve relatoria do desembargador Paulo Alcantara e foi seguida por unanimidade pelos demais magistrados da Turma.<\/p>\n<p>Empresa e trabalhadora conciliaram o fim de processo judicial com o pagamento de R$ 1.500 ao reclamante e R$ 450 ao seu advogado, a serem depositados em parcela \u00fanica no dia 25 de outubro de 2017. Estabeleceu-se multa de 100% do valor acordado em caso de descumprimento.<\/p>\n<p>Ocorre que a reclamada s\u00f3 veio liquidar a d\u00edvida no dia 26, e, por consequ\u00eancia, a autora da a\u00e7\u00e3o requereu o recebimento em dobro, conforme o previsto no termo. Mas o ju\u00edzo de primeiro grau indeferiu o pedido sob a justificativa de que um dia seria um prazo ex\u00edguo para aplica\u00e7\u00e3o da pena. A reclamante op\u00f4s agravo de peti\u00e7\u00e3o contra a decis\u00e3o, argumentando que o judicante, a seu ver, excedeu o seu poder, julgando al\u00e9m do que deveria.<\/p>\n<p>&#8220;A concilia\u00e7\u00e3o judicial adquire verdadeira fei\u00e7\u00e3o de contrato [&#8230;] vinculando os contratantes aos termos ali ajustados&#8221;, ponderou o relator Paulo Alcantara. E continuou: &#8220;A multa n\u00e3o pode, simplesmente, ser exclu\u00edda, haja vista que o atraso, embora tenha sido por lapso reduzido, \u00e9 incontest\u00e1vel&#8221;. Por outro lado, o desembargador ponderou que o processo trabalhista deve ser regido conforme princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade e n\u00e3o pode ser instrumento para o enriquecimento sem causa.<\/p>\n<p>Assim, concluiu devido R$ 50 \u00e0 reclamante e R$ 15 ao seu patrono em raz\u00e3o do descumprimento do prazo de pagamento em um dia. Chegou a esse valor considerando 1\/30 da multa original, acrescido de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria retroativos \u00e0 data de 25 de outubro de 2017.<\/p>\n<div id=\"frmPrincipal_fonteDoc\">Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 6\u00aa Regi\u00e3o<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atraso de um dia na liquida\u00e7\u00e3o de acordo enseja multa proporcional A 2\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 6\u00aa Regi\u00e3o (TRT-PE) considerou justa a aplica\u00e7\u00e3o de multa a empresa que atrasou o pagamento de acordo judicial em um dia. Mas, ponderou que a penalidade fosse proporcional ao tempo de demora. 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