{"id":1775,"date":"2018-08-16T11:47:45","date_gmt":"2018-08-16T11:47:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=1775"},"modified":"2018-08-16T11:47:45","modified_gmt":"2018-08-16T11:47:45","slug":"terceira-turma-aplica-regra-de-planos-de-saude-individuais-a-plano-contratado-por-microempresa-familiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/terceira-turma-aplica-regra-de-planos-de-saude-individuais-a-plano-contratado-por-microempresa-familiar\/","title":{"rendered":"Terceira Turma aplica regra de planos de sa\u00fade individuais a plano contratado por microempresa familiar"},"content":{"rendered":"<div>\n<h1 id=\"frmPrincipal_h1TituloDoc\">Terceira Turma aplica regra de planos de sa\u00fade individuais a plano contratado por microempresa familiar<\/h1>\n<\/div>\n<p>Em julgamento de recurso especial, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) n\u00e3o permitiu a rescis\u00e3o unilateral imotivada, por parte da operadora, de plano de sa\u00fade coletivo por ades\u00e3o contratado por uma microempresa familiar com apenas tr\u00eas benefici\u00e1rios.<\/p>\n<p>De acordo com o processo, o plano de sa\u00fade coletivo foi contratado por empresa familiar na qual trabalhavam um casal e sua filha, sendo que o pai se encontra em estado vegetativo decorrente de acidente.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a comunica\u00e7\u00e3o da operadora do plano de que n\u00e3o mais prestaria assist\u00eancia aos benefici\u00e1rios, foi movida a\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o de fazer para a manuten\u00e7\u00e3o do contrato, julgada procedente em primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul (TJRS), no entanto, deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o interposta pela operadora, para julgar improcedente o pedido formulado na peti\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n<p>No STJ, a relatora, ministra Nancy Andrighi, reconheceu que a operadora pode rescindir o contrato coletivo de forma unilateral e imotivada desde que ele contenha cl\u00e1usula expressa com autoriza\u00e7\u00e3o para isso; esteja em vig\u00eancia por per\u00edodo de pelo menos 12 meses e haja a notifica\u00e7\u00e3o da rescis\u00e3o com anteced\u00eancia m\u00ednima de 60 dias.<\/p>\n<p>Contrato at\u00edpico<\/p>\n<p>No caso apreciado, embora a operadora tenha cumprido todas essas exig\u00eancias, a ministra entendeu tratar-se de um at\u00edpico contrato coletivo e aplicou, de forma excepcional, o tratamento conferido aos planos individuais\/familiares, nos quais \u00e9 vedada a suspens\u00e3o ou a rescis\u00e3o unilateral do contrato, salvo nos casos de fraude ou n\u00e3o pagamento da mensalidade.<\/p>\n<p>A ministra levou em considera\u00e7\u00e3o o fato de serem apenas tr\u00eas os benefici\u00e1rios do contrato coletivo. Segundo ela, &#8220;essa informa\u00e7\u00e3o demonstra que, sob a fic\u00e7\u00e3o de a contrata\u00e7\u00e3o ter ocorrido entre duas pessoas jur\u00eddicas de igual for\u00e7a no mercado, em verdade, ocorreu a estipula\u00e7\u00e3o de um contrato em favor de um n\u00facleo familiar sob a figura de microempresa&#8221;.<\/p>\n<p>Nancy Andrighi destacou que tanto a Lei dos Planos de Sa\u00fade quanto a pr\u00f3pria estrutura\u00e7\u00e3o do conceito dos planos coletivos delineada pela Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) consideram que tais planos est\u00e3o ligados \u00e0 ideia de uma &#8220;popula\u00e7\u00e3o&#8221; vinculada a uma pessoa jur\u00eddica, seja por v\u00ednculo empregat\u00edcio\/estatut\u00e1rio, seja por v\u00ednculo profissional, classista ou setorial.<\/p>\n<p>&#8220;A contrata\u00e7\u00e3o, por uma microempresa, de plano de sa\u00fade em favor de uma fam\u00edlia com tr\u00eas \u00fanicos benefici\u00e1rios n\u00e3o atinge o escopo da norma que regula os contratos coletivos, justamente por faltar o elemento essencial de uma popula\u00e7\u00e3o de benefici\u00e1rios&#8221;, declarou a ministra.<\/p>\n<p>Abuso<\/p>\n<p>Nancy Andrighi disse tamb\u00e9m n\u00e3o estar estipulando matematicamente a quantidade de pessoas necess\u00e1rias \u00e0 configura\u00e7\u00e3o de uma coletividade de benefici\u00e1rios, mas tomando uma decis\u00e3o &#8220;absolutamente particular \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dos autos, em que uma fam\u00edlia recebe uma notifica\u00e7\u00e3o da rescis\u00e3o unilateral do plano de sa\u00fade para o qual contribuiu diligentemente, sobretudo em delicado momento no qual um benefici\u00e1rio se encontra em tratamento de sa\u00fade&#8221;.<\/p>\n<p>A relatora enfatizou que sua decis\u00e3o n\u00e3o tem o alcance de &#8220;desnaturar os contratos coletivos celebrados com empresas de pequeno porte&#8221;, mas \u00e9 uma resposta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de abuso, &#8220;pois, de acordo com as concretas peculiaridades da hip\u00f3tese em julgamento, a contrata\u00e7\u00e3o ocorreu na modalidade familiar, e n\u00e3o coletiva, como formalmente aparece&#8221;.<\/p>\n<p>Esta not\u00edcia refere-se ao(s) processo(s):<\/p>\n<p>REsp 1638280<\/p>\n<div id=\"frmPrincipal_fonteDoc\">Fonte: Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terceira Turma aplica regra de planos de sa\u00fade individuais a plano contratado por microempresa familiar Em julgamento de recurso especial, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) n\u00e3o permitiu a rescis\u00e3o unilateral imotivada, por parte da operadora, de plano de sa\u00fade coletivo por ades\u00e3o contratado por uma microempresa familiar com apenas tr\u00eas benefici\u00e1rios. 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