{"id":1984,"date":"2019-09-17T18:38:30","date_gmt":"2019-09-17T18:38:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=1984"},"modified":"2019-09-17T18:38:30","modified_gmt":"2019-09-17T18:38:30","slug":"piloto-de-aviao-tem-direito-a-contagem-de-tempo-especial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/piloto-de-aviao-tem-direito-a-contagem-de-tempo-especial\/","title":{"rendered":"Piloto de avi\u00e3o tem direito a contagem de tempo especial"},"content":{"rendered":"<div>\n<h1 id=\"frmPrincipal_h1TituloDoc\">Piloto de avi\u00e3o tem direito a contagem de tempo especial<\/h1>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<p>A 6\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) confirmou senten\u00e7a que condenou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a reconhecer a especialidade de atividades exercidas por um piloto de avi\u00e3o de Porto Alegre (RS). Dessa forma, o instituto dever\u00e1 conceder ao segurado o benef\u00edcio de aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o proporcional ou integral, conforme c\u00e1lculo a ser realizado posteriormente pelo INSS.<\/p>\n<p>O segurado da Previd\u00eancia Social ajuizou a\u00e7\u00e3o contra o INSS ap\u00f3s ter seu pedido de aposentadoria negado pelo instituto, sob a justificativa de que ele n\u00e3o teria atingido o tempo m\u00ednimo de contribui\u00e7\u00e3o exigida. Segundo o autor, o per\u00edodo de 24 anos e 10 meses em que trabalhou como piloto de avi\u00e3o deveria ter sido calculado como atividade especial, devido a sua exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 alta press\u00e3o atmosf\u00e9rica.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo da 1\u00aa Vara Federal de Canoas (RS) entendeu que ficou comprovada nos autos a exposi\u00e7\u00e3o do piloto a agentes nocivos e determinou que o INSS reconhecesse a especialidade do per\u00edodo trabalhado.<\/p>\n<p>Dessa forma, ambas as partes recorreram ao tribunal postulando a reforma da senten\u00e7a. O INSS sustentou que a especialidade n\u00e3o teria ficado demonstrada em 11 dos 24 anos trabalhados pelo piloto. J\u00e1 o segurado pleiteou o c\u00f4mputo dos dois anos em que seguiu trabalhando no per\u00edodo entre o requerimento negado e o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Turma negou provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o do INSS e deu parcial provimento ao recurso do segurado, determinando a implanta\u00e7\u00e3o da aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o proporcional ou integral.<\/p>\n<p>A relatora do ac\u00f3rd\u00e3o, ju\u00edza federal Ta\u00eds Schilling Ferraz, destacou em seu voto que mesmo somando o tempo de trabalho reconhecido, o piloto n\u00e3o possui tempo suficiente \u00e0 concess\u00e3o da aposentadoria por contribui\u00e7\u00e3o integral, apenas proporcional.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 poss\u00edvel, por\u00e9m, considerar para fins de concess\u00e3o de benef\u00edcio previdenci\u00e1rio a contribui\u00e7\u00e3o realizada ap\u00f3s o requerimento administrativo da aposentadoria. Na hip\u00f3tese, computado o tempo de servi\u00e7o laborado ap\u00f3s o requerimento, \u00e9 devida a aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o integral, a contar da data do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu a magistrada.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi proferida em sess\u00e3o de julgamento realizada no fim de agosto (27\/8).<\/p>\n<div id=\"frmPrincipal_fonteDoc\">Fonte: Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Piloto de avi\u00e3o tem direito a contagem de tempo especial A 6\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) confirmou senten\u00e7a que condenou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a reconhecer a especialidade de atividades exercidas por um piloto de avi\u00e3o de Porto Alegre (RS). 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