{"id":2294,"date":"2021-06-10T11:09:34","date_gmt":"2021-06-10T11:09:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=2294"},"modified":"2021-06-10T11:09:34","modified_gmt":"2021-06-10T11:09:34","slug":"2a-turma-decidira-se-lei-que-modificou-crime-de-estelionato-deve-retroagir-para-beneficiar-reu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/2a-turma-decidira-se-lei-que-modificou-crime-de-estelionato-deve-retroagir-para-beneficiar-reu\/","title":{"rendered":"2\u00aa Turma decidir\u00e1 se lei que modificou crime de estelionato deve retroagir para beneficiar r\u00e9u"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1>2\u00aa Turma decidir\u00e1 se lei que modificou crime de estelionato deve retroagir para beneficiar r\u00e9u<\/h1>\n<div class=\"addthis_inline_share_toolbox\" data-url=\"https:\/\/www.lex.com.br\/noticias-2a-turma-decidira-se-lei-que-modificou-crime-estelionato-deve-retroagir-para-beneficiar-reu\/1660\" data-title=\"LEX - Produtos Jur\u00eddicos - 2\u00aa Turma decidir\u00e1 se lei que modificou crime de estelionato deve retroagir para beneficiar r\u00e9u\">\n<div id=\"atstbx\" class=\"at-resp-share-element at-style-responsive addthis-smartlayers addthis-animated at4-show\" role=\"region\" aria-labelledby=\"at-dcea9f5b-15cf-45b6-b52f-48e2f8e6fc93\"><span id=\"at-dcea9f5b-15cf-45b6-b52f-48e2f8e6fc93\" class=\"at4-visually-hidden\"><\/span><\/p>\n<div class=\"at-share-btn-elements\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<article>Julgamento ser\u00e1 retomado com voto-vista do ministro Gilmar Mendes<br \/>\nA Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar, nesta ter\u00e7a-feira (8), se a Lei 13.964\/2019, que alterou o C\u00f3digo Penal e passou a prever a necess\u00e1ria manifesta\u00e7\u00e3o da v\u00edtima para levar a efeito uma acusa\u00e7\u00e3o por estelionato, poder\u00e1 retroagir para beneficiar r\u00e9u denunciado antes dessa nova regra. O tema \u00e9 tratado no Habeas Corpus (HC)180421, que teve o julgamento suspenso por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, presidente da Turma, e dever\u00e1 ser retomado na pr\u00f3xima sess\u00e3o.<br \/>\nO relator \u00e9 o ministro Edson Fachin, que, na sess\u00e3o de hoje, reconsiderou, em parte, o voto apresentado anteriormente na sess\u00e3o virtual e observou ser oportuno o pedido de destaque, pois permitiu que revisitasse a mat\u00e9ria.<br \/>\nAutom\u00f3vel<br \/>\nO caso concreto envolve o dono de uma revendedora de autom\u00f3veis acusado de estelionato (artigo 171 do C\u00f3digo Penal), por ter vendido para outra pessoa o carro deixado na loja por um vizinho, em regime de consigna\u00e7\u00e3o. Ocorre que, na \u00e9poca dos fatos, o Minist\u00e9rio P\u00fablico podia apresentar a den\u00fancia independente da vontade da v\u00edtima (a\u00e7\u00e3o p\u00fablica incondicionada).<br \/>\nMudan\u00e7a<br \/>\nCom o advento da Lei 13.964\/2019, que acrescentou o par\u00e1grafo 5\u00ba ao artigo 171, a persecu\u00e7\u00e3o penal passou a ser condicionada, ou seja, o prosseguimento da den\u00fancia depende da manifesta\u00e7\u00e3o da v\u00edtima. Segundo o ministro Fachin, a mudan\u00e7a privilegia a justi\u00e7a consensual e os espa\u00e7os de consenso, sobretudo em crimes de natureza patrimonial, em que a quest\u00e3o subjacente \u00e0 viola\u00e7\u00e3o \u00e0 norma penal \u00e9 o preju\u00edzo ao patrim\u00f4nio de terceiro.<br \/>\nFachin explicou que a altera\u00e7\u00e3o ocorreu formalmente no C\u00f3digo Penal, e n\u00e3o no C\u00f3digo de Processo Penal (CPP). \u201cDiferentemente das normas processuais puras, orientadas pela regra do artigo 2\u00ba do CPP (segundo o qual lei processual penal n\u00e3o invalida os atos realizados sob a vig\u00eancia da lei anterior), as normas, quando favor\u00e1veis ao r\u00e9u, devem ser aplicadas de maneira retroativa, alcan\u00e7ando fatos do passado, enquanto a a\u00e7\u00e3o penal estiver em curso\u201d, afirmou.<br \/>\nEssa regra, de acordo com o ministro, est\u00e1 em conson\u00e2ncia com o princ\u00edpio constitucional segundo o qual a lei penal n\u00e3o retroage, salvo para beneficiar o r\u00e9u. Para ele, a express\u00e3o \u201clei penal\u201d prevista no artigo 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o deve ser interpretada para abranger tanto as leis penais em sentido estrito quanto as leis penais processuais.<br \/>\nPara o relator, embora a lei de 2019 n\u00e3o contenha preceito literalmente id\u00eantico, a jurisprud\u00eancia \u00e9 firme no sentido de que, em raz\u00e3o desse princ\u00edpio constitucional, a modifica\u00e7\u00e3o da natureza da a\u00e7\u00e3o p\u00fablica para a\u00e7\u00e3o penal condicionada \u00e0 representa\u00e7\u00e3o deve retroagir e ter aplica\u00e7\u00e3o mesmo em a\u00e7\u00f5es penais j\u00e1 iniciadas.<br \/>\nO ministro afirmou, ainda, que a aplica\u00e7\u00e3o da norma mais favor\u00e1vel ao r\u00e9u n\u00e3o pode ser um ato condicionado \u00e0 regula\u00e7\u00e3o legislativa. A seu ver, \u00e9 o caso de intimar a v\u00edtima para que diga se tem interesse no prosseguimento da a\u00e7\u00e3o, no prazo legal de 30 dias.<br \/>\nTermo de quita\u00e7\u00e3o<br \/>\nNesse ponto, o ministro informou que, de acordo com os autos, foi assinado termo por meio do qual o ofendido d\u00e1 ampla, geral e irrestrita quita\u00e7\u00e3o ao acusado, e a celebra\u00e7\u00e3o do acordo ser\u00e1 comunicada \u00e0 autoridade policial. O termo foi celebrado antes mesmo do recebimento da den\u00fancia pelo juiz de primeiro grau.<br \/>\nCM\/AS\/\/CF<br \/>\nProcesso relacionado: HC 108421<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h5>Fonte: Supremo Tribunal Federal<\/h5>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>2\u00aa Turma decidir\u00e1 se lei que modificou crime de estelionato deve retroagir para beneficiar r\u00e9u Julgamento ser\u00e1 retomado com voto-vista do ministro Gilmar Mendes A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar, nesta ter\u00e7a-feira (8), se a Lei 13.964\/2019, que alterou o C\u00f3digo Penal e passou a prever a necess\u00e1ria manifesta\u00e7\u00e3o da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1471,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6228,947,3783,3784],"tags":[6842,6487,1883,5530,2922,1131,3318,5033,2926],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2294"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2294"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2294\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2295,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2294\/revisions\/2295"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}