{"id":2577,"date":"2021-12-09T14:18:18","date_gmt":"2021-12-09T14:18:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=2577"},"modified":"2021-12-09T14:18:18","modified_gmt":"2021-12-09T14:18:18","slug":"vigilante-municipal-que-nao-utiliza-arma-em-servico-recebera-adicional-de-periculosidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/vigilante-municipal-que-nao-utiliza-arma-em-servico-recebera-adicional-de-periculosidade\/","title":{"rendered":"Vigilante municipal que n\u00e3o utiliza arma em servi\u00e7o receber\u00e1 adicional de periculosidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"h2\"><span class=\"header-title\">Vigilante municipal que n\u00e3o utiliza arma em servi\u00e7o receber\u00e1 adicional de periculosidade<\/span><\/p>\n<div class=\"pull-right\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"asset-full-content clearfix default-asset-publisher show-asset-title\">\n<div class=\"asset-user-actions\"><\/div>\n<div id=\"_com_liferay_asset_publisher_web_portlet_AssetPublisherPortlet_INSTANCE_89Dk_27822891\" class=\"asset-content\">\n<div class=\"clearfix journal-content-article\" data-analytics-asset-id=\"27822876\" data-analytics-asset-title=\"Vigilante municipal que n\u00e3o utiliza arma em servi\u00e7o receber\u00e1 adicional de periculosidade\" data-analytics-asset-type=\"web-content\">\n<div class=\"noticia-wrapper\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ele atuava numa pra\u00e7a p\u00fablica, sujeito habitualmente \u00e0 viol\u00eancia.\u00a0<\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 1rem;\">09\/12\/21 &#8211; A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o Munic\u00edpio de Ipaussu (SP) a pagar o adicional de periculosidade a um servente de vigil\u00e2ncia. Apesar de ele n\u00e3o trabalhar armado, constatou-se que est\u00e1 sujeito a roubos e a outras esp\u00e9cies de viol\u00eancia f\u00edsica durante a jornada, circunst\u00e2ncia que o coloca em risco constantemente. De acordo com os ministros, a legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea o adicional nesse caso.<\/span><\/p>\n<div class=\"news-body\">\n<div class=\"materia\">\n<h4>Agress\u00f5es<\/h4>\n<p>O trabalhador foi contratado para o cargo p\u00fablico de servente de vigil\u00e2ncia em novembro de 2014. Na sua fun\u00e7\u00e3o, cuida\u00a0da pra\u00e7a central e dos arredores da igreja matriz e, segundo ele, h\u00e1 risco de agress\u00f5es nos momentos das abordagens, nas quais n\u00e3o tem o apoio de arma de fogo. O servente relatou, no processo, que um colega de trabalho foi v\u00edtima de espancamento durante o servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Ele pediu o pagamento do adicional de periculosidade por entender que sua atividade \u00e9 de seguran\u00e7a pessoal e patrimonial e o sujeita a riscos, conforme disciplina o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del5452.htm#art193\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-senna-off=\"true\">artigo 193<\/a>, inciso II, da CLT.<\/p>\n<p>Para o munic\u00edpio, o adicional \u00e9 indevido, porque o empregado n\u00e3o \u00e9 vigilante nem trabalha armado.<\/p>\n<h4>Status de vigilante<\/h4>\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau deferiu o adicional de periculosidade correspondente a 30% do sal\u00e1rio b\u00e1sico. A parcela ser\u00e1 paga at\u00e9 13\/5\/2017, quando o regime jur\u00eddico passou de celetista para estatut\u00e1rio, conforme lei local. O Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (Campinas\/SP) manteve a decis\u00e3o.<\/p>\n<p>O TRT acolheu laudo pericial no sentido de que o servente est\u00e1 exposto, como seguran\u00e7a patrimonial, a roubos e outros tipos de viol\u00eancia f\u00edsica. \u201cO fato de ele n\u00e3o portar arma de fogo nem possuir habilita\u00e7\u00e3o e treinamento para exercer essa fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o exclui o risco\u201d, concluiu o documento. Para o Tribunal, o empregado n\u00e3o atua como simples vigia, mas realiza tarefas que o equiparam ao status de vigilante.<\/p>\n<h4>Seguran\u00e7a pessoal ou patrimonial<\/h4>\n<p>A relatora do agravo de instrumento pelo qual o munic\u00edpio pretendia destrancar o seguimento do recurso, ministra K\u00e1tia Magalh\u00e3es Arruda, explicou que o artigo 193 da CLT, alterado pela Lei 12.740\/2012, disp\u00f5e que as atividades de seguran\u00e7a pessoal ou patrimonial s\u00e3o consideradas perigosas na forma da regulamenta\u00e7\u00e3o aprovada pelo Minist\u00e9rio do Trabalho. Por sua vez, o anexo 3 da Portaria 1.885\/2013 do Minist\u00e9rio enquadra nessa condi\u00e7\u00e3o os empregados que exercem a atividade em instala\u00e7\u00f5es metrovi\u00e1rias, ferrovi\u00e1rias, portu\u00e1rias, rodovi\u00e1rias, aeroportu\u00e1rias e de bens p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Segundo a ministra, a defini\u00e7\u00e3o \u00e9 ampla e n\u00e3o se refere a &#8220;vigilante&#8221;. \u201c\u00c9 o caso do servente, que, conforme se extrai da decis\u00e3o do TRT, fazia a seguran\u00e7a de uma pra\u00e7a p\u00fablica, afastando b\u00eabados e outras pessoas inadequadas do local, contratado pela administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta\u201d, afirmou.<\/p>\n<h4>Vigil\u00e2ncia<\/h4>\n<p>A relatora observou, ainda, que o anexo 3 da portaria \u00a0descreve, entre as &#8220;atividades ou opera\u00e7\u00f5es&#8221;, a &#8220;seguran\u00e7a patrimonial e\/ou pessoal na preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio em estabelecimentos p\u00fablicos ou privados e da incolumidade f\u00edsica de pessoas&#8221;, sem nenhuma exig\u00eancia do uso de arma. \u201c\u2018Vigil\u00e2ncia\u2019, conforme o dicion\u00e1rio, \u00e9 \u2018o ato ou efeito de vigiar\u2019\u201d, assinalou.<\/p>\n<h4>Jurisprud\u00eancia<\/h4>\n<p>Outro aspecto destacado pela relatora foi a tese firmada pelo no TST no julgamento de incidente de recurso repetitivo (IRR-1001796-60.2014.5.02.0382), que reconheceu o direito ao adicional de periculosidade a um agentes socioeducativo que n\u00e3o portava arma. Ela tamb\u00e9m listou a tese do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que, no \u00e2mbito previdenci\u00e1rio, permite o reconhecimento da atividade de vigilante, com ou sem o uso de arma de fogo, desde<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>(GS\/CF)<\/p>\n<p>Processo:\u00a0<a href=\"http:\/\/aplicacao4.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=10410&amp;digitoTst=73&amp;anoTst=2019&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=15&amp;varaTst=0143&amp;submit=Consultar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-senna-off=\"true\">AIRR-10410-73.2019.5.15.0143<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vigilante municipal que n\u00e3o utiliza arma em servi\u00e7o receber\u00e1 adicional de periculosidade &nbsp; Ele atuava numa pra\u00e7a p\u00fablica, sujeito habitualmente \u00e0 viol\u00eancia.\u00a0 09\/12\/21 &#8211; A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou o Munic\u00edpio de Ipaussu (SP) a pagar o adicional de periculosidade a um servente de vigil\u00e2ncia. 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