{"id":2743,"date":"2022-09-30T16:09:30","date_gmt":"2022-09-30T16:09:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=2743"},"modified":"2022-09-30T16:09:30","modified_gmt":"2022-09-30T16:09:30","slug":"justica-condena-inss-a-pagar-indenizacao-apos-cancelar-beneficio-de-segurado-que-ainda-estava-vivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/justica-condena-inss-a-pagar-indenizacao-apos-cancelar-beneficio-de-segurado-que-ainda-estava-vivo\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a condena INSS a pagar indeniza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s cancelar benef\u00edcio de segurado que ainda estava vivo \u00a0"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<div class=\"cell-11\">Justi\u00e7a condena INSS a pagar indeniza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s cancelar benef\u00edcio de segurado que ainda estava vivo<\/div>\n<div class=\"cell-1\"><strong class=\"right\"><time>30\/09\/2022<\/time><\/strong><\/div>\n<\/div>\n<article>\n<p dir=\"ltr\">A Justi\u00e7a Federal condenou o INSS a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral a um segurado em decorr\u00eancia de erro administrativo. A senten\u00e7a \u00e9 do juiz federal M\u00e1rcio Augusto Nascimento, que atua na Unidade Avan\u00e7ada de Atendimento (UAA) de Arapongas. O magistrado concluiu que houve falha do sistema de intelig\u00eancia artificial do INSS ao fazer o cruzamento de dados com o Sistema de \u00d3bitos (Sisobi).<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Desta forma, M\u00e1rcio Augusto Nascimento, condenou o INSS ao pagamento de danos morais em favor do segurado, tendo em vista a gravidade do erro da autarquia previdenci\u00e1ria e de sua demora em resolver o problema criado por ela mesma no valor de R$ 3.917,67 (tr\u00eas mil, novecentos e dezessete reais e sessenta e sete centavos). O magistrado determinou ainda que os valores atrasados, bem como aqueles vencidos entre a senten\u00e7a e a efetiva implanta\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio (DIP) ser\u00e3o executados na forma de requisi\u00e7\u00e3o de pagamento.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O autor da a\u00e7\u00e3o alegou que em maio de 2021 teve seu benef\u00edcio cessado, sob a justificativa de falecimento do segurado. Entrou, portanto, com pedido de reativa\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, no entanto, n\u00e3o foi proferida qualquer decis\u00e3o pelo INSS. Argumenta que houve demora da autarquia para \u201cresponder ao caso\u201d, sendo prejudicado por n\u00e3o ter qualquer outra fonte de renda, tendo que entrar na justi\u00e7a para ter sua aposentadoria restabelecida, bem como solicitar o pagamento dos valores em atraso desde a cessa\u00e7\u00e3o e indeniza\u00e7\u00e3o pela perda indevida de seu benef\u00edcio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em sua decis\u00e3o, o juiz federal explicou que a suspens\u00e3o do benef\u00edcio ocorreu automaticamente em 01\/05\/2021 por comando de intelig\u00eancia artificial que capturou dados do Sisobi. Os dados utilizados, nome pr\u00f3prio e nome da m\u00e3e, n\u00e3o se mostraram suficientes para evitar a indevida cessa\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cLogo, a intelig\u00eancia artificial adotada pelo INSS se revelou ineficiente ou desinteligente nesta hip\u00f3tese, de modo que a sua ilegitima inconsist\u00eancia ocasionou preju\u00edzos materiais \u00e0 parte autora que atingiram diretamente a sua subsist\u00eancia, pois se tratava de sua \u00fanica fonte de rendimentos. E, por \u00f3bvio, esta situa\u00e7\u00e3o infringiu a dignidade da pessoa humana, sobremodo porque a aus\u00eancia de suporte material para a sobreviv\u00eancia gera efeitos devastadores na psique do ser humano, que se v\u00ea desamparado e sujeito a n\u00e3o conseguir se alimentar, vestir, pagar contas de \u00e1gua, luz, g\u00e1s, internet, celular etc, tudo o que necessita para manter o m\u00ednimo existencial digno\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O autor da a\u00e7\u00e3o chegou a enviar declara\u00e7\u00e3o escrita de pr\u00f3prio punho ao INSS e, embora tenha pessoalmente demonstrado que estava vivo, e n\u00e3o morto, nada foi feito at\u00e9 reativa\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio em janeiro deste ano (2022). \u201cDisso se constata que o INSS tinha total condi\u00e7\u00e3o de atender o pedido do segurado de imediato, mas o sujeitou a espera de 226 dias (sete meses e meio aproximadamente) para restabelecer seu benef\u00edcio, condicionando-o \u00e0 pr\u00f3pria sorte em sua sobreviv\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">M\u00e1rcio Augusto Nascimento entendeu, portanto, que o INSS praticou ato ileg\u00edtimo que causou preju\u00edzos imaterais \u00e0 parte autora que se estenderam ao longo do tempo, condenando o INSS as penalidades.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Fonte: TRF4<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Justi\u00e7a condena INSS a pagar indeniza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s cancelar benef\u00edcio de segurado que ainda estava vivo 30\/09\/2022 A Justi\u00e7a Federal condenou o INSS a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral a um segurado em decorr\u00eancia de erro administrativo. 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