{"id":2783,"date":"2022-12-13T14:58:49","date_gmt":"2022-12-13T14:58:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=2783"},"modified":"2022-12-13T14:58:49","modified_gmt":"2022-12-13T14:58:49","slug":"shopping-pode-cobrar-estacionamento-de-empregados-dos-lojistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/shopping-pode-cobrar-estacionamento-de-empregados-dos-lojistas\/","title":{"rendered":"Shopping pode cobrar estacionamento de empregados dos lojistas"},"content":{"rendered":"<table border=\"0\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td id=\"TituloNoticia\">\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td><b>Shopping pode cobrar estacionamento de empregados dos lojistas<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"10\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"txt-aasp\" valign=\"top\">\n<table border=\"0\" width=\"100%\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"left\" width=\"110\"><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"60\"><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td id=\"itemNoticia\">A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) para que o Condom\u00ednio Shopping Center Piedade, de Salvador (BA), fornecesse vagas de estacionamento gratuitas aos empregados dos lojistas que ocupam o complexo. Para o colegiado, n\u00e3o h\u00e1 subordina\u00e7\u00e3o entre eles que permita caracterizar a cobran\u00e7a como altera\u00e7\u00e3o contratual lesiva.<\/p>\n<p>Vagas gratuitas<br \/>\nNa a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica, ajuizada em 2016, o MPT alegou que o shopping, logo depois da abertura, n\u00e3o cobrava pelo estacionamento. Contudo, a partir de 2015, a ocupa\u00e7\u00e3o das vagas passou a ser paga tanto para clientes quanto para pessoas que trabalham no local.<\/p>\n<p>Nesse contexto, requereu a volta da gratuidade para quem tinha v\u00ednculo direto com o shopping ou com as lojas, com a alega\u00e7\u00e3o de que houve altera\u00e7\u00e3o contratual lesiva. O argumento era o de que havia subordina\u00e7\u00e3o estrutural, ou seja, interfer\u00eancia do condom\u00ednio nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho, al\u00e9m do fato de esses profissionais estarem inseridos na din\u00e2mica da organiza\u00e7\u00e3o, do sucesso e do funcionamento do empreendimento.<\/p>\n<p>\u00c1reas comuns<br \/>\nO shopping, por outro lado, argumentou que responde apenas pela administra\u00e7\u00e3o das \u00e1reas comuns do edif\u00edcio e disse que o uso gratuito do estacionamento, no in\u00edcio das atividades, n\u00e3o decorreu do contrato de trabalho, pois abrangia clientes e trabalhadores.<\/p>\n<p>Pedidos rejeitados<br \/>\nO ju\u00edzo da 7\u00aa Vara do Trabalho de Salvador rejeitou o pedido do MPT no tocante aos empregados das lojas, mas condenou o shopping a ressarcir seus pr\u00f3prios empregados pela cobran\u00e7a e determinou o acesso gratuito a esse grupo. Por fim, fixou indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral coletivo no valor de R$ 10 mil.<\/p>\n<p>O Tribunal Regional do Trabalho da 5\u00aa Regi\u00e3o (BA), contudo, afastou a condena\u00e7\u00e3o, por entender que a alegada subordina\u00e7\u00e3o estrutural pressup\u00f5e a forma\u00e7\u00e3o de um grupo econ\u00f4mico entre as empresas e a responsabilidade solid\u00e1ria entre elas, o que n\u00e3o havia sido alegado pelo MPT.<\/p>\n<p>Aus\u00eancia de subordina\u00e7\u00e3o<br \/>\nAo analisar o recurso do Minist\u00e9rio P\u00fablico, o ministro Dezena da Silva explicou que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel estabelecer o v\u00ednculo empregat\u00edcio entre um shopping center e os empregados das lojas. Tamb\u00e9m na sua interpreta\u00e7\u00e3o, o conceito de subordina\u00e7\u00e3o estrutural implica o aproveitamento dos frutos da presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os por uma coaliz\u00e3o de empresas, organizadas em rede, cada uma com uma fun\u00e7\u00e3o diretiva, o que n\u00e3o corresponde \u00e0 situa\u00e7\u00e3o examinada.<\/p>\n<p>Por fim, o ministro destacou que a quest\u00e3o de fundo, relacionada ao acesso a estacionamento gratuito, diz respeito \u00e0 ordena\u00e7\u00e3o urban\u00edstica, e n\u00e3o ao direito do trabalho. \u201cO caso mereceria solu\u00e7\u00e3o sob a \u00f3tica da obriga\u00e7\u00e3o de disponibiliza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os p\u00fablicos com tal finalidade nas proximidades dos centros comerciais\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>Processo: RR-1028-60.2016.5.05.0007<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Shopping pode cobrar estacionamento de empregados dos lojistas A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) para que o Condom\u00ednio Shopping Center Piedade, de Salvador (BA), fornecesse vagas de estacionamento gratuitas aos empregados dos lojistas que ocupam o complexo. 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