{"id":2790,"date":"2023-01-02T23:48:26","date_gmt":"2023-01-02T23:48:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=2790"},"modified":"2023-01-02T23:48:26","modified_gmt":"2023-01-02T23:48:26","slug":"segunda-turma-reafirma-entendimento-de-que-empresa-em-recuperacao-judicial-pode-participar-de-licitacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/segunda-turma-reafirma-entendimento-de-que-empresa-em-recuperacao-judicial-pode-participar-de-licitacao\/","title":{"rendered":"Segunda Turma reafirma entendimento de que empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial pode participar de licita\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header \">\n<div class=\"ast-single-post-order\">\n<h1 class=\"entry-title\">Segunda Turma reafirma entendimento de que empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial pode participar de licita\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<div class=\"entry-meta\"><span class=\"posted-on\"><span class=\"published\">02\/01\/2023<\/span><\/span>\u00a0\/\u00a0<span class=\"cat-links\"><a href=\"https:\/\/www.lex.com.br\/category\/capa\/\" rel=\"category tag\">Capa<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.lex.com.br\/category\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a><\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content clear\">\n<p>\u200bA Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por unanimidade, reafirmou o entendimento de que uma empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial pode participar de procedimento licitat\u00f3rio. Segundo o colegiado, a circunst\u00e2ncia de a empresa se encontrar em recupera\u00e7\u00e3o judicial, por si s\u00f3, n\u00e3o caracteriza impedimento para contrata\u00e7\u00e3o com o Poder P\u00fablico, ainda que n\u00e3o seja dispensada da apresenta\u00e7\u00e3o das certid\u00f5es negativas de d\u00e9bitos fiscais.<\/p>\n<p>De acordo com o processo, uma construtora impetrou mandando de seguran\u00e7a contra ato praticado pelo reitor da Universidade Federal do Cariri (UFCA), no Cear\u00e1, buscando a nulidade do ato administrativo de n\u00e3o assinatura do contrato decorrente de edital licitat\u00f3rio, proveniente daquela institui\u00e7\u00e3o de ensino superior, tendo em vista a aus\u00eancia de previs\u00e3o legal impeditiva de que empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial participem de processo licitat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau concedeu parcialmente a ordem, no sentido de impossibilitar a utiliza\u00e7\u00e3o de tal crit\u00e9rio para obstar a assinatura do referido contrato com a impetrante. O Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRF5) negou provimento ao recurso de apela\u00e7\u00e3o da UFCA sob o argumento de que, conforme o artigo 31 da Lei 8.666\/93, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a apresenta\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o negativa de recupera\u00e7\u00e3o judicial para a participa\u00e7\u00e3o de empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial em procedimento licitat\u00f3rio.<\/p>\n<p>No recurso ao STJ, a UFCA sustentou que a exig\u00eancia edital\u00edcia de comprova\u00e7\u00e3o, pelas empresas participantes de procedimento licitat\u00f3rio, da boa situa\u00e7\u00e3o financeira como forma de assumir o objeto do futuro contrato, impede que as empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial sejam habilitadas no certame.<\/p>\n<p>Construtora comprovou possuir capacidade econ\u00f4mico-financeira<\/p>\n<p>O relator do recurso, ministro Francisco Falc\u00e3o, observou que, de acordo com a jurisprud\u00eancia do STJ, a exig\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o negativa de recupera\u00e7\u00e3o judicial deve ser relativizada a fim de possibilitar \u00e0 empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial participar do certame licitat\u00f3rio, desde que demonstre, na fase de habilita\u00e7\u00e3o, a sua viabilidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>O magistrado destacou que, conforme apontou o TRF5, apesar da construtora estar em recupera\u00e7\u00e3o judicial, comprovou possuir capacidade econ\u00f4mico-financeira para honrar o contrato.<\/p>\n<p>\u201cNesse sentido, a relativiza\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o negativa de recupera\u00e7\u00e3o judicial, consoante entendimento firmado neste STJ, tem arrazoamento, ainda, na comprova\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o da garantia contratual pelo recorrido, exig\u00eancia essa prevista tanto na Lei 8.666\/1993 (artigo 56) como no edital licitat\u00f3rio\u201d, disse o relator.<\/p>\n<p>Ao negar provimento ao recurso especial da UFCA, Francisco Falc\u00e3o ressaltou que, como bem fundamentou o TRF5, n\u00e3o cabe \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o, em conson\u00e2ncia com o princ\u00edpio da legalidade, efetuar interpreta\u00e7\u00e3o extensiva quando a lei n\u00e3o o dispuser de forma expressa, sobretudo, quando se trata de restri\u00e7\u00e3o de direitos.<\/p>\n<p>Esta not\u00edcia refere-se ao(s) processo(s):<\/p>\n<p>REsp 1826299<\/p>\n<p>STJ<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segunda Turma reafirma entendimento de que empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial pode participar de licita\u00e7\u00e3o 02\/01\/2023\u00a0\/\u00a0Capa,\u00a0Not\u00edcias \u200bA Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por unanimidade, reafirmou o entendimento de que uma empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial pode participar de procedimento licitat\u00f3rio. 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