{"id":2799,"date":"2023-01-04T10:15:22","date_gmt":"2023-01-04T10:15:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=2799"},"modified":"2023-01-04T10:15:22","modified_gmt":"2023-01-04T10:15:22","slug":"cancelamento-de-reserva-em-tempo-habil-exime-empresa-de-reparar-consumidor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/cancelamento-de-reserva-em-tempo-habil-exime-empresa-de-reparar-consumidor\/","title":{"rendered":"Cancelamento de reserva em tempo h\u00e1bil exime empresa de reparar consumidor"},"content":{"rendered":"<article id=\"post-15679\" class=\"post-15679 post type-post status-publish format-standard has-post-thumbnail hentry category-capa category-noticias tag-capa ast-article-single\">\n<div class=\"ast-post-format- single-layout-1\">\n<header class=\"entry-header \">\n<div class=\"ast-single-post-order\">\n<h1 class=\"entry-title\">Cancelamento de reserva em tempo h\u00e1bil exime empresa de reparar consumidor<\/h1>\n<\/div>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content clear\">\n<p>Jovem reivindicava indeniza\u00e7\u00e3o por cancelamento de reserva<\/p>\n<p>Uma empresa de hospedagem conseguiu reverter uma decis\u00e3o judicial que a obrigava a indenizar um consumidor pelo cancelamento unilateral de uma reserva. A companhia demonstrou que reembolsou imediatamente o cliente, de forma integral e em tempo h\u00e1bil. A decis\u00e3o da 18\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais modificou senten\u00e7a da comarca de Nova Serrana.<\/p>\n<p>O consumidor, ent\u00e3o com 26 anos, ajuizou a\u00e7\u00e3o em agosto de 2021, alegando que pretendia comemorar o anivers\u00e1rio com mais quatro familiares, no m\u00eas seguinte, em apartamento na Praia do Pep\u00ea, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Eles ficariam no local de 3 a 7 de setembro. Contudo, a propriet\u00e1ria do im\u00f3vel, depois da conclus\u00e3o da reserva, entrou em contato afirmando que haveria um acr\u00e9scimo de R$ 1.141,18, porque ela n\u00e3o atentara para o fato de que o per\u00edodo inclu\u00eda um feriado.<\/p>\n<p>Diante da reclama\u00e7\u00e3o do consumidor, que alegou n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de arcar com o reajuste, ela acabou cancelando a reserva. O jovem pediu, ent\u00e3o, a concess\u00e3o de tutela de urg\u00eancia para obter a hospedagem no pre\u00e7o combinado inicialmente e indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral.<\/p>\n<p>Em 16 de agosto de 2021, o juiz R\u00f4mulo dos Santos Duarte, da 1\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Nova Serrana, deferiu o pedido para assegurar a acomoda\u00e7\u00e3o do grupo na data prevista e pelo valor inicialmente acordado. Por\u00e9m, a empresa agravou a decis\u00e3o e com isso n\u00e3o foi poss\u00edvel manter a programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em fevereiro de 2022, o magistrado proferiu senten\u00e7a, condenado a empresa a pagar ao consumidor R$ 3 mil por danos morais. Ele entendeu que, em rela\u00e7\u00e3o ao pedido principal do h\u00f3spede, o processo deveria ser extinto, pois o objetivo ficou frustrado.<\/p>\n<p>O vendedor recorreu, pedindo o aumento da quantia. A empresa tamb\u00e9m questionou a decis\u00e3o, alegando que n\u00e3o pode se responsabilizar pelo insucesso dos termos tratados entre o h\u00f3spede e o anfitri\u00e3o, pois a companhia se limita a intermediar o neg\u00f3cio por meio virtual.<\/p>\n<p>O desembargador Arnaldo Maciel, relator, teve entendimento diverso do de 1\u00aa Inst\u00e2ncia. Para ele, n\u00e3o houve falha na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, pois a empresa n\u00e3o violou deveres contratuais e cumpriu sua obriga\u00e7\u00e3o de informar o cliente de maneira clara quanto aos termos de utiliza\u00e7\u00e3o de sua plataforma digital.<\/p>\n<p>O magistrado afirmou que o cancelamento da reserva ocorreu quase dois meses antes da data agendada, possibilitando tempo suficiente para escolha de outra op\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com o or\u00e7amento do interessado. Al\u00e9m disso, o reembolso integral foi realizado prontamente, conforme os termos de uso da empresa.<\/p>\n<p>O relator concluiu que n\u00e3o houve conduta il\u00edcita, portanto n\u00e3o havia obriga\u00e7\u00e3o de indenizar. Esse posicionamento foi acompanhado pelos desembargadores Jo\u00e3o Cancio e S\u00e9rgio Andr\u00e9 da Fonseca Xavier.<\/p>\n<p>TJMG<\/p>\n<div class=\"heateorSssClear\"><\/div>\n<div class=\"heateor_sss_sharing_container heateor_sss_horizontal_sharing\" data-heateor-sss-href=\"https:\/\/www.lex.com.br\/cancelamento-de-reserva-em-tempo-habil-exime-empresa-de-reparar-consumidor\/\">\n<div class=\"heateor_sss_sharing_title\"><\/div>\n<div class=\"heateor_sss_sharing_ul\"><\/div>\n<div class=\"heateorSssClear\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"heateorSssClear\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cancelamento de reserva em tempo h\u00e1bil exime empresa de reparar consumidor Jovem reivindicava indeniza\u00e7\u00e3o por cancelamento de reserva Uma empresa de hospedagem conseguiu reverter uma decis\u00e3o judicial que a obrigava a indenizar um consumidor pelo cancelamento unilateral de uma reserva. 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