{"id":2873,"date":"2023-02-27T07:55:54","date_gmt":"2023-02-27T07:55:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=2873"},"modified":"2023-02-27T07:55:54","modified_gmt":"2023-02-27T07:55:54","slug":"agente-comunitaria-de-saude-recebera-adicional-de-insalubridade-com-base-em-laudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/agente-comunitaria-de-saude-recebera-adicional-de-insalubridade-com-base-em-laudo\/","title":{"rendered":"Agente comunit\u00e1ria de sa\u00fade receber\u00e1 adicional de insalubridade com base em laudo \u00a0"},"content":{"rendered":"<div class=\"row\">\n<div class=\"cell-11\">Agente comunit\u00e1ria de sa\u00fade receber\u00e1 adicional de insalubridade com base em laudo<\/div>\n<div class=\"cell-1\"><strong class=\"right\"><time>23\/02\/2023<\/time><\/strong><\/div>\n<\/div>\n<article>\n<p dir=\"ltr\">A S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve o pagamento do adicional de insalubridade a uma agente comunit\u00e1ria de sa\u00fade. A parcela ser\u00e1 devida a partir de 3\/10\/2016, data da entrada em vigor da Lei 13.342\/2016, que exige a comprova\u00e7\u00e3o, por laudo, do trabalho habitual e permanente em condi\u00e7\u00f5es insalubres, acima dos limites de toler\u00e2ncia, o que foi constatado no caso.\n<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Efeitos nocivos<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Contratada pelo Munic\u00edpio de Salto de Pirapora (SP) em 2014, a agente ajuizou a a\u00e7\u00e3o em 2016, requerendo o pagamento do adicional desde o in\u00edcio do contrato. Alegou que a maioria dos pacientes visitados tinham doen\u00e7as como catapora, caxumba, hepatite A, HIV, tuberculose, c\u00e2ncer ou dermatites, mas n\u00e3o havia fornecimento de EPIs para neutralizar os efeitos nocivos dos agentes insalubres.\n<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Laudo pericial<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">O Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (Campinas\/SP) confirmou a senten\u00e7a que havia deferido a parcela em grau m\u00e9dio (20% do sal\u00e1rio m\u00ednimo). A decis\u00e3o se baseou em laudo pericial que constatara o contato habitual e permanente da agente comunit\u00e1ria com materiais e pacientes com doen\u00e7as infectocontagiosas, conforme previsto no Anexo 14 da Norma Regulamentadora (NR) 15 do Minist\u00e9rio do Trabalho.\n<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Regras e per\u00edodos distintos<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">O relator do recurso de revista do munic\u00edpio, ministro Evandro Valad\u00e3o, restringiu a condena\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo contratual posterior \u00e0 vig\u00eancia da Lei 13.342\/2016. Segundo ele, o TRT havia aplicado regramentos distintos para momentos diferentes do contrato de trabalho.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo anterior \u00e0 vig\u00eancia da lei, ele assinalou que o entendimento do TST \u00e9 de que as atividades de agentes comunit\u00e1rio de sa\u00fade n\u00e3o se enquadram na NR-15, inviabilizando a concess\u00e3o do adicional. Quanto ao per\u00edodo posterior, o posicionamento adotado \u00e9 de que o adicional somente \u00e9 devido quando constatado o trabalho de forma habitual e permanente em condi\u00e7\u00f5es insalubres, como ocorreu no caso.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Processo: RR-10311-12.2016.5.15.0078<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Fonte: TST<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Agente comunit\u00e1ria de sa\u00fade receber\u00e1 adicional de insalubridade com base em laudo 23\/02\/2023 A S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve o pagamento do adicional de insalubridade a uma agente comunit\u00e1ria de sa\u00fade. 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