{"id":3088,"date":"2023-09-06T19:42:46","date_gmt":"2023-09-06T19:42:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=3088"},"modified":"2023-09-06T19:42:46","modified_gmt":"2023-09-06T19:42:46","slug":"penhora-de-imovel-alugado-para-pagamento-de-dividas-e-mantida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/penhora-de-imovel-alugado-para-pagamento-de-dividas-e-mantida\/","title":{"rendered":"Penhora de im\u00f3vel alugado para pagamento de d\u00edvidas \u00e9 mantida"},"content":{"rendered":"<div class=\"h2\"><span class=\"header-title\">Penhora de im\u00f3vel alugado para pagamento de d\u00edvidas \u00e9 ma<\/span><span style=\"font-size: 1rem;\">ntida<\/span><\/div>\n<div class=\"asset-full-content clearfix default-asset-publisher show-asset-title\">\n<div id=\"_com_liferay_asset_publisher_web_portlet_AssetPublisherPortlet_INSTANCE_89Dk_32032759\" class=\"asset-content\">\n<div class=\"clearfix journal-content-article\" data-analytics-asset-id=\"32032744\" data-analytics-asset-title=\"Penhora de im\u00f3vel alugado para pagamento de d\u00edvidas \u00e9 mantida\" data-analytics-asset-type=\"web-content\">\n<div class=\"noticia-wrapper\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Devedora n\u00e3o comprovou que renda da loca\u00e7\u00e3o era para subsist\u00eancia ou moradia\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"news-body\">\n<div class=\"imagem-da-noticia\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.tst.jus.br\/documents\/25367803\/32032747\/Aluguel+foto+Rovena+Rosa+Ag%C3%AAncia+Brasil.jpg\/50021336-2d14-0824-b73c-94b0cbc25f57?t=1693932528307\" alt=\"Pr\u00e9dio com placas de an\u00fancios de aluguel. Foto: Rovena Rosa-Ag\u00eancia Brasil\" \/>Pr\u00e9dio com placas de an\u00fancios de aluguel. Foto: Rovena Rosa-Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<div class=\"social-media-share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"materia\">\n<p>05\/09\/23 &#8211;\u00a0A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a penhora de um im\u00f3vel da s\u00f3cia de uma microempresa locadora de ve\u00edculos de Porto Alegre (RS) para pagamento de d\u00edvidas trabalhistas. O apartamento estava alugado, e, com base nas informa\u00e7\u00f5es registradas no processo, o colegiado concluiu que n\u00e3o ficou demonstrado que a renda do aluguel fosse destinada \u00e0 subsist\u00eancia ou \u00e0 moradia familiar da s\u00f3cia, o que afasta sua impenhorabilidade.<\/p>\n<p><strong>Bem de fam\u00edlia<\/strong><\/p>\n<p>A microempresa havia sido condenada, com outras duas do mesmo grupo, ao pagamento de diversas parcelas a uma trabalhadora em raz\u00e3o do reconhecimento de v\u00ednculo de emprego. Na execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, a penhora acabou recaindo sobre o apartamento da s\u00f3cia em Porto Alegre, alugado para outra pessoa.<\/p>\n<p>Ela tentou suspender a penhora com o argumento de que era seu \u00fanico im\u00f3vel e, portanto, se enquadraria como bem de fam\u00edlia, que \u00e9 impenhor\u00e1vel. Tanto o ju\u00edzo de primeiro grau quanto o Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) rejeitaram a pretens\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Outra cidade<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o TRT, ela n\u00e3o morava no apartamento em Porto Alegre, alugado por R$ 400, mas no Rio de Janeiro, onde pagava R$ 2,5 mil de aluguel. Ao manter a penhora, o TRT considerou inv\u00e1lido o contrato de loca\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o tinha reconhecimento das assinaturas, e o fato de a propriet\u00e1ria n\u00e3o ter apresentado nenhum recibo de aluguel. Tamb\u00e9m foi constatado que a locat\u00e1ria do im\u00f3vel em Porto Alegre era s\u00f3cia de uma das empresas condenadas e que seu endere\u00e7o residencial era em Florian\u00f3polis (SC).<\/p>\n<p><strong>Lei da impenhorabilidade<\/strong><\/p>\n<p>O relator do recurso da propriet\u00e1ria, ministro Augusto C\u00e9sar, explicou que o TST tem firmado o entendimento de que a impenhorabilidade prevista na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8009.html\" target=\"\" data-senna-off=\"true\" rel=\"noopener\">Lei 8.009\/1990<\/a>\u00a0abrange o \u00fanico im\u00f3vel do devedor, mesmo que esteja alugado, desde que a renda do aluguel seja utilizada para a resid\u00eancia da fam\u00edlia em outro im\u00f3vel alugado ou, ainda, para a pr\u00f3pria manuten\u00e7\u00e3o da entidade familiar. No entanto, no caso, essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi demonstrada.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>(Lourdes Tavares\/CF)<\/p>\n<p>Processo:\u00a0<a href=\"https:\/\/consultaprocessual.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do;jsessionid=cJdUDMFqMVH0d67jbBe251deQVbptl0POvEYd8Qz.consultaprocessual-25-rdx26?conscsjt=&amp;numeroTst=20694&amp;digitoTst=08&amp;anoTst=2016&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=04&amp;varaTst=0029&amp;consulta=Consultar\" target=\"\" data-senna-off=\"true\" rel=\"noopener\">AIRR-20694-08.2016.5.04.0029\u00a0<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Penhora de im\u00f3vel alugado para pagamento de d\u00edvidas \u00e9 mantida &nbsp; Devedora n\u00e3o comprovou que renda da loca\u00e7\u00e3o era para subsist\u00eancia ou moradia\u00a0 &nbsp; Pr\u00e9dio com placas de an\u00fancios de aluguel. 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