{"id":3142,"date":"2023-11-07T05:23:41","date_gmt":"2023-11-07T05:23:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=3142"},"modified":"2023-11-07T05:23:41","modified_gmt":"2023-11-07T05:23:41","slug":"decima-turma-reconhece-uniao-estavel-e-garante-pensao-por-morte-a-companheira-de-segurado-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/decima-turma-reconhece-uniao-estavel-e-garante-pensao-por-morte-a-companheira-de-segurado-2\/","title":{"rendered":"D\u00e9cima Turma reconhece uni\u00e3o est\u00e1vel e garante pens\u00e3o por morte a companheira de segurado"},"content":{"rendered":"<article>\n<p dir=\"ltr\">A D\u00e9cima Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) confirmou decis\u00e3o que determinou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) conceder pens\u00e3o por morte a companheira de um aposentado falecido em maio de 2021.<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Para os magistrados, ficou comprovada a qualidade de segurado do falecido e a condi\u00e7\u00e3o de dependente da autora. Prova oral e documental demonstraram que o casal vivia em uni\u00e3o est\u00e1vel desde 1970.<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com o processo, a mulher requereu ao INSS o benef\u00edcio de pens\u00e3o por morte em julho de 2021. Ela argumentou depend\u00eancia econ\u00f4mica do companheiro, que era aposentado por invalidez.<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Como, ap\u00f3s 90 dias, a autarquia n\u00e3o havia decidido sobre o pedido administrativo, a autora acionou o Judici\u00e1rio.<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">A Justi\u00e7a Estadual de Camapu\u00e3\/MS, em compet\u00eancia delegada, determinou a implementa\u00e7\u00e3o da pens\u00e3o por morte desde a data de falecimento do segurado.<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">O INSS recorreu ao TRF3. A autarquia argumentou que a companheira n\u00e3o comprovou viver em uni\u00e3o est\u00e1vel com o falecido \u00e0 \u00e9poca do \u00f3bito.<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Ao analisar o caso, o desembargador federal S\u00e9rgio Nascimento, relator do processo, fundamentou que dados do Cadastro Nacional de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (CNIS) confirmaram que o segurado era titular de aposentadoria por invalidez.<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m disso, segundo o magistrado, \u201ca certid\u00e3o de casamento religioso (1970), fotos do casal e a exist\u00eancia de quatro filhos em comum revelam a ocorr\u00eancia de um relacionamento est\u00e1vel, com o prop\u00f3sito de constituir fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Testemunhas afirmaram que conhecem a autora h\u00e1 30 anos e que o casal viveu junto, como marido e mulher, de forma p\u00fablica, cont\u00ednua e duradoura.<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">\u201cAnte a comprova\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o marital, h\u00e1 que se reconhecer a condi\u00e7\u00e3o de dependente, sendo desnecess\u00e1rio outra prova de depend\u00eancia econ\u00f4mica, eis que esta \u00e9 presumida, nos termos do \u00a7 4\u00ba, do artigo 16, da Lei n\u00ba 8.213\/91\u201d, concluiu o relator.<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">A D\u00e9cima Turma, por unanimidade, negou provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o do INSS e manteve a concess\u00e3o da pens\u00e3o por morte a partir de 27\/5\/2021, data de \u00f3bito do segurado.<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel 5002386-63.2023.4.03.9999<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social do TRF3<\/p>\n<div><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Fonte: TRF3<\/p>\n<\/article>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A D\u00e9cima Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) confirmou decis\u00e3o que determinou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) conceder pens\u00e3o por morte a companheira de um aposentado falecido em maio de 2021. 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