{"id":3172,"date":"2024-01-18T16:54:47","date_gmt":"2024-01-18T16:54:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=3172"},"modified":"2024-01-18T16:54:47","modified_gmt":"2024-01-18T16:54:47","slug":"empresa-tera-de-fornecer-protese-a-empregado-que-teve-mao-amputada-em-acidente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/empresa-tera-de-fornecer-protese-a-empregado-que-teve-mao-amputada-em-acidente\/","title":{"rendered":"Empresa ter\u00e1 de fornecer pr\u00f3tese a empregado que teve m\u00e3o amputada em acidente"},"content":{"rendered":"<div class=\"h2\"><span class=\"header-title\">Empresa ter\u00e1 de fornecer pr\u00f3tese a empregado que teve m\u00e3o amputada em acidente<\/span><\/p>\n<div class=\"pull-right\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"asset-full-content clearfix default-asset-publisher show-asset-title\">\n<div class=\"asset-user-actions\"><\/div>\n<div id=\"_com_liferay_asset_publisher_web_portlet_AssetPublisherPortlet_INSTANCE_89Dk_32712814\" class=\"asset-content\">\n<div class=\"clearfix journal-content-article\" data-analytics-asset-id=\"32712806\" data-analytics-asset-title=\"Empresa ter\u00e1 de fornecer pr\u00f3tese a empregado que teve m\u00e3o amputada em acidente\" data-analytics-asset-type=\"web-content\">\n<div class=\"noticia-wrapper\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Para a 3\u00aa Turma, as despesas s\u00e3o inerentes \u00e0 responsabilidade civil do empregador<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"news-body\">\n<div class=\"imagem-da-noticia\">\n<p>Pr\u00f3tese e m\u00e3o real<\/p>\n<div class=\"social-media-share\"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"materia\">\n<p>A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou uma microempresa em Salto (SP) a custear o tratamento de um operador de produ\u00e7\u00e3o que ter\u00e1 de implantar uma pr\u00f3tese mec\u00e2nica ap\u00f3s ter a m\u00e3o amputada em acidente de trabalho. A indeniza\u00e7\u00e3o consiste em pagar as despesas com tratamento, \u00a0aquisi\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e substitui\u00e7\u00e3o peri\u00f3dicas de pr\u00f3teses.<\/p>\n<h4>Cilindro<\/h4>\n<p>A empresa produz compostos de borracha e, segundo o empregado, sua fun\u00e7\u00e3o era inserir uma folha de borracha numa m\u00e1quina de cilindros &#8211; semelhante \u00e0 m\u00e1quina de moer cana, mas em escala muito maior. O material era inserido e reinserido enquanto o cilindro girava v\u00e1rias vezes, e, durante esse processo, sua m\u00e3o ficou pressa e foi puxada junto com a borracha para dentro do cilindro, causando esmagamento de alguns dedos e o desprendimento da pele.<\/p>\n<h4>Abalo<\/h4>\n<p>Na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, o empregado disse que usava luvas inadequadas para a atividade e que n\u00e3o tinha sido capacitado para operar a m\u00e1quina. Ele pediu indeniza\u00e7\u00f5es por dano material e est\u00e9tico, alegando que a amputa\u00e7\u00e3o causou abalos emocionais para ele e para a fam\u00edlia.<\/p>\n<h4>Desaten\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A empresa alegou que a culpa seria toda do trabalhador, que teria desrespeitado as orienta\u00e7\u00f5es dadas nos treinamentos de integra\u00e7\u00e3o. Sustentou, ainda, que o acidente decorrera de pressa e desaten\u00e7\u00e3o no manuseio da m\u00e1quina diante da possibilidade de sa\u00edda antecipada do servi\u00e7o.<\/p>\n<h4>Indeniza\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A Vara de Trabalho de Salto condenou a microempresa a pagar pens\u00e3o mensal vital\u00edcia, indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais e est\u00e9ticos de R$ 70 mil e indeniza\u00e7\u00f5es \u00e0 mulher e ao filho do empregado. Contudo, negou o pedido de custeio da pr\u00f3tese.<\/p>\n<h4>Laudo pericial<\/h4>\n<p>O TRT da 15\u00aa Regi\u00e3o (Campinas-SP) manteve a senten\u00e7a. A decis\u00e3o levou em conta a informa\u00e7\u00e3o do laudo pericial de que a utiliza\u00e7\u00e3o e a escolha de pr\u00f3teses exigem um estudo sobre a adequa\u00e7\u00e3o do material. Ainda segundo o TRT, o INSS havia deferido benef\u00edcio acident\u00e1rio mas, no momento da per\u00edcia, o operador n\u00e3o havia se direcionado ao setor de reabilita\u00e7\u00e3o e teve o benef\u00edcio cessado.<\/p>\n<h4>Dever de restituir<\/h4>\n<p>J\u00e1 no TST, o relator do recurso do empregado, ministro Mauricio Godinho Delgado, votou pela condena\u00e7\u00e3o da empresa a custear as despesas m\u00e9dicas com o tratamento para implanta\u00e7\u00e3o da pr\u00f3tese mec\u00e2nica, que dever\u00e3o ser oportunamente comprovadas nos autos. Segundo ele, a medida integra o dever de restituir integralmente as despesas com tratamento m\u00e9dico e \u00e9 inerente \u00e0 responsabilidade civil.<\/p>\n<h4>Natureza distinta<\/h4>\n<p>O ministro ressaltou que a indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais (que resulta de doen\u00e7a ocupacional e envolve a culpa do empregador) \u00a0n\u00e3o se confunde com o benef\u00edcio previdenci\u00e1rio do INSS, que tem natureza distinta porque decorre do dever de presta\u00e7\u00e3o assistencial pelo Estado de forma ampla. Assim, as parcelas s\u00e3o cumul\u00e1veis. De acordo com o relator, o acesso ao servi\u00e7o p\u00fablico de sa\u00fade n\u00e3o desonera o empregador de sua responsabilidade, sobretudo diante da not\u00f3ria precariedade do atendimento.<\/p>\n<p>TST<\/p>\n<p>Processo:\u00a0<a href=\"https:\/\/consultaprocessual.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=11252&amp;digitoTst=96&amp;anoTst=2020&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=15&amp;varaTst=0085&amp;submit=Consultar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-senna-off=\"true\">RRAg-11252-96.2020.5.15.0085<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresa ter\u00e1 de fornecer pr\u00f3tese a empregado que teve m\u00e3o amputada em acidente &nbsp; Para a 3\u00aa Turma, as despesas s\u00e3o inerentes \u00e0 responsabilidade civil do empregador &nbsp; Pr\u00f3tese e m\u00e3o real A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou uma microempresa em Salto (SP) a custear o tratamento de um operador de produ\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3006,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[6343,7100,8112,8111,8113],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3172"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3172"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3172\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3173,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3172\/revisions\/3173"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3006"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}