{"id":333,"date":"2013-10-31T13:41:03","date_gmt":"2013-10-31T13:41:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=333"},"modified":"2013-10-31T13:41:03","modified_gmt":"2013-10-31T13:41:03","slug":"mesmo-recusando-retorno-ao-emprego-gravida-recebera-salarios-por-estabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/mesmo-recusando-retorno-ao-emprego-gravida-recebera-salarios-por-estabilidade\/","title":{"rendered":"Mesmo recusando retorno ao emprego, gr\u00e1vida receber\u00e1 sal\u00e1rios por estabilidade"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Mesmo recusando retorno ao emprego, gr\u00e1vida receber\u00e1 sal\u00e1rios por estabilidade<!--more--><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div>O Condom\u00ednio Residencial Spazio Luxor, em Belo Horizonte (MG), ter\u00e1 de pagar todos os direitos e sal\u00e1rios relativos ao per\u00edodo de estabilidade provis\u00f3ria a uma auxiliar de servi\u00e7os que rejeitou a oferta do patr\u00e3o para voltar ao trabalho, quando ainda estava no in\u00edcio da gravidez. De acordo com a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, a recusa n\u00e3o tem por consequ\u00eancia a ren\u00fancia \u00e0 estabilidade, uma vez que nem mesmo a gestante pode dispor do direito daquele que ainda ir\u00e1 nascer.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo a informou na reclama\u00e7\u00e3o trabalhista, a empregada foi demitida dois meses depois de ser contratada, imediatamente ap\u00f3s informar ao condom\u00ednio que estava gr\u00e1vida. A empresa, por sua vez, afirmou que n\u00e3o teve conhecimento da gravidez e, na audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o na 10\u00aa Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG), colocou o emprego \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o, mas a oferta foi rejeitada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A trabalhadora recorreu ao TST depois que o Tribunal Regional do Trabalho da 3\u00aa Regi\u00e3o (MG) julgou improcedente o pedido de pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o substitutiva pela estabilidade da gestante. Para o Regional, ao recusar a oferta de reintegra\u00e7\u00e3o ao emprego sem motivo algum, a auxiliar agiu com abuso de direito &#8220;por demonstrar o intuito de receber a vantagem monet\u00e1ria sem executar a sua obriga\u00e7\u00e3o de oferecer o labor que constitui sua obriga\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>TST<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao examinar o recurso da reclamante, a relatora dos autos nesta Corte, ministra Maria de Assis Calsing, ressaltou que o Tribunal Superior do Trabalho, por meio de seus diversos \u00f3rg\u00e3os, tem entendido de forma diversa, ou seja, que a negativa da gestante ao oferecimento de retorno ao emprego n\u00e3o implica ren\u00fancia \u00e0 estabilidade, garantida no artigo 10, inciso II, al\u00ednea &#8220;b&#8221;, do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT). Isso porque a garantia tem como principal finalidade proteger o direito do nascituro, do qual nem mesmo a m\u00e3e pode dispor.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao final do julgamento, a Turma destacou que o direito \u00e0 garantia de emprego da trabalhadora gestante n\u00e3o est\u00e1 condicionado ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo de estabilidade. O \u00fanico pressuposto ao direito \u00e0 estabilidade e \u00e0 convers\u00e3o deste em indeniza\u00e7\u00e3o, caso ultrapassado o per\u00edodo de garantia, \u00e9 o fato de a empregada estar gr\u00e1vida no momento da dispensa sem justa causa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Processo: RR-564-86.2013.5.03.0010<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: TST<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo recusando retorno ao emprego, gr\u00e1vida receber\u00e1 sal\u00e1rios por estabilidade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":335,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,625,6],"tags":[333,16,251,250,691,688,689,690],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=333"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":337,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/333\/revisions\/337"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/335"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}