{"id":3377,"date":"2024-10-31T22:12:17","date_gmt":"2024-10-31T22:12:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=3377"},"modified":"2024-10-31T22:12:17","modified_gmt":"2024-10-31T22:12:17","slug":"3377-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/3377-2\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<div class=\"align-items-center d-flex mb-2\">\n<p class=\"component-title h4\"><span class=\"asset-title d-inline\">Distribuidora de energia dever\u00e1 reintegrar eletricit\u00e1ria com doen\u00e7a psiqui\u00e1trica<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"asset-content mb-3\">\n<div class=\"journal-content-article \" data-analytics-asset-id=\"33572475\" data-analytics-asset-title=\"Distribuidora de energia dever\u00e1 reintegrar eletricit\u00e1ria com doen\u00e7a psiqui\u00e1trica\" data-analytics-asset-type=\"web-content\">\n<div class=\"noticia-wrapper\">\n<p>Ela sofria de depress\u00e3o e estava afastada quando foi dispensada<\/p>\n<div class=\"news-body\">\n<div class=\"imagem-da-noticia\">\n&nbsp;<\/p>\n<div class=\"social-media-share \"><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"materia\">\n<p><strong>Resumo:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Uma auxiliar administrativa da Energisa foi demitida 10 dias ap\u00f3s apresentar atestado m\u00e9dico por transtorno depressivo.<\/li>\n<li>A empresa alegou que a empregada estava apta para o trabalho, segundo avalia\u00e7\u00e3o de seu m\u00e9dico. Por\u00e9m, n\u00e3o conseguiu comprovar que a dispensa se deu por outro motivo al\u00e9m da doen\u00e7a.<\/li>\n<li>Para a 7\u00aa Turma do TST, o poder diretivo do empregador n\u00e3o pode se sobrepor aos direitos fundamentais da trabalhadora, como o direito \u00e0 sa\u00fade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>28\/10\/2024 &#8211; A S\u00e9tima Turma do Tribunal Superior do Trabalho restabeleceu a ordem de reintegra\u00e7\u00e3o no emprego de uma auxiliar administrativa da Energisa &#8211; Distribuidora de Energia S.A., de Campo Grande (MS), dispensada 10 dias depois de apresentar atestado de tratamento psiqui\u00e1trico. Para o colegiado, as circunst\u00e2ncias da dispensa permitem presumir que ela foi discriminat\u00f3ria.<\/p>\n<h4>Dispensa ocorreu ap\u00f3s apresenta\u00e7\u00e3o de atestado<\/h4>\n<p>A eletricit\u00e1ria trabalhava na Energisa desde 1992 e foi dispensada em novembro de 2020. Na a\u00e7\u00e3o trabalhista, ela disse que estava doente quando foi dispensada e com o contrato de trabalho suspenso. O diagn\u00f3stico era de transtorno depressivo e tendinite no ombro direito. Segundo ela, dois atestados m\u00e9dicos de seu m\u00e9dico particular foram ignorados pela Energisa. Dez dias depois da apresenta\u00e7\u00e3o do \u00faltimo atestado, de 90 dias, veio a dispensa.<\/p>\n<p>Por sua vez, a distribuidora sustentou que agiu no seu direito de demitir a empregada e que a ela n\u00e3o havia provado que seu quadro cl\u00ednico teria motivado a dispensa. De acordo com a Energisa, a empregada estava apta ao ser avaliada pelo m\u00e9dico da empresa, e esse atestado deveria se sobrepor ao emitido por m\u00e9dico particular.<\/p>\n<p>A 23\u00aa Vara do Trabalho de Campo Grande determinou a reintegra\u00e7\u00e3o da trabalhadora, mas a decis\u00e3o foi reformada pelo Tribunal Regional do Trabalho, que acolheu a tese da empresa de poder diretivo do empregador. A trabalhadora ent\u00e3o recorreu ao TST.<\/p>\n<h4>Empresa n\u00e3o provou motivo da dispensa<\/h4>\n<p>O relator, ministro Cl\u00e1udio Brand\u00e3o, destacou em seu voto que o poder diretivo empresarial n\u00e3o pode, em nenhuma hip\u00f3tese, se opor aos direitos constitucionais do trabalhador.<\/p>\n<p>Brand\u00e3o lembrou que havia um atestado de 90 dias, com \u00a0diagn\u00f3stico de transtorno psiqui\u00e1trico e a informa\u00e7\u00e3o de que o \u00a0quadro cl\u00ednico da empregada interferia nas suas capacidades cognitivas, afetivas e psicomotoras. Essa condi\u00e7\u00e3o foi confirmada no laudo pericial. Mesmo assim, ela foi dispensada.<\/p>\n<p>O ministro observou que S\u00famula 443 do TST presume como discriminat\u00f3ria a despedida de pessoa com doen\u00e7a grave que gere estigma ou preconceito. Nesse caso, o empregador deve comprovar que a dispensa se deu por outro motivo, o que n\u00e3o foi feito pela empresa.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>TST<\/p>\n<p>https:\/\/tst.jus.br\/web\/guest\/-\/distribuidora-de-energia-dever%C3%A1-reintegrar-eletricit%C3%A1ria-com-doen%C3%A7a-psiqui%C3%A1trica<\/p>\n<p>Processo:\u00a0<a tabindex=\"0\" href=\"https:\/\/consultaprocessual.tst.jus.br\/consultaProcessual\/consultaTstNumUnica.do?consulta=Consultar&amp;conscsjt=&amp;numeroTst=25073&amp;digitoTst=61&amp;anoTst=2020&amp;orgaoTst=5&amp;tribunalTst=24&amp;varaTst=0007&amp;submit=Consultar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-senna-off=\"true\">RRAg-25073-61.2020.5.24.0007<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Distribuidora de energia dever\u00e1 reintegrar eletricit\u00e1ria com doen\u00e7a psiqui\u00e1trica Ela sofria de depress\u00e3o e estava afastada quando foi dispensada &nbsp; Resumo: Uma auxiliar administrativa da Energisa foi demitida 10 dias ap\u00f3s apresentar atestado m\u00e9dico por transtorno depressivo. 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