{"id":3397,"date":"2024-11-18T17:21:54","date_gmt":"2024-11-18T17:21:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=3397"},"modified":"2024-11-18T17:22:04","modified_gmt":"2024-11-18T17:22:04","slug":"contratacao-para-trabalho-em-navio-realizada-em-solo-brasileiro-atrai-legislacao-local","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/contratacao-para-trabalho-em-navio-realizada-em-solo-brasileiro-atrai-legislacao-local\/","title":{"rendered":"Contrata\u00e7\u00e3o para trabalho em navio realizada em solo brasileiro atrai legisla\u00e7\u00e3o local"},"content":{"rendered":"<h2>Contrata\u00e7\u00e3o para trabalho em navio realizada em solo brasileiro atrai legisla\u00e7\u00e3o local<\/h2>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-sm-6 pull-right\">\n<div class=\"shariff\" data-lang=\"pt\" data-backend-url=\"https:\/\/ww2.trt2.jus.br\/noticias\/noticias\/noticia?eID=shariff&amp;cHash=b6ea6029bb657c56b4ad9765a6c5fd68\" data-services=\"['whatsapp','facebook','twitter']\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-md-12\">\n<div class=\"news-text-wrap\">\n<p class=\"text-justify\">A 11\u00aa Turma do TRT-2 manteve aplica\u00e7\u00e3o da lei brasileira para trabalhadora admitida no Brasil para prestar servi\u00e7os a bordo de navios de cruzeiro com bandeira italiana. O ac\u00f3rd\u00e3o destacou que, mesmo em contratos internacionais de trabalho, a contrata\u00e7\u00e3o no Brasil atrai a jurisdi\u00e7\u00e3o nacional, nos termos da Lei 7.064\/1982 e do artigo 651 da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">De acordo com os autos, a profissional foi selecionada por ag\u00eancia brasileira e todo o processo seletivo, bem como as tratativas de contrata\u00e7\u00e3o, ocorreram via internet, quando a trabalhadora ainda se encontrava no pa\u00eds de origem.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">Em defesa, as empresas r\u00e9s alegaram que a Justi\u00e7a brasileira seria incompetente, a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel seria a italiana e o foro competente seria o de G\u00eanova, na It\u00e1lia. Argumentaram, ainda, que a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ocorreu, em sua maioria, em \u00e1guas internacionais.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">No entanto, a desembargadora-relatora Wilma Gomes da Silva Hernandes entendeu que o v\u00ednculo jur\u00eddico e as tratativas iniciais ocorreram em territ\u00f3rio brasileiro, o que assegura o direito \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o trabalhista mais favor\u00e1vel. A magistrada esclareceu que, a partir da reforma da Lei 7.064\/1982, realizada em 2009, o empregado contratado por empresa sediada no Brasil para prestar servi\u00e7os no exterior passou a ser considerado transferido, \u201csitua\u00e7\u00e3o na qual se enquadra a autora\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">A julgadora tamb\u00e9m afastou, expressamente, a aplica\u00e7\u00e3o da Lei do Pavilh\u00e3o, tratado\u00a0 segundo o qual a legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel para esses conflitos \u00e9 a do pa\u00eds da bandeira da embarca\u00e7\u00e3o. Segundo a relatora, o diploma \u201cn\u00e3o se imp\u00f5e de forma absoluta, sobretudo na presente hip\u00f3tese, em que a contrata\u00e7\u00e3o da reclamante se efetivou em territ\u00f3rio brasileiro. N\u00e3o h\u00e1 como afastar o crit\u00e9rio da territorialidade apenas em virtude do registro das embarca\u00e7\u00f5es em outros pa\u00edses\u201d.<\/p>\n<p class=\"text-justify\">(Processo n\u00ba\u00a01001317-46.2023.5.02.048)<\/p>\n<p>TRT2<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contrata\u00e7\u00e3o para trabalho em navio realizada em solo brasileiro atrai legisla\u00e7\u00e3o local A 11\u00aa Turma do TRT-2 manteve aplica\u00e7\u00e3o da lei brasileira para trabalhadora admitida no Brasil para prestar servi\u00e7os a bordo de navios de cruzeiro com bandeira italiana. 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