{"id":3467,"date":"2025-03-10T13:04:16","date_gmt":"2025-03-10T13:04:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=3467"},"modified":"2025-03-10T13:04:16","modified_gmt":"2025-03-10T13:04:16","slug":"empresa-e-condenada-por-dispensa-discriminatoria-de-trabalhador-dependente-quimico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/empresa-e-condenada-por-dispensa-discriminatoria-de-trabalhador-dependente-quimico\/","title":{"rendered":"Empresa \u00e9 Condenada por Dispensa Discriminat\u00f3ria de Trabalhador Dependente Qu\u00edmico"},"content":{"rendered":"<h3 data-start=\"49\" data-end=\"141\"><strong data-start=\"53\" data-end=\"139\">Empresa \u00e9 Condenada por Dispensa Discriminat\u00f3ria de Trabalhador Dependente Qu\u00edmico<\/strong><\/h3>\n<p data-start=\"143\" data-end=\"688\">A 11\u00aa C\u00e2mara do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (TRT-15) anulou a justa causa aplicada a um funcion\u00e1rio dependente qu\u00edmico, demitido ap\u00f3s 10 anos de servi\u00e7o sem hist\u00f3rico de puni\u00e7\u00f5es. O colegiado entendeu que a dispensa foi motivada por sua condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, caracterizando discrimina\u00e7\u00e3o. Como consequ\u00eancia, a empresa foi condenada a pagar as verbas rescis\u00f3rias correspondentes \u00e0 dispensa sem justa causa, al\u00e9m de uma indeniza\u00e7\u00e3o substitutiva \u00e0 reintegra\u00e7\u00e3o ao emprego. Tamb\u00e9m foi fixado o pagamento de R$ 40 mil por danos morais.<\/p>\n<p data-start=\"690\" data-end=\"1225\">Inicialmente, o trabalhador foi dispensado sob a justificativa de embriaguez no ambiente de trabalho. No entanto, ao tomar conhecimento de que ele era dependente qu\u00edmico e estava em tratamento, a empresa reconsiderou a decis\u00e3o e o encaminhou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Como a per\u00edcia n\u00e3o constatou incapacidade laboral, o empregado retornou ao trabalho e permaneceu por mais 80 dias sem incidentes. Ainda assim, a empresa decidiu aplicar novamente a justa causa ao descobrir que ele havia abandonado o tratamento.<\/p>\n<p data-start=\"1227\" data-end=\"1812\">Para o relator do caso, desembargador Jo\u00e3o Batista Martins C\u00e9sar, n\u00e3o h\u00e1 respaldo legal para &#8220;suspender&#8221; uma justa causa j\u00e1 aplicada. \u201cOu a justa causa \u00e9 aplicada, ou ocorre o perd\u00e3o t\u00e1cito\u201d, ressaltou o magistrado. O colegiado destacou a aus\u00eancia de provas concretas que justificassem a penalidade, como a falta de registro preciso sobre o suposto epis\u00f3dio de embriaguez. Al\u00e9m disso, a empresa n\u00e3o observou a grada\u00e7\u00e3o das penalidades, especialmente considerando o hist\u00f3rico profissional do trabalhador, que nunca havia sido advertido ou punido ao longo de sua trajet\u00f3ria na empresa.<\/p>\n<p data-start=\"1814\" data-end=\"2154\">O ac\u00f3rd\u00e3o classificou a dispensa como discriminat\u00f3ria, enfatizando que \u201ca depend\u00eancia qu\u00edmica \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o grave e frequentemente alvo de preconceito\u201d. Segundo a decis\u00e3o, caberia \u00e0 empresa comprovar que a demiss\u00e3o n\u00e3o teve motiva\u00e7\u00e3o discriminat\u00f3ria, mas a empregadora n\u00e3o apresentou justificativa plaus\u00edvel que afastasse essa presun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-start=\"2156\" data-end=\"2199\"><strong data-start=\"2156\" data-end=\"2197\">Processo n\u00ba 0011708-48.2023.5.15.0018<\/strong><\/p>\n<hr data-start=\"2201\" data-end=\"2204\" \/>\n<h3 data-start=\"2206\" data-end=\"2231\"><\/h3>\n<p data-start=\"2232\" data-end=\"2443\" data-is-only-node=\"\" data-is-last-node=\"\">#DispensaDiscriminat\u00f3ria<br data-start=\"2256\" data-end=\"2259\" \/>#JustaCausaAnulada<br data-start=\"2277\" data-end=\"2280\" \/>#DireitosTrabalhistas<br data-start=\"2301\" data-end=\"2304\" \/>#DanosMorais<br data-start=\"2316\" data-end=\"2319\" \/>#Depend\u00eanciaQu\u00edmica<br data-start=\"2338\" data-end=\"2341\" \/>#PreconceitoNoTrabalho<br data-start=\"2363\" data-end=\"2366\" \/>#Justi\u00e7aDoTrabalho<br data-start=\"2384\" data-end=\"2387\" \/>#Reintegra\u00e7\u00e3oAoEmprego<br data-start=\"2409\" data-end=\"2412\" \/>#Prote\u00e7\u00e3oAoTrabalhador<br data-start=\"2434\" data-end=\"2437\" \/>#TRT15<\/p>\n<p data-start=\"2232\" data-end=\"2443\" data-is-only-node=\"\" data-is-last-node=\"\">Danilo Rog\u00e9rio Peres Ortiz de Camargo<\/p>\n<p data-start=\"2232\" data-end=\"2443\" data-is-only-node=\"\" data-is-last-node=\"\">OAB\/SP 241175<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresa \u00e9 Condenada por Dispensa Discriminat\u00f3ria de Trabalhador Dependente Qu\u00edmico A 11\u00aa C\u00e2mara do Tribunal Regional do Trabalho da 15\u00aa Regi\u00e3o (TRT-15) anulou a justa causa aplicada a um funcion\u00e1rio dependente qu\u00edmico, demitido ap\u00f3s 10 anos de servi\u00e7o sem hist\u00f3rico de puni\u00e7\u00f5es. 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