{"id":3491,"date":"2025-05-12T19:59:54","date_gmt":"2025-05-12T19:59:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=3491"},"modified":"2025-05-12T19:59:54","modified_gmt":"2025-05-12T19:59:54","slug":"6a-turma-do-trt-rs-reconhece-vinculo-de-emprego-de-estagiaria-que-fazia-horas-extras-com-habitualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/6a-turma-do-trt-rs-reconhece-vinculo-de-emprego-de-estagiaria-que-fazia-horas-extras-com-habitualidade\/","title":{"rendered":"6\u00aa Turma do TRT-RS reconhece v\u00ednculo de emprego de estagi\u00e1ria que fazia horas extras com habitualidade"},"content":{"rendered":"<header class=\"entry-header ast-no-thumbnail\">\n<h1 class=\"entry-title\">6\u00aa Turma do TRT-RS reconhece v\u00ednculo de emprego de estagi\u00e1ria que fazia horas extras com habitualidade<\/h1>\n<div class=\"entry-meta\"><span class=\"posted-on\"><span class=\"published\">12\/05\/2025\u00a0<\/span><\/span>\/\u00a0<span class=\"ast-terms-link\"><a class=\"\" href=\"https:\/\/www.lex.com.br\/category\/noticias\/\">Not\u00edcias<\/a><\/span><\/div>\n<\/header>\n<div class=\"entry-content clear\">\n<p>Resumo:<br \/>\nA 6\u00aa Turma do TRT-RS declarou nulo um contrato de est\u00e1gio ap\u00f3s comprova\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o habitual de horas extras, ultrapassando o limite legal de seis horas di\u00e1rias previsto na Lei n\u00ba 11.788\/08.<br \/>\nA decis\u00e3o reconheceu o v\u00ednculo de emprego entre a estudante e a empresa, determinando a anota\u00e7\u00e3o na CTPS e o pagamento de verbas trabalhistas, como diferen\u00e7as de sal\u00e1rios, 13\u00ba, f\u00e9rias com um ter\u00e7o e FGTS.<br \/>\nA 6\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RS) declarou a nulidade de um contrato de est\u00e1gio em raz\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o habitual de horas extras, reconhecendo o v\u00ednculo empregat\u00edcio entre a estudante e a empresa contratante. A decis\u00e3o un\u00e2nime confirmou a senten\u00e7a da ju\u00edza Luciana Bohm Stahnke, da 10\u00aa Vara do Trabalho de Porto Alegre.<br \/>\nA estudante trabalhou como estagi\u00e1ria de 22 de julho de 2021 a 28 de julho de 2022. Em seguida, foi formalmente contratada como empregada. O termo de compromisso previa jornada de 30 horas semanais, conforme a Lei do Est\u00e1gio (Lei n\u00ba 11.788\/2008). As folhas de ponto trazidas para o processo, reconhecidas pela preposta da empresa como sendo o controle de jornada do estabelecimento, registraram a ocorr\u00eancia de trabalho al\u00e9m do limite legal de seis horas di\u00e1rias.<br \/>\nDe acordo com a ju\u00edza de primeiro grau, a presta\u00e7\u00e3o habitual de horas extras, verificada no caso do processo, desvirtua o contrato de est\u00e1gio e acarreta sua nulidade, pois afeta a finalidade do compromisso firmado. Segundo a magistrada, o objetivo do est\u00e1gio \u00e9 possibilitar a complementa\u00e7\u00e3o dos estudos com a realiza\u00e7\u00e3o de atividades supervisionadas, em carga hor\u00e1ria reduzida.<br \/>\nNessa linha, a magistrada declarou a exist\u00eancia de v\u00ednculo de emprego desde o in\u00edcio do contrato, determinando a anota\u00e7\u00e3o da CTPS. Em decorr\u00eancia, a empresa foi condenada ao pagamento das verbas trabalhistas correspondentes ao per\u00edodo reconhecido, como diferen\u00e7as salariais, d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio, f\u00e9rias com um ter\u00e7o e FGTS.<br \/>\nA empresa recorreu ao TRT-RS, alegando que a presta\u00e7\u00e3o de horas extras ocorreu de forma eventual.<br \/>\nA relatora do caso na 6\u00aa Turma, desembargadora Simone Maria Nunes, destacou que a Lei 11.788\/08 disp\u00f5e sobre a jornada de trabalho do estagi\u00e1rio, que \u00e9 de quatro ou seis horas di\u00e1rias. Na situa\u00e7\u00e3o do processo, a julgadora destacou a presen\u00e7a de presta\u00e7\u00e3o de trabalho extraordin\u00e1rio, conforme folhas-ponto trazidas aos autos. Em raz\u00e3o disso, considerou o contrato de est\u00e1gio inv\u00e1lido. De acordo com a magistrada, o cumprimento de jornada de trabalho superior a seis horas desvirtua a finalidade do est\u00e1gio.<br \/>\n\u201cIncide \u00e0 esp\u00e9cie o artigo 9\u00ba da CLT, segundo o qual ser\u00e3o nulos de pleno direito os atos praticados com o objetivo de desvirtuar, impedir ou fraudar a aplica\u00e7\u00e3o dos preceitos contidos na Consolida\u00e7\u00e3o de Leis Trabalhistas\u201d, ressaltou a relatora.<br \/>\nCom base nesses fundamentos, a Turma manteve a senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia.<br \/>\nO processo envolve ainda outros pedidos. Participaram do julgamento, al\u00e9m da relatora, as desembargadoras Beatriz Renck e Maria Cristina Schaan Ferreira. O ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de recurso para o Tribunal Superior do Trabalho (TST).<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.trt4.jus.br\/portais\/trt4\/modulos\/noticias\/50792782\">https:\/\/www.trt4.jus.br\/portais\/trt4\/modulos\/noticias\/50792782<\/a><br \/>\nTRT4<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>6\u00aa Turma do TRT-RS reconhece v\u00ednculo de emprego de estagi\u00e1ria que fazia horas extras com habitualidade 12\/05\/2025\u00a0\/\u00a0Not\u00edcias Resumo: A 6\u00aa Turma do TRT-RS declarou nulo um contrato de est\u00e1gio ap\u00f3s comprova\u00e7\u00e3o de presta\u00e7\u00e3o habitual de horas extras, ultrapassando o limite legal de seis horas di\u00e1rias previsto na Lei n\u00ba 11.788\/08. 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