{"id":360,"date":"2013-11-13T13:16:36","date_gmt":"2013-11-13T13:16:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=360"},"modified":"2013-11-13T13:16:36","modified_gmt":"2013-11-13T13:16:36","slug":"juiz-pode-bloquear-verbas-publicas-para-garantir-fornecimento-de-remedio-a-pessoa-necessitada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/juiz-pode-bloquear-verbas-publicas-para-garantir-fornecimento-de-remedio-a-pessoa-necessitada\/","title":{"rendered":"Juiz pode bloquear verbas p\u00fablicas para garantir fornecimento de rem\u00e9dio a pessoa necessitada"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Juiz pode bloquear verbas p\u00fablicas para garantir fornecimento de rem\u00e9dio a pessoa necessitada<!--more--><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<div>O juiz pode determinar o bloqueio de bens necess\u00e1rios para o fornecimento de medicamentos segundo o seu prudente arb\u00edtrio e desde que com adequada fundamenta\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o \u00e9 da Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), ao julgar recurso repetitivo no qual se discutia a possibilidade de o juiz determinar, em a\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria, o bloqueio de verbas do estado para fornecimento de medicamentos a portadores de doen\u00e7a grave.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O recurso adotado como representativo da controv\u00e9rsia \u00e9 oriundo do Rio Grande do Sul e foi julgado conforme o rito estabelecido pelo artigo 543-C do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC). No caso em discuss\u00e3o, o tribunal local afastou o bloqueio de verbas p\u00fablicas determinado pelo ju\u00edzo singular diante do descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de fornecimento do rem\u00e9dio pelo estado. O STJ entendeu que o bloqueio \u00e9 necess\u00e1rio para garantir a vida da pessoa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De acordo com o relator, ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, o legislador possibilitou ao magistrado, de of\u00edcio ou a requerimento da parte, determinar a medida mais adequada para promover a tutela jurisdicional, sem, no entanto, prever todas as medidas cab\u00edveis. O bloqueio, no entendimento da Primeira Se\u00e7\u00e3o, \u00e9 meio de coer\u00e7\u00e3o cab\u00edvel, embora n\u00e3o previsto na legisla\u00e7\u00e3o, para fazer com que o estado cumpra a tutela jurisdicional deferida.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Conflito inconcili\u00e1vel<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Se\u00e7\u00e3o considerou que o direito subjetivo \u00e0 sa\u00fade prevalece sobre os princ\u00edpios do direito financeiro ou administrativo. A des\u00eddia do estado frente \u00e0s decis\u00f5es dos ju\u00edzos, segundo o relator, pode resultar em grave les\u00e3o \u00e0 sa\u00fade do paciente ou lev\u00e1-lo at\u00e9 mesmo \u00e0 morte. Em situa\u00e7\u00f5es de inconcili\u00e1vel conflito entre o direito fundamental \u00e0 sa\u00fade e o da impenhorabilidade dos recursos da Fazenda P\u00fablica, prevalece o primeiro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A efetiva\u00e7\u00e3o da tutela espec\u00edfica, conforme a Primeira Se\u00e7\u00e3o, deve ser concedida em car\u00e1ter excepcional, quando houver nos autos comprova\u00e7\u00e3o de que o estado n\u00e3o esteja cumprindo a obriga\u00e7\u00e3o de fornecer os medicamentos pleiteados e de que a demora no recebimento acarrete risco \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 vida da pessoa.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O recurso foi julgado procedente para restabelecer a decis\u00e3o do ju\u00edzo de primeiro grau que determinou o bloqueio de verbas p\u00fablicas como medida coercitiva.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>REsp 1069810<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: STJ<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Juiz pode bloquear verbas p\u00fablicas para garantir fornecimento de rem\u00e9dio a pessoa necessitada<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":289,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,1,625,6],"tags":[767,25,16,769,491,766,768,20],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/360"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=360"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/360\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":361,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/360\/revisions\/361"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/289"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=360"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=360"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=360"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}