{"id":3630,"date":"2025-10-11T14:06:06","date_gmt":"2025-10-11T14:06:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=3630"},"modified":"2025-10-11T14:06:06","modified_gmt":"2025-10-11T14:06:06","slug":"vigilante-sera-indenizada-apos-urinar-no-uniforme-por-nao-receber-autorizacao-para-ir-ao-banheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/vigilante-sera-indenizada-apos-urinar-no-uniforme-por-nao-receber-autorizacao-para-ir-ao-banheiro\/","title":{"rendered":"Vigilante ser\u00e1 indenizada ap\u00f3s urinar no uniforme por n\u00e3o receber autoriza\u00e7\u00e3o para ir ao banheiro"},"content":{"rendered":"<p data-start=\"0\" data-end=\"415\">A 8\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RS) confirmou a condena\u00e7\u00e3o de duas empresas do setor de seguran\u00e7a e distribui\u00e7\u00e3o de medicamentos ao pagamento de <strong data-start=\"175\" data-end=\"207\">indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais<\/strong> a uma <strong data-start=\"214\" data-end=\"283\">vigilante que foi impedida de ir ao banheiro durante o expediente<\/strong>. O colegiado elevou o valor da repara\u00e7\u00e3o de <strong data-start=\"328\" data-end=\"355\">R$ 5 mil para R$ 40 mil<\/strong>, reconhecendo a <strong data-start=\"372\" data-end=\"412\">viola\u00e7\u00e3o \u00e0 dignidade da trabalhadora<\/strong>.<\/p>\n<p data-start=\"417\" data-end=\"799\">De acordo com os autos, a profissional relatou que, por falta de rendi\u00e7\u00e3o no posto, <strong data-start=\"501\" data-end=\"537\">chegou a urinar na pr\u00f3pria roupa<\/strong>. O epis\u00f3dio foi presenciado por uma colega de trabalho, que a encontrou chorando ap\u00f3s o ocorrido. Outro vigilante, ouvido como testemunha, afirmou que tamb\u00e9m precisou urinar dentro de uma garrafa de refrigerante por n\u00e3o conseguir autoriza\u00e7\u00e3o para se ausentar.<\/p>\n<p data-start=\"801\" data-end=\"1064\">A trabalhadora afirmou que a situa\u00e7\u00e3o lhe causou <strong data-start=\"850\" data-end=\"891\">profundo constrangimento e sofrimento<\/strong>, caracterizando dano moral. Destacou ainda que a empresa falhou ao n\u00e3o assegurar <strong data-start=\"973\" data-end=\"1046\">condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de trabalho e respeito \u00e0s necessidades fisiol\u00f3gicas<\/strong> dos empregados.<\/p>\n<p data-start=\"1066\" data-end=\"1236\">As empresas, por sua vez, sustentaram que <strong data-start=\"1108\" data-end=\"1142\">n\u00e3o proibiam o uso do banheiro<\/strong>, exigindo apenas que a sa\u00edda fosse comunicada por r\u00e1dio, e negaram qualquer irregularidade.<\/p>\n<p data-start=\"1238\" data-end=\"1508\">A senten\u00e7a da Vara do Trabalho de Gua\u00edba reconheceu a restri\u00e7\u00e3o ao uso do banheiro com base na prova testemunhal e fixou indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 5 mil. A ju\u00edza destacou que a rela\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o <strong data-start=\"1431\" data-end=\"1505\">\u201cn\u00e3o autoriza o empregador a tratar o trabalhador de forma degradante\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p data-start=\"1510\" data-end=\"1791\">No julgamento de segundo grau, o relator, desembargador <strong data-start=\"1566\" data-end=\"1592\">Luiz Alberto de Vargas<\/strong>, afirmou que as limita\u00e7\u00f5es impostas extrapolaram o poder diretivo e <strong data-start=\"1661\" data-end=\"1725\">submeteram a empregada a condi\u00e7\u00f5es humilhantes e degradantes<\/strong>, violando o direito a um ambiente de trabalho saud\u00e1vel e digno.<\/p>\n<p data-start=\"1793\" data-end=\"1945\">A Turma, de forma un\u00e2nime, considerou <strong data-start=\"1831\" data-end=\"1887\">proporcional o aumento da indeniza\u00e7\u00e3o para R$ 40 mil<\/strong>, em raz\u00e3o da gravidade dos fatos e da extens\u00e3o do dano.<\/p>\n<p data-start=\"1947\" data-end=\"2155\">Al\u00e9m dos danos morais, a trabalhadora pleiteou <strong data-start=\"1994\" data-end=\"2084\">horas extras, adicional por ac\u00famulo de fun\u00e7\u00e3o e reconhecimento de unicidade contratual<\/strong>. O valor provis\u00f3rio total da condena\u00e7\u00e3o foi fixado em <strong data-start=\"2139\" data-end=\"2152\">R$ 60 mil<\/strong>.<\/p>\n<p data-start=\"2157\" data-end=\"2342\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">Participaram do julgamento o juiz convocado <strong data-start=\"2201\" data-end=\"2224\">Frederico Russomano<\/strong> e o desembargador <strong data-start=\"2243\" data-end=\"2276\">Marcelo Jos\u00e9 Ferlin D\u2019Ambroso<\/strong>. O ac\u00f3rd\u00e3o <strong data-start=\"2288\" data-end=\"2312\">transitou em julgado<\/strong>, sem interposi\u00e7\u00e3o de recurso.<\/p>\n<p data-start=\"2157\" data-end=\"2342\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\">Danilo Rog\u00e9rio Peres Ortiz de Camargo, advogado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 8\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRT-RS) confirmou a condena\u00e7\u00e3o de duas empresas do setor de seguran\u00e7a e distribui\u00e7\u00e3o de medicamentos ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais a uma vigilante que foi impedida de ir ao banheiro durante o expediente. 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