{"id":3648,"date":"2025-10-27T16:47:30","date_gmt":"2025-10-27T16:47:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=3648"},"modified":"2025-10-27T16:47:45","modified_gmt":"2025-10-27T16:47:45","slug":"regime-de-recuperacao-judicial-de-empresas-privadas-nao-se-aplica-as-empresas-publicas-decide-stf","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/regime-de-recuperacao-judicial-de-empresas-privadas-nao-se-aplica-as-empresas-publicas-decide-stf\/","title":{"rendered":"Regime de recupera\u00e7\u00e3o judicial de empresas privadas n\u00e3o se aplica \u00e0s empresas p\u00fablicas, decide STF"},"content":{"rendered":"<div class=\"noticia-resumo m-b-24\">\n<p>Para o tribunal, o interesse coletivo das empresas p\u00fablicas impede sua submiss\u00e3o ao procedimento falimentar das empresas privadas<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"card-compartilhar d-none d-sm-flex justify-content-between align items center p-8 m-b-16 p-r-16\">\n<div class=\"visualizacoes pull-right\">\n<div class=\"post-views content-post post-157199 entry-meta load-static\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-md-6 m-auto p-0 m-b-16\">\n<div class=\"noticia-imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/noticias-stf-wp-prd.s3.sa-east-1.amazonaws.com\/wp-content\/uploads\/wpallimport\/uploads\/2024\/07\/02162201\/Antonio-Augusto-34-scaled.jpg\" alt=\"Fachada do edif\u00edcio-sede do STF\" \/>Foto: Antonio Augusto\/STF<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"noticia-conteudo conteudo-iframe p-l-8 p-r-8 m-t-16\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que as empresas estatais n\u00e3o podem se submeter ao regime da Lei de Fal\u00eancias (Lei 11.101\/2005), que regulamenta a recupera\u00e7\u00e3o judicial e extrajudicial e a fal\u00eancia de empresas. A mat\u00e9ria foi discutida no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio\u00a0<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=5830583\"><strong>(RE) 1249945<\/strong><\/a>, com repercuss\u00e3o geral (Tema 1.101), na sess\u00e3o virtual encerrada em 17\/10. Segundo o Tribunal, o interesse p\u00fablico inerente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o das empresas p\u00fablicas impede sua submiss\u00e3o ao procedimento da lei, mesmo quando atuam em regime de concorr\u00eancia com a iniciativa privada.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tratamento igualit\u00e1rio\u00a0<\/strong><\/h5>\n<p>A Empresa Municipal de Servi\u00e7os, Obras e Urbaniza\u00e7\u00e3o (Esurb), de Montes Claros (MG), questionou decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Minas Gerais (TJ-MG) que negou a aplica\u00e7\u00e3o da lei de recupera\u00e7\u00e3o judicial. Para o tribunal estadual, a norma \u00e9 incompat\u00edvel com a natureza da empresa p\u00fablica, que tem por finalidade resguardar um interesse p\u00fablico.<\/p>\n<p>No STF, a Esurb sustentou que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, ao prever tratamento igualit\u00e1rio entre estatais que exploram atividade econ\u00f4mica e empresas privadas, permitiria a aplica\u00e7\u00e3o do regime de recupera\u00e7\u00e3o judicial e fal\u00eancia.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Interesse p\u00fablico\u00a0<\/strong><\/h5>\n<p>No voto condutor do julgamento, o ministro Fl\u00e1vio Dino destacou que as empresas estatais s\u00e3o pessoas jur\u00eddicas de direito privado constitu\u00eddas, em grande parte, com capital do Estado e com atua\u00e7\u00e3o em segmentos de grande interesse p\u00fablico. Nessas circunst\u00e2ncias, a decreta\u00e7\u00e3o de fal\u00eancia transmitiria a impress\u00e3o de fal\u00eancia do pr\u00f3prio Estado.<\/p>\n<p>Para o ministro, se o Estado decidiu atuar na economia por meio de uma empresa p\u00fablica ou sociedade de economia mista para atender a relevante interesse coletivo, o Judici\u00e1rio n\u00e3o pode determinar a retirada dessa empresa do mercado. Isso s\u00f3 seria poss\u00edvel, segundo Dino, por meio de uma lei espec\u00edfica, para disciplinar aspectos como o pagamento aos credores e a liquida\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>Tese\u00a0<\/strong><\/h5>\n<p>A tese de repercuss\u00e3o geral fixada foi a seguinte:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 constitucional o artigo 2\u00ba, I, da Lei 11.101\/2005 quanto \u00e0 inaplicabilidade do regime falimentar \u00e0s empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista, ainda que desempenhem atividades em regime de concorr\u00eancia com a iniciativa privada, em raz\u00e3o do eminente interesse p\u00fablico\/coletivo na sua cria\u00e7\u00e3o e da necessidade de observ\u00e2ncia do princ\u00edpio do paralelismo das formas\u201d.<\/p>\n<p class=\"has-small-font-size\">(Su\u00e9len Pires\/AS\/\/CF)<\/p>\n<p>Leia mais:<\/p>\n<p>4\/9\/2020 \u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-vai-decidir-se-o-regime-de-recuperacao-judicial-de-empresas-privadas-se-aplica-as-empresas-publicas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STF vai decidir se o regime de recupera\u00e7\u00e3o judicial de empresas privadas se aplica \u00e0s empresas p\u00fablicas<\/a><\/p>\n<p>https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/regime-de-recuperacao-judicial-de-empresas-privadas-nao-se-aplica-as-empresas-publicas-decide-stf\/<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para o tribunal, o interesse coletivo das empresas p\u00fablicas impede sua submiss\u00e3o ao procedimento falimentar das empresas privadas Foto: Antonio Augusto\/STF &nbsp; O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que as empresas estatais n\u00e3o podem se submeter ao regime da Lei de Fal\u00eancias (Lei 11.101\/2005), que regulamenta a recupera\u00e7\u00e3o judicial e extrajudicial e a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3037,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7213,3770,3783,3784,7582],"tags":[155,1384,545,433,2697,154,1791],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3648"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3648"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3648\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3650,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3648\/revisions\/3650"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}