{"id":385,"date":"2013-11-26T11:18:36","date_gmt":"2013-11-26T11:18:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=385"},"modified":"2013-11-26T11:18:36","modified_gmt":"2013-11-26T11:18:36","slug":"cobranca-de-encargos-de-manutencao-em-conta-inativa-viola-principios-da-boa-fe-e-da-transparencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/cobranca-de-encargos-de-manutencao-em-conta-inativa-viola-principios-da-boa-fe-e-da-transparencia\/","title":{"rendered":"Cobran\u00e7a de encargos de manuten\u00e7\u00e3o em conta inativa viola princ\u00edpios da boa-f\u00e9 e da transpar\u00eancia"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<h1 id=\"frmPrincipal_h1TituloDoc\">Cobran\u00e7a de encargos de manuten\u00e7\u00e3o em conta inativa viola princ\u00edpios da boa-f\u00e9 e da transpar\u00eancia<!--more--><\/h1>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<p>A 5.\u00aa Turma do TRF da 1.\u00aa Regi\u00e3o declarou a inexist\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica entre uma apelante e a Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF), a partir de 09\/11\/2005, em decorr\u00eancia do contrato de cr\u00e9dito rotativo, reconhecendo a improced\u00eancia de cobran\u00e7a efetuada. A decis\u00e3o foi tomada ap\u00f3s an\u00e1lise de recurso apresentado pela cliente da institui\u00e7\u00e3o financeira contra senten\u00e7a da 13.\u00aa Vara Federal de Minas Gerais.<\/p>\n<p>A recorrente sustenta que cabia \u00e0 CEF provar que utilizou o cr\u00e9dito que gerou a cobran\u00e7a em quest\u00e3o. Diz que, conforme o extrato que juntou aos autos, demonstrou que, desde 29\/06\/2001, n\u00e3o houve qualquer lan\u00e7amento na sua conta. Assim, estando a conta inativa desde a citada data, n\u00e3o usou nenhum cr\u00e9dito, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o s\u00e3o devidos juros e outros encargos.<\/p>\n<p>Alega que, conforme a Resolu\u00e7\u00e3o 2.808\/2000 do Banco Central do Brasil, a CEF deveria remeter-lhe extrato mensal gratuito contendo &#8220;informa\u00e7\u00f5es sobre encargos e as demais despesas cobradas nas opera\u00e7\u00f5es de abertura de cr\u00e9dito em conta corrente &#8211; cheque especial&#8221;. Contudo, ressalta que a institui\u00e7\u00e3o financeira somente enviou avisos de cobran\u00e7a em 21\/10\/2005, ou seja, mais de quatro anos ap\u00f3s a inatividade da conta.<\/p>\n<p>Os argumentos foram aceitos pela relatora, desembargadora federal Selene Maria de Almeida. A magistrada destacou que as rela\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias s\u00e3o pautadas pelo C\u00f3digo do Consumidor e devem respeitar os princ\u00edpios da boa-f\u00e9 contratual e da transpar\u00eancia, segundo os quais as partes devem agir com honestidade e lealdade.<\/p>\n<p>&#8220;No caso, embora seja responsabilidade do titular da conta solicitar seu encerramento, n\u00e3o se mostra razo\u00e1vel que a institui\u00e7\u00e3o financeira lance cobran\u00e7as na respectiva conta, referentes \u00e0 renova\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito rotativo, por quatro anos, sem promover qualquer notifica\u00e7\u00e3o ao devedor acerca delas&#8221;, ponderou a relatora.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o, a magistrada entendeu que a CEF agiu de forma indevida com sua cliente. &#8220;Reputa-se indevida, ap\u00f3s a efetiva inatividade da conta, a cobran\u00e7a de tarifas banc\u00e1rias por quatro anos, sem haver qualquer notifica\u00e7\u00e3o ao devedor acerca delas, ainda que n\u00e3o se tenha formalizado por escrito o encerramento da conta. A cobran\u00e7a de tarifas pela manuten\u00e7\u00e3o de conta, sem a contrapresta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os pelo banco, acarreta o enriquecimento il\u00edcito da institui\u00e7\u00e3o financeira e desequilibra as rela\u00e7\u00f5es contratuais&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>Processo n\u00ba 0044873-93.2005.4.01.3800<\/p>\n<div id=\"frmPrincipal_fonteDoc\">Fonte: Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cobran\u00e7a de encargos de manuten\u00e7\u00e3o em conta inativa viola princ\u00edpios da boa-f\u00e9 e da transpar\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":306,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,1,625,6,626],"tags":[843,306,844,459,460,376,845,846,838,477,847,839,848,842,841,840],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/385"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=385"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/385\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":386,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/385\/revisions\/386"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/306"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=385"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=385"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=385"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}