{"id":441,"date":"2013-12-04T11:02:01","date_gmt":"2013-12-04T11:02:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=441"},"modified":"2013-12-04T11:02:01","modified_gmt":"2013-12-04T11:02:01","slug":"arrematacao-devidamente-registrada-prevalece-em-discussao-sobre-imovel-leiloado-duas-vezes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/arrematacao-devidamente-registrada-prevalece-em-discussao-sobre-imovel-leiloado-duas-vezes\/","title":{"rendered":"Arremata\u00e7\u00e3o devidamente registrada prevalece em discuss\u00e3o sobre im\u00f3vel leiloado duas vezes"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Arremata\u00e7\u00e3o devidamente registrada prevalece em discuss\u00e3o sobre im\u00f3vel leiloado duas vezes<!--more--><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"justify\">\n<div>Em decis\u00e3o un\u00e2nime, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reformou ac\u00f3rd\u00e3o que declarou inv\u00e1lida a arremata\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel feita dois anos depois de o mesmo im\u00f3vel j\u00e1 ter sido arrematado. No entendimento dos ministros, prevaleceu a arremata\u00e7\u00e3o que foi devidamente levada ao registro imobili\u00e1rio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O caso aconteceu no Maranh\u00e3o. Em 1996, uma empresa arrematou um im\u00f3vel penhorado, mas n\u00e3o registrou a penhora nem o auto de arremata\u00e7\u00e3o na matr\u00edcula do im\u00f3vel, que continuou em nome do antigo propriet\u00e1rio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em 1997, o mesmo im\u00f3vel foi penhorado em outra a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o contra o antigo propriet\u00e1rio e arrematado no ano seguinte, por outra empresa. A segunda arrematante observou todas as cautelas registrais.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A senten\u00e7a de primeiro grau declarou inv\u00e1lida a segunda arremata\u00e7\u00e3o, ao fundamento de que o im\u00f3vel jamais poderia ter sido alienado judicialmente pela segunda vez, j\u00e1 que era, na data da segunda arremata\u00e7\u00e3o, de propriedade da primeira empresa. O Tribunal de Justi\u00e7a do Maranh\u00e3o manteve a decis\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Prote\u00e7\u00e3o legal\u00a0<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>No STJ, o entendimento foi outro. O ministro Marco Buzzi, relator, entendeu que, reconhecida a boa-f\u00e9 dos adquirentes e afastada a exist\u00eancia de fraude, n\u00e3o se pode considerar a segunda arremata\u00e7\u00e3o irregular, porque a falta de registro da penhora, bem como da carta de arremata\u00e7\u00e3o, possibilitou o processamento de posterior procedimento executivo sobre o mesmo bem.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para o relator, os segundos arrematantes, adquirentes de boa-f\u00e9 e confiantes no registro imobili\u00e1rio, n\u00e3o poderiam ser prejudicados por eventual nulidade ocorrida no anterior t\u00edtulo aquisitivo de propriedade, sobretudo quando a cadeia dominial se mostra \u00edntegra e regular.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cCaberia \u00e0 primeira arrematante, no m\u00ednimo, ter inscrito a penhora no registro imobili\u00e1rio, a fim de que terceiros tomassem ci\u00eancia da exist\u00eancia do ato constritivo judicial. Ao se descurar de sua obriga\u00e7\u00e3o, a primeira arrematante, em verdade, dispensou a correspondente prote\u00e7\u00e3o legal, dando azo a que outro, legitimamente, penhorasse e arrematasse o bem\u201d, disse o ministro.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por estar devidamente registrada no cart\u00f3rio imobili\u00e1rio, o relator entendeu pela preval\u00eancia da segunda penhora e arremata\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cA efic\u00e1cia da primeira arremata\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 afastada em raz\u00e3o de equ\u00edvoco judici\u00e1rio ou ato de terceiro, mas por inc\u00faria da pr\u00f3pria arrematante, que deixou de proceder ao registro da carta de arremata\u00e7\u00e3o no cart\u00f3rio imobili\u00e1rio\u201d, esclareceu o relator.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>REsp 1045258<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: STJ<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arremata\u00e7\u00e3o devidamente registrada prevalece em discuss\u00e3o sobre im\u00f3vel leiloado duas vezes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":444,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1,625,6,626],"tags":[517,803,995,459,998,981,997,990,986,993,985,996,991,962,6485,989,984,982,983,994,596,782,988,992,987],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/441"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=441"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/441\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":448,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/441\/revisions\/448"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=441"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=441"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=441"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}