{"id":759,"date":"2014-02-14T10:02:08","date_gmt":"2014-02-14T10:02:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=759"},"modified":"2014-02-14T10:02:08","modified_gmt":"2014-02-14T10:02:08","slug":"alguns-dos-casos-mais-bizarros-de-assedio-moral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/alguns-dos-casos-mais-bizarros-de-assedio-moral\/","title":{"rendered":"Alguns dos casos mais bizarros de ass\u00e9dio moral"},"content":{"rendered":"<h1>Alguns dos casos mais bizarros de ass\u00e9dio moral<\/h1>\n<h1><\/h1>\n<h2>O brasileiro \u00e9 muito criativo, mas n\u00e3o apenas para o bem, como se v\u00ea nessa pequena cole\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias de horror<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00e3o cada vez mais frequentes as a\u00e7\u00f5es por ass\u00e9dio moral na Justi\u00e7a do Trabalho, e os tribunais t\u00eam respondido com condena\u00e7\u00f5es mais pesadas e at\u00e9 com decis\u00f5es preventivas.<\/p>\n<p>As den\u00fancias demonstram procedimentos cada vez mais absurdos, como o de exigir que os trabalhadores que n\u00e3o atingissem suas metas fizessem flex\u00f5es de bra\u00e7o durante as reuni\u00f5es (em S\u00e3o Paulo), ou o de obrigar uma funcion\u00e1ria ga\u00facha a vestir-se de galinha, cacarejar e bater as asas em frente aos colegas. H\u00e1 pouco tempo ficou famoso o caso de uma rede de hipermercados que fazia seus funcion\u00e1rios cantarem e dan\u00e7arem seu hino motivacional, e inclusive rebolarem durante a m\u00fasica.<\/p>\n<p>Em decis\u00e3o in\u00e9dita no in\u00edcio desse ano, atendendo a pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) em Sorocaba, SP, a justi\u00e7a determinou o afastamento do diretor de uma faculdade, acusado de ofender regularmente seus subordinados com express\u00f5es como \u201clerdos, meliantes, incompetentes, lesmas, burros, vagabundos e incapacitados para o trabalho\u201d. O afastamento foi determinado para preservar a sa\u00fade f\u00edsica e mental dos trabalhadores, pois alguns j\u00e1 apresentavam dist\u00farbios ps\u00edquicos.<\/p>\n<p><b>Gest\u00e3o por inj\u00faria<\/b><\/p>\n<p>Ass\u00e9dio moral organizacional ou institucional \u00e9 como s\u00e3o chamadas as pr\u00e1ticas das empresas que se utilizam de gest\u00e3o de pessoas por inj\u00faria (ofensas), estresse ou medo, com a finalidade de obterem vantagens financeiras. Grandes adeptos dessa pr\u00e1tica cruel, os bancos brasileiros t\u00eam sido alvo de diversas a\u00e7\u00f5es propostas pelo MPT.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2014, o MPT do Piau\u00ed entrou com a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica pedindo a condena\u00e7\u00e3o de um grande banco em R$ 10 milh\u00f5es pela cobran\u00e7a excessiva de metas, feita atrav\u00e9s de mensagens de celular enviadas pela superintend\u00eancia da institui\u00e7\u00e3o. Alguns trabalhadores chegavam a receber mais de 80 SMS di\u00e1rios, inclusive em hor\u00e1rio de almo\u00e7o, de madrugada e aos finais de semana, redigidos em tom ir\u00f4nico, amea\u00e7ador e at\u00e9 agressivo. Ainda em janeiro, uma unidade desse mesmo banco em Salvador, BA, foi condenada a pagar R$ 2 milh\u00f5es por cobrar metas por meio de amea\u00e7as, ridiculariza\u00e7\u00e3o, isolamento e coloca\u00e7\u00e3o de apelidos depreciativos nos trabalhadores.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, algumas atividades de\u201cmotiva\u00e7\u00e3o\u201d acabaram resultando em ass\u00e9dio. Foi o que ocorreu com o funcion\u00e1rio de uma fabricante de bebias de Curitiba, PR, que era obrigado a ver garotas de programa se despirem em sua frente, a esfregar \u00f3leo em seus corpos e a assistir filmes pornogr\u00e1ficos nas reuni\u00f5es que ocorriam \u00e0s 7h da manh\u00e3. Esse\u201cincentivo\u201d ainda inclu\u00eda um vale-programa a quem batesse as metas, o que atingia a dignidade daquele funcion\u00e1rio, casado e religioso.<\/p>\n<p>Uma unidade do Rio Grande do Norte dessa mesma fabricante de bebidas fazia com que os vendedores com pior desempenho deitassem em caix\u00f5es, e os representava, nas reuni\u00f5es, atrav\u00e9s de ratos e galinhas enforcadas.<\/p>\n<p>J\u00e1 no Mato Grosso, uma engarrafadora de refrigerantes \u201chomenageava\u201d sua equipe de vendas com dois trof\u00e9us, o Tartaruga (conferido ao vendedor com menor resultado, ainda que tivesse batido a meta) e o Lanterna (presenteado ao que atingisse o menor rendimento).<\/p>\n<p><b>Sem banheiro<\/b><\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 apenas com ofensas e amea\u00e7as que se assedia no Brasil. Uma modalidade que se tornou muito comum \u00e9 a de proibir funcion\u00e1rios de utilizar o banheiro durante o hor\u00e1rio de expediente, limitar seu tempo de utiliza\u00e7\u00e3o ou exigir pedido de autoriza\u00e7\u00e3o, por escrito, para que possam faz\u00ea-lo. Al\u00e9m do evidente constrangimento aos trabalhadores, h\u00e1 aqueles que desenvolveram doen\u00e7as do trato urin\u00e1rio e os que acabaram sujando as cal\u00e7as por n\u00e3o conseguirem segurar.<\/p>\n<p>No meio rural, \u00e9 frequente os empregadores n\u00e3o fornecerem banheiros qu\u00edmicos aos trabalhadores da lavoura, que t\u00eam que fazer suas necessidades ao ar livre. J\u00e1 nas cidades, a priva\u00e7\u00e3o do uso do banheiro ganhou contornos diferentes, mas igualmente vexat\u00f3rios.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o permitia a ida das funcion\u00e1rias dos caixas ao banheiro, o gerente de um hipermercado de Fortaleza, CE, teve a infeliz ideia de obrig\u00e1-las a utilizarem fraldas geri\u00e1tricas durante o expediente. J\u00e1 um maquinista de trem, que n\u00e3o podia parar o ve\u00edculo para utilizar o banheiro, fazia suas necessidades em copos e garrafas de pl\u00e1stico que a pr\u00f3pria empresa fornecia e chamava de \u201ckit higi\u00eanico\u201d. Nas trocas de turno, o maquinista encontrava a cabine da locomotiva suja com fezes e urina do operador anterior, j\u00e1 que a utiliza\u00e7\u00e3o do \u201cbanheiro\u201dtinha que ser feita com o trem em movimento.<\/p>\n<p><b>Ociosidade for\u00e7ada<\/b><\/p>\n<p>Outra modalidade de humilha\u00e7\u00e3o que tem se tornado comum consiste em impedir o empregado de trabalhar, embora seu sal\u00e1rio continue sendo pago.<\/p>\n<p>Exemplos disso n\u00e3o faltam, como o do operador de empilhadeira mineiro que, como puni\u00e7\u00e3o por ter derrubado algumas pe\u00e7as que carregava, teve que ficar em casa, recebendo sal\u00e1rio, o que o tornou alvo de piada entre os colegas. Ou a do vendedor da empresa de refrigerantes de Santa Rita do Sapuca\u00ed, MG, que foi proibido de realizar suas vendas, prejudicando assim o recebimento de sua comiss\u00e3o. Ou ainda a da operadora de telemarketing de Goi\u00e1s que, ap\u00f3s voltar da licen\u00e7a maternidade, descobriu que sua senha de acesso ao sistema havia sido bloqueada, e era for\u00e7ada a cumprir sua jornada sem realizar qualquer atividade.<\/p>\n<p>Em Blumenau, SC, uma funcion\u00e1ria de empresa de vigil\u00e2ncia teve que ficar tr\u00eas meses em casa, sem trabalhar, e os cart\u00f5es de ponto eram levados at\u00e9 ela, para que os assinasse. Um vigilante de uma universidade de Piracicaba, SP, foi deixado de \u201cmolho\u201d por tr\u00eas meses no escrit\u00f3rio, sem que pudesse realizar suas rondas de motocicleta.<\/p>\n<p><b>Show de horrores<\/b><\/p>\n<p>Talvez alguns dos casos mais grotescos de ass\u00e9dio moral de que se tenha not\u00edcia foram praticados numa das maiores empresas de refrigerante do nordeste. A situa\u00e7\u00e3o era t\u00e3o absurda que o pr\u00f3prio Minist\u00e9rio P\u00fablico s\u00f3 acreditou nas den\u00fancias ap\u00f3s ouvir v\u00e1rios depoimentos, todos comprovando as ocorr\u00eancias.<\/p>\n<p>O gerente de vendas da empresa, s\u00e1dico e desajustado, ofereceu uma funcion\u00e1ria como \u201cprenda sexual\u201d aos trabalhadores que haviam atingido suas cotas de venda, e chegou inclusive a queimar, com um isqueiro, as n\u00e1degas de outra funcion\u00e1ria, que o denunciou.<\/p>\n<p>Mas a estupidez n\u00e3o parava por a\u00ed. Os funcion\u00e1rios que n\u00e3o alcan\u00e7avam suas metas sofriam as mais diversas humilha\u00e7\u00f5es, como: n\u00e3o poder se sentar durante reuni\u00f5es, ter um bode amarrado em sua mesa de trabalho, dan\u00e7ar na frente de colegas, usar saias e camisetas com frases ofensivas escritas, usar roupas de palha\u00e7o e carregar p\u00eanis de borracha perante os colegas.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma pequena amostra de tantos casos absurdos que ocorreram \u2013 e ainda ocorrem \u2013 em nosso mercado de trabalho.<\/p>\n<p>A empresa deve fornecer um ambiente de trabalho saud\u00e1vel aos seus funcion\u00e1rios, e \u00e9 respons\u00e1vel pelo ass\u00e9dio moral n\u00e3o somente se pratic\u00e1-lo, mas tamb\u00e9m por permitir que ele seja praticado, independente se tem ou n\u00e3o conhecimento dos fatos.<\/p>\n<p>\u00c9 dever da empresa, portanto, se empenhar em eliminar essas pr\u00e1ticas absurdas!<\/p>\n<p>Fonte:http:\/\/www.administradores.com.br\/artigos\/carreira\/alguns-dos-casos-mais-bizarros-de-assedio-moral\/75586\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns dos casos mais bizarros de ass\u00e9dio moral O brasileiro \u00e9 muito criativo, mas n\u00e3o apenas para o bem, como se v\u00ea nessa pequena cole\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias de horror &nbsp; S\u00e3o cada vez mais frequentes as a\u00e7\u00f5es por ass\u00e9dio moral na Justi\u00e7a do Trabalho, e os tribunais t\u00eam respondido com condena\u00e7\u00f5es mais pesadas e at\u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":253,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,2054,1335,1213,1214,1,625,6,2290,626,2289],"tags":[25,459,460,16,2580,139,172,171,1231,2583,2579,2581,2582,1633],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/759"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=759"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/759\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":760,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/759\/revisions\/760"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=759"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=759"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=759"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}