{"id":800,"date":"2014-03-26T18:52:34","date_gmt":"2014-03-26T18:52:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=800"},"modified":"2014-03-26T18:52:34","modified_gmt":"2014-03-26T18:52:34","slug":"jt-declara-nulidade-de-pedido-de-demissao-feito-por-menor-gravida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/jt-declara-nulidade-de-pedido-de-demissao-feito-por-menor-gravida\/","title":{"rendered":"JT declara nulidade de pedido de demiss\u00e3o feito por menor gr\u00e1vida"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>JT declara nulidade de pedido de demiss\u00e3o feito por menor gr\u00e1vida<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"justify\">\n<div>Quando o empregado pede demiss\u00e3o, isso significa que partiu dele a iniciativa de extinguir o contrato de trabalho. Mas se ele for maior de 16 e menor de 18 anos uma formalidade dever\u00e1 ser observada: a assist\u00eancia dos respons\u00e1veis no ato de pagamento das verbas rescis\u00f3rias. O fundamento est\u00e1 no artigo 439 da CLT, cujo conte\u00fado \u00e9 o seguinte: &#8220;\u00c9 l\u00edcito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos sal\u00e1rios. Tratando-se, por\u00e9m, de rescis\u00e3o do contrato de trabalho, \u00e9 vedado ao menor de dezoito anos dar, sem assist\u00eancia dos seus respons\u00e1veis legais, quita\u00e7\u00e3o ao empregador pelo recebimento da indeniza\u00e7\u00e3o que lhe for devida&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No caso analisado pela 4\u00aa Turma do TRT mineiro, uma loja de departamentos n\u00e3o se conformava com a senten\u00e7a, que reconheceu a nulidade do pedido de demiss\u00e3o feito por uma empregada menor de idade. A decis\u00e3o se baseou no fato de a empregada n\u00e3o ter contado com a assist\u00eancia dos pais ou respons\u00e1veis, nem do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho. Em sua defesa, a empresa argumentou que o artigo 439 da CLT exige a assist\u00eancia dos pais ou respons\u00e1veis apenas para o ato de pagamento, n\u00e3o abrangendo o ato de demiss\u00e3o, o qual teria sido feito de forma v\u00e1lida pela menor.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por\u00e9m, ao apreciar o recurso, a relatora convocada, ju\u00edza Adriana Goulart de Sena Orsini, n\u00e3o deu raz\u00e3o \u00e0 loja. No caso, uma peculiaridade chamou a aten\u00e7\u00e3o da magistrada: a menor estava gr\u00e1vida. Ela explicou que o pedido de demiss\u00e3o implicou ren\u00fancia \u00e0 estabilidade constitucionalmente assegurada \u00e0 empregada gestante e reconheceu o interesse p\u00fablico do caso. N\u00e3o apenas no que se refere \u00e0 prote\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e3e trabalhadora, mas tamb\u00e9m ao beb\u00ea (nascituro). Na vis\u00e3o da julgadora, a assist\u00eancia dos respons\u00e1veis legais prevista no artigo 439 deve abranger tamb\u00e9m o ato de demiss\u00e3o, exatamente como reconhecido na senten\u00e7a.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com base em entendimento anterior adotado pela Turma de julgadores, a relatora registrou que a demiss\u00e3o de empregado menor possui tratamento diferenciado, porque a demiss\u00e3o \u00e9 uma forma de ficar sem o emprego, t\u00e3o escasso nos dias atuais. A inten\u00e7\u00e3o do legislador foi exigir a observ\u00e2ncia de determinada formalidade como da ess\u00eancia do ato. No caso, a interpreta\u00e7\u00e3o deve ser sist\u00eamica (pela qual as normas legais s\u00e3o comparadas em seu contexto, buscando alcan\u00e7ar a inten\u00e7\u00e3o do legislador), a fim de salvaguardar os interesses do menor. De acordo com a ementa citada no voto, o caso \u00e9 diferente da dispensa sem justa causa, que despreza a vontade do menor. Na demiss\u00e3o, h\u00e1 a vontade do menor, com s\u00e9rias consequ\u00eancias em sua vida. Nesse contexto, n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o considerar obrigat\u00f3ria a assist\u00eancia do representante legal. No mesmo sentido, uma decis\u00e3o do TST citada no voto.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Por tudo isso, a Turma julgadora decidiu manter a decis\u00e3o de 1\u00ba Grau quanto \u00e0 nulidade do pedido de demiss\u00e3o. A reclamante tamb\u00e9m teve confirmado o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o substitutiva da estabilidade da gestante, como reconhecido em 1\u00ba Grau. O fato de se tratar de contrato de experi\u00eancia n\u00e3o impediu a condena\u00e7\u00e3o, uma vez que atualmente o entendimento do TST \u00e9 de que &#8220;A empregada gestante tem direito \u00e0 estabilidade provis\u00f3ria prevista no art. 10, inciso II, al\u00ednea b, do ADCT, mesmo na hip\u00f3tese de admiss\u00e3o mediante contrato por tempo determinado&#8221; (item III da S\u00famula 244 do TST).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>( 0000865-12.2013.5.03.0114 RO )<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: TRT 3<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JT declara nulidade de pedido de demiss\u00e3o feito por menor gr\u00e1vida Quando o empregado pede demiss\u00e3o, isso significa que partiu dele a iniciativa de extinguir o contrato de trabalho. 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