{"id":822,"date":"2014-04-15T14:32:30","date_gmt":"2014-04-15T14:32:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=822"},"modified":"2014-04-15T14:32:30","modified_gmt":"2014-04-15T14:32:30","slug":"tratador-de-esgoto-ganha-adicional-por-manusear-reagente-que-pode-ser-cancerigeno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/tratador-de-esgoto-ganha-adicional-por-manusear-reagente-que-pode-ser-cancerigeno\/","title":{"rendered":"Tratador de esgoto ganha adicional por manusear reagente que pode ser cancer\u00edgeno"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Tratador de esgoto ganha adicional por manusear reagente que pode ser cancer\u00edgeno<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"justify\">\n<div>Um t\u00e9cnico de tratamento de \u00e1gua e esgoto empregado da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) garantiu na Justi\u00e7a do Trabalho o direito de receber adicional de insalubridade porque manuseava um reagente qu\u00edmico chamado &#8220;orto-toluidina&#8221;. A subst\u00e2ncia, considerada cancer\u00edgena para animais, tem possibilidade de gerar tumores tamb\u00e9m no ser humano.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O empregado entrou na Justi\u00e7a para requerer uma s\u00e9rie de verbas trabalhistas, entre elas o adicional. Alegou que, quando trabalhou na esta\u00e7\u00e3o de tratamento da Corsan em Glorinha, no Rio Grande do Sul, manipulava o reagente qu\u00edmico &#8220;orto-toluidina&#8221;, que estaria entre as subst\u00e2ncias listadas no Anexo 13 da NR 15 da Portaria n\u00famero 3.214\/78 \u2013 que abrange a manipula\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos e solu\u00e7\u00f5es cancer\u00edgenas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A empresa destacou na sua defesa que o empregado tinha contato com a orto-toluidina a 0,1% quando preparava a solu\u00e7\u00e3o, somente de quinze em quinze dias, n\u00e3o tendo direito ao adicional pelo baixo contato.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Laudo pericial concluiu que o empregado trabalhava em condi\u00e7\u00f5es caracterizadas como insalubres no grau m\u00e1ximo, salientando que a subst\u00e2ncia est\u00e1 relacionada no Regulamento da Previd\u00eancia Social entre as causadoras de tumores vinculados ao trabalho.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Levando o laudo em considera\u00e7\u00e3o, o ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia condenou a empresa a pagar diferen\u00e7as do adicional de grau m\u00e9dio para m\u00e1ximo, calculadas sobre o sal\u00e1rio m\u00ednimo. Destacou que os equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual fornecidos ao t\u00e9cnico de tratamento n\u00e3o exclu\u00edam o risco, j\u00e1 que, ao longo do per\u00edodo trabalhado, s\u00f3 recebeu da empresa um par de luvas de l\u00e1tex e n\u00e3o \u00f3culos ou respirador contra vapores org\u00e2nicos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A Companhia Riograndense de Saneamento recorreu, alegando que a decis\u00e3o teria violado o artigo 190 da CLT e que o enquadramento do adicional deveria ser em grau m\u00e9dio, n\u00e3o no m\u00e1ximo, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o (RS) negou provimento ao recurso.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>TST<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A empresa novamente recorreu, desta vez para o TST, insistindo que as atividades do t\u00e9cnico deveriam ser enquadradas no grau m\u00e9dio de insalubridade. A Quinta Turma, no entanto, n\u00e3o conheceu (n\u00e3o examinou o m\u00e9rito) do recurso, ficando mantida a decis\u00e3o do Regional.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo a Turma, o TRT foi expresso ao afirmar que o trabalhador manipulava o reagente qu\u00edmico, n\u00e3o sendo pertinente a alega\u00e7\u00e3o de que a decis\u00e3o violou o artigo 190 da CLT, visto que tal dispositivo somente trata das atribui\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio do Trabalho em rela\u00e7\u00e3o ao quadro de atividades e opera\u00e7\u00f5es insalubres. O recurso tamb\u00e9m n\u00e3o foi conhecido porque a empresa apresentou, para o confronto de teses, decis\u00e3o oriunda de Turma do TST, hip\u00f3tese n\u00e3o autorizada no artigo 896, &#8220;a&#8221;, da CLT.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Quanto \u00e0 base para pagamento do adicional de insalubridade, a Turma deu provimento ao recurso da empresa para restabelecer a senten\u00e7a, que havia determinado que se levasse em considera\u00e7\u00e3o o sal\u00e1rio m\u00ednimo para a base de c\u00e1lculo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Processo: RR-176200-36.2005.5.04.0231<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: TST<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tratador de esgoto ganha adicional por manusear reagente que pode ser cancer\u00edgeno Um t\u00e9cnico de tratamento de \u00e1gua e esgoto empregado da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) garantiu na Justi\u00e7a do Trabalho o direito de receber adicional de insalubridade porque manuseava um reagente qu\u00edmico chamado &#8220;orto-toluidina&#8221;. 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