{"id":831,"date":"2014-04-15T14:39:22","date_gmt":"2014-04-15T14:39:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=831"},"modified":"2014-04-15T14:39:22","modified_gmt":"2014-04-15T14:39:22","slug":"banco-nao-e-obrigado-a-pagar-taxas-condominiais-de-imovel-que-foi-alienado-fiduciariamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/banco-nao-e-obrigado-a-pagar-taxas-condominiais-de-imovel-que-foi-alienado-fiduciariamente\/","title":{"rendered":"Banco n\u00e3o \u00e9 obrigado a pagar taxas condominiais de im\u00f3vel que foi alienado fiduciariamente"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Banco n\u00e3o \u00e9 obrigado a pagar taxas condominiais de im\u00f3vel que foi alienado fiduciariamente<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"justify\">\n<div>Acord\u00e3o da primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3), disponibilizado no Di\u00e1rio Eletr\u00f4nico no dia 8\/4, d\u00e1 provimento, por unanimidade, \u00e0 apela\u00e7\u00e3o da Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF) para reconhecer a ilegitimidade passiva do banco em processo movido por condom\u00ednio habitacional. Segundo a decis\u00e3o, a lei 9.514\/97 prev\u00ea que o fiduciante responde pelo pagamento de impostos, taxas e contribui\u00e7\u00f5es condominiais que recaiam sobre o im\u00f3vel, cuja posse tenha sido transferida para o fiduci\u00e1rio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Relata o processo que um condom\u00ednio de conjunto habitacional ajuizou a\u00e7\u00e3o em face da CEF com o objetivo de condenar o banco ao pagamento de R$ 1.450,04, referente \u00e0s taxas condominiais atrasadas de uma unidade, bem como parcelas a vencer. O im\u00f3vel sobre o qual recaem os d\u00e9bitos condominiais foi adquirido no dia (15\/02\/2008), e, na mesma data, alienado fiduciariamente \u00e0 CEF.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao ser citada, a CEF contestou, alegando in\u00e9pcia da inicial e que n\u00e3o poderia atuar no polo passivo da a\u00e7\u00e3o. No m\u00e9rito, sustentou a incid\u00eancia da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria apenas a partir do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o e o afastamento dos encargos de mora antes da cita\u00e7\u00e3o, bem como que os encargos n\u00e3o podem superar os limites delineados pelo art. 1336, \u00a72\u00ba, do C\u00f3digo Civil vigente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ap\u00f3s a manifesta\u00e7\u00e3o das partes, a senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia julgou procedente a a\u00e7\u00e3o e condenou a CEF a pagar as despesas condominiais vencidas e a vencer at\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O banco e o condom\u00ednio ingressaram com recurso no TRF3 contra a decis\u00e3o. A CEF solicitou a reforma da senten\u00e7a sustentando a sua ilegitimidade para figurar no polo passivo da demanda. A parte autora requereu a inclus\u00e3o das parcelas condominiais a vencer at\u00e9 a execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao analisar a contrev\u00e9rsia, o relator do processo no TRF3, desembargador federal Jos\u00e9 Lunardelli, esclareceu que o pagamento das presta\u00e7\u00f5es condominiais \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o propter rem, ou seja, decorrem pura e simplesmente do direito de propriedade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cBasta \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o do dom\u00ednio, ainda que n\u00e3o haja a imiss\u00e3o na posse, para que o adquirente se torne respons\u00e1vel pelas obriga\u00e7\u00f5es condominiais, inclusive com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s parcelas anteriores \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o magistrado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na decis\u00e3o, o magistrado destacou que a aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria de que trata a Lei 9.514\/97, artigo 22, caput, consiste no &#8220;neg\u00f3cio jur\u00eddico pelo qual o devedor, ou fiduciante, com escopo de garantia, contrata a transfer\u00eancia ao credor, ou fiduci\u00e1rio, da propriedade resol\u00favel de coisa im\u00f3vel&#8221;. Acrescentou que h\u00e1 legisla\u00e7\u00e3o especial aplic\u00e1vel \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, raz\u00e3o pela qual suas normas incidem preferencialmente sobre a hip\u00f3tese, n\u00e3o havendo sen\u00e3o aplicabilidade subsidi\u00e1ria da legisla\u00e7\u00e3o civil.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cH\u00e1 uma regra espec\u00edfica contida na Lei n\u00ba. 9.514\/97 que trata da responsabilidade pelos d\u00e9bitos de condom\u00ednio que recaem sobre a unidade alienada fiduciariamente, atribuindo-a ao devedor fiduciante, at\u00e9 a data da transfer\u00eancia da posse ao credor fiduci\u00e1rio (art. 27, \u00a78\u00ba)\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De acordo com o dispositivo, responde o fiduciante pelo pagamento dos impostos, taxas, contribui\u00e7\u00f5es condominiais e quaisquer outros encargos que recaiam ou venham a recair sobre o im\u00f3vel, cuja posse tenha sido transferida para o fiduci\u00e1rio, at\u00e9 a data em que o fiduci\u00e1rio vier a ser imitido na posse.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com esses argumentos, o relator deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o para reconhecer a ilegitimidade passiva da Caixa na a\u00e7\u00e3o e considerar prejudicado o recurso interposto pelo condom\u00ednio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No TRF3, a a\u00e7\u00e3o recebeu o n\u00famero 0003462-14.2012.4.03.6114\/SP.<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte: TRF 3<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Banco n\u00e3o \u00e9 obrigado a pagar taxas condominiais de im\u00f3vel que foi alienado fiduciariamente Acord\u00e3o da primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3), disponibilizado no Di\u00e1rio Eletr\u00f4nico no dia 8\/4, d\u00e1 provimento, por unanimidade, \u00e0 apela\u00e7\u00e3o da Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF) para reconhecer a ilegitimidade passiva do banco em processo movido por [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":444,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,2054,1335,1213,1214,1,625,6,2290,626,2289],"tags":[843,306,2476,376,1755,2052,2188,1753,2463,2462,1797,1455,2464,1783,2053,2475,307,2358,1163,67,1780,1752,1768,1776,2046,2051,2360,379,2055,2465,2262,2258,2470,2469,2472,633,2466,1773,2043,1777,1775,2361,2363,6491,2048,1779,2460,1751,88,2459,2477,1761,374,2578,2575,1788,344,1794,1782,2047,1795,2359,2577,1771,2364,1766,80,658,2467,2362,2049,2461,1785,2357,1772,2471,2050,1759,2044,561,1758,2040,1762,2045,1792,1793,2468,2576,2473,2474],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/831"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=831"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/831\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":832,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/831\/revisions\/832"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=831"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=831"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=831"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}