{"id":843,"date":"2014-04-28T14:17:50","date_gmt":"2014-04-28T14:17:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=843"},"modified":"2014-04-28T14:17:50","modified_gmt":"2014-04-28T14:17:50","slug":"trf3-decide-que-opcao-por-nacionalidade-dispensa-pedido-administrativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/trf3-decide-que-opcao-por-nacionalidade-dispensa-pedido-administrativo\/","title":{"rendered":"TRF3 decide que op\u00e7\u00e3o por nacionalidade dispensa pedido administrativo"},"content":{"rendered":"<p>Em decis\u00e3o publicada no Di\u00e1rio Eletr\u00f4nico da Justi\u00e7a Federal do dia 23\/4, a 4\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) entendeu que a op\u00e7\u00e3o pela nacionalidade de brasileiro nascido no exterior, filho de pai ou m\u00e3e brasileiro, pode ser feita judicialmente, sem a necessidade de se passar pela via administrativa.<\/p>\n<p>No caso em quest\u00e3o, o apelante buscou na Justi\u00e7a Federal o exerc\u00edcio da op\u00e7\u00e3o pela nacionalidade brasileira, pois, nascido no Jap\u00e3o e filho de brasileiros que n\u00e3o estavam a servi\u00e7o do pa\u00eds, foi registrado em reparti\u00e7\u00e3o brasileira e posteriormente fixou resid\u00eancia definitiva no Brasil. Essa situa\u00e7\u00e3o diferencia-se do pedido de naturaliza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 faculdade exclusiva do Poder Executivo, e deve ser requerido ao ministro da Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>De acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o menor nascido no estrangeiro, de filia\u00e7\u00e3o brasileira, antes de completada a maioridade, que tenha realizado o registro provis\u00f3rio previsto no artigo 32, \u00a72\u00ba, da Lei dos Registros P\u00fablicos, e que venha a residir no Brasil, \u00e9 considerado brasileiro nato para todos os efeitos. Assim, \u201cuma vez atingida a maioridade, a pessoa passa a ser brasileiro sob condi\u00e7\u00e3o suspensiva, at\u00e9 que opte pela nacionalidade brasileira, a qual ser\u00e1 homologada pelo juiz, ap\u00f3s o preenchimento dos requisitos previstos no artigo 12, I, &#8220;c&#8221; da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d.<\/p>\n<p>A relatora da decis\u00e3o, desembargadora federal Marli Ferreira, citou ainda jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal: &#8220;(&#8230;) h\u00e1 de fazer-se em ju\u00edzo, em processo de jurisdi\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, que finda com a senten\u00e7a que homologa a op\u00e7\u00e3o e lhe determina a transcri\u00e7\u00e3o, uma vez acertados os requisitos objetivos e subjetivos dela.&#8221; (RE 415.957\/RS).<\/p>\n<p>A decis\u00e3o deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o para anular a senten\u00e7a monocr\u00e1tica da 1\u00aa Vara de Barretos, que havia julgado extinto o feito sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito, e determinar o retorno dos autos ao ju\u00edzo de origem, a fim de que seja facultado ao apelante complementar a documenta\u00e7\u00e3o apresentada, nos termos do artigo 284 do CPC.<\/p>\n<p>No TRF3, a a\u00e7\u00e3o recebeu o n\u00famero 0001025-88.2013.4.03.6138\/SP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em decis\u00e3o publicada no Di\u00e1rio Eletr\u00f4nico da Justi\u00e7a Federal do dia 23\/4, a 4\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) entendeu que a op\u00e7\u00e3o pela nacionalidade de brasileiro nascido no exterior, filho de pai ou m\u00e3e brasileiro, pode ser feita judicialmente, sem a necessidade de se passar pela via administrativa. 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