{"id":888,"date":"2014-07-09T13:17:37","date_gmt":"2014-07-09T13:17:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=888"},"modified":"2014-07-09T13:17:37","modified_gmt":"2014-07-09T13:17:37","slug":"grupo-do-ramo-de-embalagens-que-nao-provou-fornecimento-de-epis-e-condenado-a-pagar-adicional-de-insalubridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/grupo-do-ramo-de-embalagens-que-nao-provou-fornecimento-de-epis-e-condenado-a-pagar-adicional-de-insalubridade\/","title":{"rendered":"Grupo do ramo de embalagens que n\u00e3o provou fornecimento de EPIs \u00e9 condenado a pagar adicional de insalubridade"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>\nGrupo do ramo de embalagens que n\u00e3o provou fornecimento de EPIs \u00e9 condenado a pagar adicional de insalubridade<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"justify\">\n<div>A preocupa\u00e7\u00e3o com a seguran\u00e7a e a sa\u00fade no trabalho vem crescendo nos \u00faltimos tempos no Brasil. Muitas s\u00e3o as empresas que j\u00e1 demonstram estar conscientes e dispostas a cumprir as normas de seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o no ambiente do trabalho. Entre essas normas est\u00e1 a que obriga os empregadores a fornecer Equipamento de Prote\u00e7\u00e3o Individual (EPI) indispens\u00e1veis ao trabalho e a fiscalizar a utiliza\u00e7\u00e3o deles. Mas um aspecto, por vezes, \u00e9 esquecido: a import\u00e2ncia da pr\u00e9-constitui\u00e7\u00e3o de provas documentais que demonstrem o cumprimento das normas pelo empregador.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A medida visa a resguardar a empresa de eventual demanda na Justi\u00e7a do Trabalho. No caso analisado pelo juiz L\u00e9verson Bastos Dutra, titular da 4\u00aa Vara do Trabalho de Juiz de Fora, um grupo industrial do ramo de embalagens n\u00e3o conseguiu provar o fornecimento de prote\u00e7\u00e3o regular a um ex-empregado. Como resultado, acabou sendo condenado a pagar o adicional de insalubridade.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A per\u00edcia realizada constatou que o reclamante ficava exposto a ru\u00eddo, atividade enquadrada como insalubre, em grau m\u00e9dio, conforme NR 15 da Portaria 3.214 do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego. No entanto, a empregadora forneceu apenas parcialmente os EPIs necess\u00e1rios \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do empregado. De acordo com o laudo, o fornecimento ficou provado apenas durante 12 meses do contrato de trabalho.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Tamb\u00e9m foi apurado que o reclamante ficava exposto a \u00f3leo mineral e graxa, sem prote\u00e7\u00e3o adequada por uso de EPIs espec\u00edficos aos agentes agressores. Neste caso, ficou caracterizada a insalubridade em grau m\u00e1ximo, nos termos do anexo 13 da NR 15 da Portaria n\u00ba 3.214\/78, em todo o per\u00edodo contratual.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Portanto, sem prova capaz de demonstrar o fornecimento de prote\u00e7\u00e3o capaz de neutralizar os efeitos nocivos, o juiz decidiu acatar o resultado da per\u00edcia para reconhecer a exist\u00eancia de insalubridade, em grau m\u00e1ximo, adotado por ser o mais ben\u00e9fico ao trabalhador. Nesse contexto, condenou o grupo econ\u00f4mico ao pagamento do adicional de insalubridade, \u00e0 raz\u00e3o de 40% do sal\u00e1rio m\u00ednimo, com reflexos em f\u00e9rias, acrescidas de um ter\u00e7o, 13\u00ba sal\u00e1rios, horas extras e FGTS com 40%. N\u00e3o houve recurso.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>( n\u00ba 01029-2013-038-03-00-8 )<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte:\u00a0TRT 3<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Grupo do ramo de embalagens que n\u00e3o provou fornecimento de EPIs \u00e9 condenado a pagar adicional de insalubridade A preocupa\u00e7\u00e3o com a seguran\u00e7a e a sa\u00fade no trabalho vem crescendo nos \u00faltimos tempos no Brasil. 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