{"id":939,"date":"2014-08-16T12:45:23","date_gmt":"2014-08-16T12:45:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=939"},"modified":"2014-08-16T12:45:23","modified_gmt":"2014-08-16T12:45:23","slug":"decisao-considera-ms-via-inadequada-para-discutir-cotas-em-concursos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/decisao-considera-ms-via-inadequada-para-discutir-cotas-em-concursos\/","title":{"rendered":"Decis\u00e3o considera MS via inadequada para discutir cotas em concursos"},"content":{"rendered":"<table width=\"476\">\n<tbody>\n<tr>\n<td>Decis\u00e3o considera MS via inadequada para discutir cotas em concursos<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"justify\">\n<div>A ministra C\u00e1rmen L\u00facia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento ao Mandado de Seguran\u00e7a (MS) 33072, no qual o Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) pretendia que o Supremo determinasse a reserva de 20% das vagas nos concursos p\u00fablicos para ingresso nos Poderes Legislativo e Judici\u00e1rio para negros e pardos. A decis\u00e3o ressalta que o mandado de seguran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 o instrumento processual adequado para questionar lei em tese (S\u00famula 266 do STF).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>De acordo com a ministra, a pretens\u00e3o do Iara era a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade, por omiss\u00e3o, da Lei 12.990\/2014, que criou a reserva nos concursos para cargos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal, autarquias, funda\u00e7\u00f5es, empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista da Uni\u00e3o \u2013 ou seja, no \u00e2mbito do Poder Executivo. Segundo o instituto, a\u00e7\u00f5es afirmativas que n\u00e3o contemplem todos os Poderes n\u00e3o t\u00eam efic\u00e1cia plena e s\u00e3o insuficientes para promover a inclus\u00e3o de afrodescendentes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para a finalidade pretendida, por\u00e9m, a relatora ressalta que a Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica define a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, que n\u00e3o pode ser substitu\u00edda pelo mandado de seguran\u00e7a. O Instituto de Advocacia Racial e Ambiental, por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e1 entre os legitimados para propor a\u00e7\u00f5es de controle abstrato de constitucionalidade de lei ou de omiss\u00e3o legislativa, \u201cpor ser manifesta a inexist\u00eancia de direito subjetivo pr\u00f3prio das pessoas f\u00edsicas e dos substitu\u00eddos pela associa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A ministra C\u00e1rmen L\u00facia afastou tamb\u00e9m o argumento de viola\u00e7\u00e3o a direito previsto no Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288\/2010), pois essa lei n\u00e3o reserva 20% das vagas em concurso p\u00fablico aos negros, mas apenas disp\u00f5e sobre a implementa\u00e7\u00e3o de medidas visando \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da igualdade das contrata\u00e7\u00f5es do setor p\u00fablico, a cargo dos \u00f3rg\u00e3os competentes. Essa circunst\u00e2ncia, somada \u00e0s demais, \u201cevidencia a aus\u00eancia de direito dotado da liquidez autorizadora do mandado de seguran\u00e7a\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com a negativa de seguimento ao mandado de seguran\u00e7a, a ministra julgou prejudicada a liminar pedida pelo Iara, quanto \u00e0 inclus\u00e3o da cota para negros no pr\u00f3ximo concurso para auditor e t\u00e9cnico federal de controle interno a ser realizado pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU).<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"5\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Fonte:\u00a0STF<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decis\u00e3o considera MS via inadequada para discutir cotas em concursos A ministra C\u00e1rmen L\u00facia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento ao Mandado de Seguran\u00e7a (MS) 33072, no qual o Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) pretendia que o Supremo determinasse a reserva de 20% das vagas nos concursos p\u00fablicos para ingresso nos Poderes [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":457,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,2054,495,1335,2762,1213,1214,2764,1,2663,625,2763,6,2290,626,2289],"tags":[6482,25,459,2814,430,16,332,1431,1432,2816,2813,514,2817,2818,2815,1508],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/939"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=939"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/939\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":940,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/939\/revisions\/940"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/457"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}