{"id":986,"date":"2014-10-04T14:06:41","date_gmt":"2014-10-04T14:06:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=986"},"modified":"2014-10-04T14:06:41","modified_gmt":"2014-10-04T14:06:41","slug":"empresa-nao-pagara-pensao-a-vigilante-por-depressao-apos-investigacao-de-furto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/empresa-nao-pagara-pensao-a-vigilante-por-depressao-apos-investigacao-de-furto\/","title":{"rendered":"Empresa n\u00e3o pagar\u00e1 pens\u00e3o a vigilante por depress\u00e3o ap\u00f3s investiga\u00e7\u00e3o de furto"},"content":{"rendered":"<table width=\"482.0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td valign=\"middle\"><b>Empresa n\u00e3o pagar\u00e1 pens\u00e3o a vigilante por depress\u00e3o ap\u00f3s investiga\u00e7\u00e3o de furto<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"middle\">&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"middle\">A Nordeste Seguran\u00e7a e Transporte de Valores Sergipe Ltda. conseguiu reformar, no Tribunal Superior do Trabalho, decis\u00e3o que a condenava a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais a um vigilante de carro forte que desenvolveu depress\u00e3o, principalmente ap\u00f3s ser investigado por furto. Para os ministros da Quarta Turma do TST, a empresa agiu no seu regular exerc\u00edcio de direito ao buscar a apura\u00e7\u00e3o de um ato il\u00edcito cometido internamente e, para a caracteriza\u00e7\u00e3o do dano material, \u00e9 necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o de culpa ou dolo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o processo, o empregado pleiteava indeniza\u00e7\u00e3o por defici\u00eancia auditiva, alegando que o carro forte em que trabalhava era muito barulhento. No entanto, na hora da per\u00edcia, o especialista identificou que ele apresentava profundo quadro de depress\u00e3o e ansiedade, associada ao trabalho como vigilante, tendo como estopim do problema a investiga\u00e7\u00e3o do sumi\u00e7o de parte do dinheiro de um caixa eletr\u00f4nico do Banco do Brasil, que gerou seu afastamento tempor\u00e1rio enquanto era investigado. Em decorr\u00eancia desse fato, ficou constatado no laudo pericial que o trabalhador adquiriu depress\u00e3o e insanidade mental como doen\u00e7a ocupacional, e que ele estaria incapacitado para o trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao julgar o caso, e depois de uma crise de viol\u00eancia do trabalhador durante uma das audi\u00eancias de concilia\u00e7\u00e3o, o ju\u00edzo de origem condenou a empresa a pagar pens\u00e3o vital\u00edcia em reconhecimento da depress\u00e3o como doen\u00e7a ocupacional, no valor do \u00faltimo sal\u00e1rio, al\u00e9m de custear tratamento m\u00e9dico. A empresa tamb\u00e9m foi condenada a pagar R$ 200 mil a t\u00edtulo de danos morais. A condena\u00e7\u00e3o foi mantida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 20\u00aa Regi\u00e3o (SE).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No recurso de revista ao TST, a empresa questionou a condena\u00e7\u00e3o por danos materiais, sustentando que n\u00e3o houve comprova\u00e7\u00e3o de nexo de causalidade entre a doen\u00e7a e o trabalho e nem foi produzida prova de que o vigilante tenha sido acusado injustamente por superiores ou colegas como ladr\u00e3o. &#8220;Houve apenas um pedido para instaura\u00e7\u00e3o de inqu\u00e9rito&#8221;, defendeu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O relator do processo, ministro Fernando Eizo Ono, destacou que o que se percebia no processo \u00e9 a incontroversa caracteriza\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a do trabalho, n\u00e3o a comprova\u00e7\u00e3o de um ato il\u00edcito doloso ou culposo por parte da empresa. &#8220;Se o pr\u00f3prio Tribunal Regional reconhece que ela agiu \u2018no desempenho de um regular direito seu, buscando a apura\u00e7\u00e3o da suposta ilicitude&#8217;, n\u00e3o h\u00e1 como atribuir \u00e0 empresa o dever de indenizar por danos materiais, por ausente a prova da culpa&#8221;, afirmou. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 o objetivo de macular a integridade do empregado, e sim o exerc\u00edcio regular do direito de solicitar a instaura\u00e7\u00e3o de inqu\u00e9rito policial para apurar irregularidades&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ministro esclareceu que, nos termos dos artigos 186 e 927 do C\u00f3digo Civil, a obriga\u00e7\u00e3o de reparar o dano material depende da comprova\u00e7\u00e3o dos seguintes requisitos: a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o (dolosa ou culposa), ofensa a direito nexo de causalidade e dano. &#8220;Tudo que diga respeito a acidente do trabalho e doen\u00e7a ocupacional, sem envolver culpa ou dolo do empregador, \u00e9 atendido pela previd\u00eancia social&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por unanimidade, a Quarta Turma deu provimento ao recurso, absolvendo a Nordeste Seguran\u00e7a do pagamento de pens\u00e3o vital\u00edcia e de indeniza\u00e7\u00e3o correspondente \u00e0s despesas com tratamento m\u00e9dico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Processo: TST-RR-10000-61.2009.5.20.0002<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"middle\">&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"middle\">Fonte: <b>TST<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresa n\u00e3o pagar\u00e1 pens\u00e3o a vigilante por depress\u00e3o ap\u00f3s investiga\u00e7\u00e3o de furto &nbsp; A Nordeste Seguran\u00e7a e Transporte de Valores Sergipe Ltda. conseguiu reformar, no Tribunal Superior do Trabalho, decis\u00e3o que a condenava a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos materiais a um vigilante de carro forte que desenvolveu depress\u00e3o, principalmente ap\u00f3s ser investigado por furto. 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