{"id":995,"date":"2014-10-14T12:18:04","date_gmt":"2014-10-14T12:18:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/?p=995"},"modified":"2014-10-14T12:18:04","modified_gmt":"2014-10-14T12:18:04","slug":"tnu-altera-entendimento-sobre-conversao-de-tempo-de-servico-para-concessao-de-aposentadoria-especial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ortizcamargo.com.br\/noticias\/tnu-altera-entendimento-sobre-conversao-de-tempo-de-servico-para-concessao-de-aposentadoria-especial\/","title":{"rendered":"TNU altera entendimento sobre convers\u00e3o de tempo de servi\u00e7o para concess\u00e3o de aposentadoria especial"},"content":{"rendered":"<table width=\"100%\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td id=\"TituloNoticia\">\n<table border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td><\/td>\n<td><b>TNU altera entendimento sobre convers\u00e3o de tempo de servi\u00e7o para concess\u00e3o de aposentadoria especial<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td height=\"10\"><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td id=\"itemNoticia\">A Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o dos Juizados Especiais Federais (TNU), na sess\u00e3o realizada na quarta-feira (8\/10), decidiu alterar o entendimento jurisprudencial sobre a convers\u00e3o de tempo de servi\u00e7o para fins de concess\u00e3o de aposentadoria especial. A partir de agora, se a presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ocorreu antes da Lei 9.032\/95, \u00e9 poss\u00edvel converter o tempo comum em especial mesmo que o segurado s\u00f3 re\u00fana as condi\u00e7\u00f5es para obten\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio ap\u00f3s esse per\u00edodo.<\/p>\n<p>O posicionamento foi firmado pelo Colegiado durante o julgamento do recurso de um aposentado ga\u00facho que teve o pedido de revis\u00e3o do benef\u00edcio negado pela Vara Federal de Caxias do Sul (RS) e depois pela 3\u00aa Turma Recursal dos Juizados Especiais Federais do Rio Grande do Sul. O autor da a\u00e7\u00e3o alegou \u00e0 TNU que a convers\u00e3o da atividade comum em especial deve ser disciplinada pela lei em vigor \u00e0 \u00e9poca da presta\u00e7\u00e3o laboral.<\/p>\n<p>Conforme informa\u00e7\u00f5es dos autos, o aposentado trabalhou a maior parte do tempo como t\u00e9cnico operacional em empresas da regi\u00e3o. O INSS somente reconheceu como especial o tempo de 7 anos, 2 meses e 21 dias. A revis\u00e3o de benef\u00edcio solicitada implicaria na an\u00e1lise da averba\u00e7\u00e3o dos seguintes intervalos: de 17\/03\/1978 a 12\/07\/1984, quando trabalhou na Ceval Agroindustrial S\/A; e de 06\/03\/1997 a 31\/08\/2008, per\u00edodo em que prestou servi\u00e7o para a Soprano Eletrometal\u00fargica Ltda.<\/p>\n<p>A controv\u00e9rsia diz respeito \u00e0 possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o anterior a de 1995 para convers\u00e3o do tempo de servi\u00e7o de quem se aposentou depois desse per\u00edodo. Segundo a relatora do processo, ju\u00edza federal Kyu Soon Lee, o recurso do aposentado deveria ser negado com base no atual entendimento da pr\u00f3pria TNU e em julgados do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). A magistrada sustentou que n\u00e3o se poderia converter per\u00edodo anterior \u00e0 Lei 9.032\/95, se o benefici\u00e1rio preencheu os requisitos para \u00e0 concess\u00e3o depois dessa lei.<\/p>\n<p>No entanto, para o redator do voto vencedor na TNU, juiz federal Jo\u00e3o Batista Lazzari, a jurisprud\u00eancia mais recente do STJ fixou a tese de que a configura\u00e7\u00e3o do tempo de servi\u00e7o especial \u00e9 regida pela legisla\u00e7\u00e3o em vigor no momento da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. De acordo com ele, trata-se de um direito adquirido, que se constitui em patrim\u00f4nio do trabalhador.<\/p>\n<p>\u201cSaliento, ainda, que, a prevalecer a tese de que a lei que incide para definir a possibilidade de convers\u00e3o entre tempo de servi\u00e7o especial e comum \u00e9 a vigente quando do preenchimento dos requisitos para a aposentadoria, n\u00e3o se poderia mais converter os per\u00edodos de atividade por categoria profissional, considerando que a legisla\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o permite mais essa forma de convers\u00e3o\u201d, ponderou o magistrado.<\/p>\n<p>Em seu voto divergente, o juiz Jo\u00e3o Batista Lazzari explica que n\u00e3o se pode tratar de forma distinta a configura\u00e7\u00e3o do tempo de servi\u00e7o, \u201cpois, se \u00e0 \u00e9poca do exerc\u00edcio da atividade se possibilitava a convers\u00e3o, o segurado adquire esse direito, ainda que os requisitos necess\u00e1rios \u00e0 aposenta\u00e7\u00e3o venham a ser preenchidos em momento posterior, na vig\u00eancia de legisla\u00e7\u00e3o que n\u00e3o mais contemple tal possibilidade\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Pedilef 5011435-67.2011.4.04.7107<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>TNU altera entendimento sobre convers\u00e3o de tempo de servi\u00e7o para concess\u00e3o de aposentadoria especial A Turma Nacional de Uniformiza\u00e7\u00e3o dos Juizados Especiais Federais (TNU), na sess\u00e3o realizada na quarta-feira (8\/10), decidiu alterar o entendimento jurisprudencial sobre a convers\u00e3o de tempo de servi\u00e7o para fins de concess\u00e3o de aposentadoria especial. 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